"A verdade da mentira", por Felisberto Costa 11/12/2017 20:27 Dragão até à Morte


    Como disse o Vila Pouca e com toda a razão e factos provados, o FC PORTO passou aos oitavos da Champions, onde é a equipa portuguesa que mais vezes lá faz ninho! É o nosso habitat natural e há-de ser sempre.
    Aliás o FC PORTO é a única equipa portuguesa que almoça e janta á mesa com os tubarões da Europa, e até mesmo muitos desses tubarões são obrigados a ceder espaço ao nosso enorme FC PORTO! Basta atentar nas presenças do nosso clube na prova rainha e ver quem é quem!
    Já em Portugal o fado (pois… o fado!) é outro. Somos renegados, enxovalhados, deixados de lado, humilhados, caluniados e se pudessem seríamos banidos. Portugal cada vez mais me faz lembrar a Roma antiga decadente onde reinava o pão e circo e entre orgias se ditavam leis. E os bárbaros somos nós!
    Contudo há que reconhecer, ainda que pela negativa, a inteligência dos cartilhados, ao não só tomar as rédeas do poder desportivo, como também da própria comunicação social desportiva. Os pasquins de Lisboa são controlados e geridos por gente afecta ao clube do regime. Os programas televisivos desportivos são controlados e geridos por gente afecta ao dito cujo, e tirando um ou outro, os paineleiros são escolhidos a dedo como júri de tribunal americano.
    Mas com isso, nós portistas e adeptos de outros clubes podemos bem. O que não suporto é quando fazem o câmbio para a vida social. É quando um palermoide qualquer faz troça de um nortenho imitando um sotaque que não existe e que não nos é familiar, como se o alfacinha fosse o português correcto e exemplo para ser falado de Norte a Sul! Não é, seus estúpidos. Se pensam que metem graça em imitar a minha pronúncia pois bem, apenas mostrais o vosso nível de intelecto: ignorantes, atrasados mentais e arrogantes, pois foi deste sotaque que nasceu a língua portuguesa! Aliás é devido à nossa pronúncia que a capital do império se chama Lisboa. Se fosse com o sotaque efeminado da moirama, se fossem vocês, cretinos e petulantes a baptizar a capital, o nome seria… Lisbela!  
    A maneira ilusória, mentirosa e escandalosamente sonegada do que se passa no futebol português, seja por apelos cobardes de um (mais um…) renegado presidente da FPF, das ameaças jamais concretizadas de greve dos árbitros, do Polvo encarnado, mas que pelos vistos e tal como o bicho leva tempo a ser cozinhado - não sou pessimista, mas creio bem que tudo vai ficar em banho maria -, do VAR que só funciona para uns e não existe para outros, do Conselho de Disciplina que é lesto em castigar o director do FC PORTO e nada faz a um director provocador como Tiago Pinto, de um IPDJ que é justiceiro em julgar claques legais e diz que nada se passa com as ilegais, pois são todos uns meninos de coro, deveriam fazer corar de vergonha o governo português! Mas não, bem antes pelo contrário, ainda tem a distinta lata de se sentarem ao lado do maior caloteiro que o país já viu, sem que isso seja sinal de promiscuidade ou complacência! Vá lá, desde que me conheço, que é a 1ª vez que vejo o polvo a combinar bem com a chamuça!
    Mas a grande verdade, aquela que não conseguiram transformar em mentira, aquela que o Mundo todo assistiu, onde sem padres e sem missas, sem meninos queridos, sem árbitros com vontade de (não) fazer greve, foi a campanha miserável e miserabilista do clube português que cá neste jardinzinho se julga acima de tudo e de todos! Foi pura e simplesmente vergonhoso! Bem abaixo do nível de um qualquer clube de Andorra, San Marino ou Luxemburgo! Foi, o mostrar ao Mundo que, efectivamente, eles são corruptos! Foi mostrar ao Mundo que efectivamente eles comandam e ordenam os jogos fora das 4 linhas em Portugal! Foi mostrar ao Mundo que tem pistoleiros que são capazes de marcar 10 golos ao Belenenses numa época e apenas 2 em todos os anos que joga na Champions!
    Estou-me nas tintas e os outros clubes europeus também, que venham Delgados meter tudo no mesmo saco, para dizer que o ranking português desça a olhos vistos, ou uma Janela cartilhada qualquer afirmar despuradamente que foi o clube que lhe paga as cartilhas que mais contribuiu para a pontuação europeia portuguesa. Isso é mentira, da grossa e por muito que a repitam não a tornará verdadeira. Talvez o Paulo Teixeira lhes deva fazer chegar um excerto das suas tradicionais estatísticas, tão distraídos eles andam.
    Cá se fazem e cá se pagam. A justiça é como o azeite. Mais tarde ou mais cedo a verdade da mentira será difícil senão impossível de ser camuflada por muito mais tempo.
    E já que estamos em matéria de citações, o clube do regime bem pode enganar toda gente durante um tempo, bem pode andar a enganar e cartilhar alguns todo o tempo, mas não consegue enganar todos todo o tempo!
    Quanto a nós, FC PORTO, apenas nos resta seguir com honradez, perseverança, coragem e dedicação o nosso caminho e que na Champions, venha quem vier, vai ter que suar muito para levar de vencida o baluarte da Invicta! Em casa, no nosso campeonato é caso para dizer… a missa é outra. E, como não há bela sem senão, não gostei sinceramente da entrevista de Pinto da Costa ao jornal o Jogo. Tirando o óbvio, o que salta a olho nu e até outros presidentes falam, foi mais do mesmo. Eu, Felisberto Costa, sou sócio e adepto, posso dizer baboseiras, escandaleiras e outras coisas parecidas. Posso até dizer mal do Óliver e adorar o Herrera. É o meu coração de azul-e-branco a falar, a minha paixão a sobrepor-se à razão. A um presidente pede-se respeito e recato. Afinal os espanhóis não vieram em 1580 de assalto. Vieram em 2012 e com contratos firmados! E Marcano será mais um dos que vieram a granel? Casillas, idem aspas? E essa da renovação, que por ele (Pinto da Costa) assinaria já hoje, com o treinador em curso, meu caro presidente, é discurso que já polui o ar. Disse o mesmo de todos os que ultimamente passaram pelo Dragão!
    A todos um grande abraço e já sabem: espero por vós nos Aliados!

    LIVERPOOL É O ADVERSÁRIO NOS “OITAVOS” DA CHAMPIONS. 11/12/2017 16:06 Bibó Porto Carago


    Primeira mão joga-se no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro e a segunda em Anfield Road​​​​​​​​​ a 6 de março.

    O sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões realizado esta segunda-feira em Nyon, na Suíça, ditou que o Liverpool será o adversário do FC Porto nos oitavos de final. Os azuis e brancos, que estão pela 13.ª vez na fase a eliminar da prova​, jogarão a primeira mão no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro de 2018 e a segunda em Anfield Road a 6 de março.

    Cinco vezes campeões europeus, a última das quais em 2004/05, os reds foram os primeiros classicados do Grupo E, com 12 pontos somados à custa de três vitórias e outros tantos empates. Foram ainda a segunda equipa mais concretizadora da fase de grupos (23 golos, menos dois do que o Paris-Saint Germain), tendo sofrido seis golos.

    FC Porto e Liverpool já se cruzaram por quatro vezes nas competições europeias, tendo-se registado dois empates e duas vitórias dos britânicos. Em 2007/08, encontraram-se na fase de grupos da Champions: no Dragão, o jogo terminou com um empate (1-1) e em Liverpool, o resultado foi a favor dos anfitriões (4-1).

    O encontro anterior foi relativo aos quartos de final da edição 2000/01 da Taça UEFA/Liga Europa: na primeira-mão, disputada no Estádio das Antas, ninguém marcou golos (0-0); na segunda, em Anfield, os ingleses levaram a melhor (2-0).

    A irregularidade que precedeu o 1º golo 11/12/2017 11:00 Reflexão Portista

    A maré azul invadiu Setúbal e foi avassaladora, no relvado e nas bancadas.

    Contudo, apesar da goleada (0-5), apesar de ter sido uma vitória sem espinhas, houve muito boa gente que ficou com uma “espinha” entalada na garganta e queira manchar a vitória do FC Porto, apontando o dedo ao primeiro golo dos “dragões”.

    Houve alguma irregularidade no primeiro golo de Aboubakar?
    Sem dúvida, há imagens que são muito claras. Basta olhar para a camisola do Aboubakar…

    Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO)

    P.S. Antes do primeiro golo, já o Vitória Setúbal deveria estar a jogar com menos um jogador. Mas isso, claro, não é assunto para os “cartilheiros” ou para os comentadores da BTV2... perdão, da SportTv.

    Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO)

    Aboubashow contra ventos e Coentrões 11/12/2017 04:20 O Tribunal do Dragão

    As circunstâncias prometiam dificuldades que os primeiros 25 minutos confirmaram, desde às condições climatéricas aos efeitos (físicos ou mentais) pós-Champions. Mas isto de trocar o chutão para a frente e as bolas em profundidades nos avançados pela circulação, posse e por uma maior elaboração das jogadas é mesmo coisa para dar tranquilidade, soluções e qualidade à equipa. Um jogo que se podia ter tornado um grande problema resultou numa das melhores exibições das últimas semanas e revelou uma equipa que anda de pontaria afinada, com 10 golos em 4 dias, antes de três jogos consecutivos para três competições diferentes no Dragão no espaço de oito dias. Não há margem para vacilar, mas a jogar assim fica mais fácil. 





    Aboubakar (+) - O Professor Bambo e o Mestre Guirrasy podem estar descansados: se depender de Fábio Coentrão, ninguém lhes tira o emprego. Um bom golo de cabeça, um penalty batido de forma defensável mas que matou o jogo (o sexto em seis tentativas na carreira - nunca falhou uma grande penalidade) e uma finalização à ponta-de-lança, antes de voltar a fazer uma assistência de grande qualidade. No espaço de quatro dias, Aboubakar marcou cinco golos e assistiu dois.

    É altura de uma pequena retrospetiva. Na época passada, André Silva marcou 21 golos e fez oito assistências, em 44 jogos. Aboubakar, em 22 jogos, já marcou por 20 vezes e fez cinco passes para golo. Ou seja, ainda dezembro não vai a meio e Aboubakar já praticamente pulverizou o registo do seu antecessor (ou deveríamos compará-lo a Depoitre?), tendo desde já batido a sua melhor marca de golos na carreira. 

    No Bonfim, curiosamente, não foi feliz nas suas tentativas de 1x1 (exceção ao lance do penálti), mas destacou-se a ir buscar jogo atrás, a tabelar e a abrir espaço para os colegas. E quando chegou aos últimos 20 metros, foi para ser letal: tocou oito vezes na bola na grande área - seis delas foram remates e noutra ganhou um penálti. A melhor maneira de se servirem de Aboubakar é... servindo-o. Já agora, é bom dizê-lo: ainda bem que renovou e que a SAD conseguiu a totalidade do passe antes de janeiro.  

    Marega (+) - Deixar de despejar bolas no flanco direito, à espera que Marega apanhe alguma, não só favoreceu a equipa como o próprio jogador. Se no primeiro golo teve a sorte que lhe faltou contra o Benfica, no segundo conseguiu uma finalização perfeita, já depois de ter descoberto sozinho o espaço para assistir Aboubakar para o 4x0 (num lance ao seu estilo, em que quase parece enterrar a bota no relvado antes de conseguir fazer o passe). Marega vai sendo isto, capaz do mau e da utilidade, de falhar com a baliza escancarada e depois fazer um chapéu perfeito ao guarda-redes. Após mês e meio sem intervenção direta em golos da equipa, voltou a colaborar em três e já chegou aos 15 (10 golos, 5 assistências) nesta temporada, números que superam o maior dos otimistas.

    Adaptação (+) - Maxi no flanco, Ricardo novamente adiantado, Diego Reyes ao lado de Marcano. Três alterações em diferentes setores, mas tudo funcionou na equipa, curiosamente melhor do lado direito do que do lado esquerdo. Apesar dos calafrios provocados pelo Vitória nos primeiros minutos, a equipa rumou a uma exibição que prova que é possível criar várias ocasiões de golo e chegar com facilidade à grande área sem que isso implique procurar atalhos que não existem no relvado - leia-se, usar e abusar do passe longo. A equipa circulou melhor a bola, Herrera e Danilo seguraram o meio-campo e as oportunidades do Vitória foram escassas. Uma noite descansada.




    Que eficiência no VAR? (-) - Aboubakar tentou uma roleta na grande área, sofreu falta, Tiago Martins viu - depois de não ter visto Aboubakar ser agarrado no lance do primeiro golo. Penálti, sem margem para dúvidas. De repente, entra a comunicação do VAR e nasce a confusão. Que indicação recebeu Tiago Martins? De que era penálti? Se era, então porque necessitava Tiago Martins de ir confirmar as imagens, já que a sua decisão inicial era validada pelo VAR? Então o que se passou? Terá Tiago Martins recebido indicações do VAR de que o lance... não era esclarecedor? Ou que não era penálti? Se assim foi, será que o VAR, com recursos a imagens televisivas, conseguiu ver menos do que Tiago Martins no relvado? É verdade, se houve dúvidas, o árbitro foi tirá-las a limpo junto das imagens. Mas se assim é, abre-se o precedente de, doravante, os árbitros irem ver as imagens para confirmarem todas as decisões que tomam? Uma vez mais, o VAR, por cada dúvida que tira, lança outra.

    Líder, a depender de si próprio, com o melhor ataque e a melhor defesa da Liga - o FC Porto já não marcava tanto nem sofrida tão pouco, à 14ª jornada, desde a época 1995/96. A duas semanas do natal, isto é rendimento que valha duas ou três prendinhas no sapatinho de Sérgio Conceição. Bem merece. 

    Vitória F.C. 0 - F.C.Porto 5. Inspirados pelo feeling de Fábio Coentrão, Dragões arrasam sadinos 10/12/2017 22:37 Dragão até à Morte


    Depois das vitórias de Benfica e Sporting, para  manter a liderança e a vantagem para o clube do regime, o F.C.Porto estava obrigado a vencer. Não só venceu, como convenceu, fez um jogo sério, competente, mesmo em condições muito difíceis, segue na liderança que é, mas não devia ser, partilhada.

    Com muito vento a prejudicar a manobra das duas equipas, obviamente mais aquela que ia ter as despesas do jogo, o Vitória entrou atrevido, pressionou a primeira zona de construção, criou duas jogadas de perigo, respondeu o F.C.Porto - entrou com José Sá; Maxi, Reyes, Marcano e Alex Telles; Ricardo, Danilo, Herrera e Brahimi; Marega e Aboubakar.- por Aboubakar, tudo ainda dentro dos primeiros 5 minutos. Aos poucos o conjunto orientado por Sérgio Conceição foi-se adaptando as condições do tempo, melhorando, passou a dominar, encostou a adversário lá atrás, mas tinha muitas dificuldades em ultrapassar a dupla barreira sadina de cinco defesas e quatro médios. Era preciso criar, romper, desequilibrar, encontrar espaços, desmoronar a muralha sadina. Aboubakar encontrou Brahimi e o argelino sozinho frente ao guarda-redes não marcou. Iam decorridos 23 minutos, estava dado o lamiré e mesmo que a equipa setubalense procurasse contra-atacar, os portistas já estavam por cima. Não admirou por isso que passado pouco tempo e após canto de Alex Telles, Aboubakar inaugurasse o marcador.
    Era uma vantagem justa e conseguido o mais difícil, esperava-se que os Dragões tivessem aprendido a lição, não cometessem os mesmos erros do jogo da Vila das Aves, fossem à procura do segundo. Aprenderam a lição, foram, marcaram o segundo por Marega, ainda o terceiro de autoria de Aboubakar - achei curioso Tiago Martins ter solicitado ajuda ao VAR no lance do penalty,que o camaronês concretizou, tão óbvio ele foi. Pena que outros árbitros no passado recente não tenham seguido o exemplo...-, ao intervalo o jogo estava resolvido.
    Resumindo, entrada tremida, primeiros minutos foram de susto, mas passado pouco tempo as coisas começaram a engrenar, quando o conjunto da Invicta chegou à vantagem já estava por cima, já merecia. E depois do golo de Aboubakar que abriu o activo, então nem se fala, quando as equipas regressaram às cabines o resultado não se podia dizer que era exagerado.

    Com o jogo praticamente decidido, Sérgio Conceição geriu, tirou Brahimi e fez entrar Corona no início da segunda-parte - mais tarde, ao minuto 66, saiu Ricardo e entrou André André, ao 77 saiu Danilo e entrou Soares - e o F.C.Porto, embora a um ritmo calmo, manteve a concentração, teve o jogo sempre controlado, mesmo assim ainda fez mais dois golos: Aboubakar aos 69 fez o hat-trick, Marega aos 82 bisou, consumou a goleada.
    Concluindo: vitória indiscutível do F.C.Porto, um Porto que, digo eu, talvez inspirado pelo feeling de Fábio Coentrão - afirmou que tinha um feeling que o F.C.Porto ia perder -, resolveu o problema com aquilo que os espanhóis chama de manita.

    Notas finais:
    Perder por cinco e que ainda podiam ser mais alguns e culpar o árbitro por ter validado o primeiro golo... até pode ter havido um toque, mas não foi suficiente para aquele teatro de Edinho. Espero a análise dos especialistas...

    Num dia de grande temporal e num domingo à noite, ver um apoio daqueles à equipa... é um orgulho para mim enquanto portista.
    Parabéns, Dragões!

    Muito bem Sérgio Conceição a gerir Felipe. O brasileiro precisa da acalmar e depois Diego Reyes também tem qualidade e se brilhou na Liga do país não foi por acaso...

    Adorei ver os títulos de hoje dos panfletos da queimada e da cofina. O desejo que o F.C.Porto cedesse à pressão estava bem patente. Temos pena, não cedeu. Aguentem, cartilheiros!

    A BTV vai continuar a transmitir os jogos do Benfica em casa. A pouca vergonha continua. O escândalo não tem fim, neste país onde o nacional-benfiquismo bafiento, passadista, feio, porco e mau, continuam a prevalecer. Lamentavelmente.

    futebol, 20:15, sporttv1 – setúbal 0-5 FC PORTO 10/12/2017 19:30 Bibó Porto Carago

    VENDAVAL NO SADO
    Um autêntico vendaval assolou o país de norte a sul mas foi no Sado que o vendaval desportivo do fim-de-semana teve a sua real marca.
    O FC Porto deslocou-se a Setúbal para defrontar o Vitória local e não fez a coisa por menos. Aplicou chapa 5 sem espinhas. Varreu tudo o que viu à frente e ainda houve tempo para um ou outro desperdício na hora de rematar à baliza.
    Neste jogo, Sérgio Conceição fez algumas alterações. Felipe, expulso no último jogo da Champions League, ficou no banco e Maxi jogou na lateral direita, fazendo subir Ricardo para a ala.
    O FC Porto continua, com muita pena para muitos, a praticar um grande futebol e a derrotar os adversários sem apelo nem agravo. O futebol jogado é uma autêntica máquina de fazer golos. Depois dos cinco golos ao Mónaco, a dose repete-se frente ao V. Setúbal.
    O V. Setúbal tentou entrar bem no jogo, de forma a surpreender os Dragões. Mas as intenções ficaram-se por uma investida de Edinho que terminou nas mãos de José Sá. A partir daí o FC Porto dominou todo o jogo, não concedendo qualquer veleidade ao seu adversário.
    À passagem dos 31 minutos, surgiu o primeiro golo. Até aí os azuis-e-brancos tinham desperdiçado duas oportunidades. O golo foi obtido por Aboubakar na sequência de um pontapé de canto. Muito contestado por José Couceiro, mas sem razão.
    Inicialmente, fiquei com a sensação de que Aboubakar terá empurrado Edinho quando se fez ao lance mas depois vendo bem a repetição, Edinho puxa a camisola do camaronês e só depois é que se dá o toque de Aboubakar no jogador sadino. A ser marcada falta, teria sido grande penalidade.
    O árbitro deixou seguir e o FC Porto adiantou-se e bem no marcador. Os Dragões passaram a marcar maior presença na área contrária. A equipa parecia um rolo compressor.
    Foi sem surpresa que aos 40 minutos Marega fez o 2-0, na sequência de um remate de Aboubakar defendido pelo guarda-redes contrário e de uma bola no poste de Maxi. Se o V. Setúbal já se sentia com poucas possibilidades de reagir, depois do segundo golo ficou sem quaisquer hipóteses.
    A fechar a primeira parte, Aboubakar entrou na grande área, rodou sobre dois adversários e foi tocado no pé direito. O penalty, prontamente marcado pelo árbitro, exigiu intervenção do VAR que chamou o juiz de campo para ver as imagens. Passaram-se três longos minutos de espera para se decidir se haveria ou não de se dar lugar à marcação de um pontapé de penalty.
    Ao fim deste tempo, o penalty é confirmado pelo árbitro e Aboubakar ampliou para 3-0, resultado com que se atingiu o intervalo.
    A segunda metade trouxe novidades para além das já verificadas na etapa inicial. Corona substituiu Brahimi numa gestão clara de poupança da parte de Sérgio Conceição. O jogo continuou com sentido único.
    Apesar do vendaval com chuva e vento forte verificados que, por vezes, alterava a trajectória da bola, o FC Porto continuou com uma intensidade impressionante no jogo.
    Aos 69 minutos, Marega, numa jogada fantástica na direita, cruzou para Aboubakar que só teve que encostar para a baliza. 4-0.
    Depois disso, Soares entrou e Danilo saiu mas o FC Porto não perdeu fulgor. Aos 82 minutos, Aboubakar retribuiu a Marega a gentileza. Num lançamento em profundidade, com alguma ajuda do vento, Aboubakar isolou Marega e o maliano faz um chapéu perfeito ao Guarda-Redes contrário que saiu da baliza para fazer a mancha. 5 golos sem resposta.
    O jogo terminou pouco tempo depois com uma vitória robusta dos Dragões que continuam na liderança da Liga NOS, prontos para a luta pelo ceptro nacional.
    Destaques naturais para dois homens da equipa azul e branca: Aboubakar e Marega foram os reis da noite e construíram a vitória indiscutível e arrasadora do FC Porto.
    Próxima paragem no Dragão para a recepção ao V. Guimarães a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, antes da também recepção ao Marítimo, jogo da 15ª Jornada da Liga NOS.

    FOTO MÍSTICA #8 - Jardel [1997] 09/12/2017 22:03 Bibó Porto Carago


    O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com .


    Época: 1996/1997
    Local: Estádio do SLB
    Data: 11.01.1997
    Resultado: SLB 1 x 2 FC Porto
    Aparecem na fotografia: Jorge Soares, Mário Jardel

    “Tu querias conhecer os pássaros,
    voar como o Jardel sobre os centrais”

    Nenhuma outra fotografia fará tão jus ao verso imortal de Carlos Tê como este instante, capturado quando Jardel parece pairar no ar muito mais tempo do que Jorge Soares, incapaz de chegar à bola com a cabeça, enquanto que o Super Mário consegue controlá-la com o peito.

    A partir daí é história. Quem viu o jogo partilha a mesma ideia: depois da bola bater no peito, parece que se passaram séculos, vimos a bola subir, vimos a bola baixar vertiginosamente e o cérebro teve tempo de questionar o que é que ele ia fazer desta vez. Jardel, com o seu ar ingénuo e calma habitual, parece apenas perguntar a Michel Preud’homme para que lado quer a bola. Quando ela se aproxima do chão, já lá está o seu pé certeiro, a desferir potente e indefensável remate.

    Um dos melhores golos de sempre – e foram tantos!... – do brasileiro que o FC Porto foi buscar ao Grémio de Porto Alegre há (pasme-se!) mais de duas décadas: 1996. Como o tempo passa!!

    Com a distância que os anos permitem, convém lembrar aos mais novos que Jardel não era propriamente idolatrado por toda a massa associativa azul e branca, exigente por tradição e por mentalidade. Havia muitos que lhe apontavam os defeitos de não saber jogar fora da área, “que era menos um com a bola no pé”, que não sabia correr, que não fintava, que prejudicava o jogo da equipa, que só sabia marcar golos, que isto e aquilo. Talvez por isso, diz-se, Octávio Machado tenha recusado o seu regresso às Antas em 2001, quando já havia sido entrevistado de cachecol ao pescoço no rés-do-chão da Torre das Antas. Acabou por ir parar a Alvalade, ainda a tempo de ser campeão e facturar 67 golos em 62 jogos. A felicidade que teve no jogo, faltou-lhe depois na vida: a passagem por Lisboa foi destrutiva para a vida pessoal do jogador, que se afundou até hoje nos seus próprios mitos e fantasmas.

    Mas naquela altura, às críticas, o brasileiro respondia sempre com golos, golos e mais golos. Sem lesões, sem paragens, sem cansaço, na Campeonato ou na Champions, servido por excelentes executantes: Drulovic, Capucho, Zahovic, Edmilson, principalmente estes, alimentaram durante largos anos a veia goleadora do avançado, que ainda hoje detém o recorde do estrangeiro com mais golos na história do FC Porto (175 jogos, 168 golos). Um impressionante registo, uma máquina de golos das antigas, um goleador para a história.

    O FC Porto alinhou nesta partida com Hilário, Sérgio Conceição, Jorge Costa, Aloísio, Fernando Mendes, Paulinho, Barroso, Edmilson, Drulovic, Zahovic e Jardel. Segurança e coesão atrás, talento puro à frente e muita mística pelo meio. Uma fórmula de sucesso.
    João Vieira Pinto, o adversário mais temido dos anos 90, ainda fez a igualdade, mas o capitão Jorge Costa tratou de a desfazer na segunda parte após recarga, numa baliza onde marcava golos por tradição e convicção.

    Mário Jardel viveu os melhores anos da sua vida e da sua carreira na Invicta, protegido por uma Direcção altamente dedicada e profissional e por um grupo de atletas que eram quase como uma família. O avançado brasileiro encontrou no Porto o ninho ideal para a sua personalidade e capacidades individuais, colocando-as ao serviço do colectivo como era regra do Departamento de Futebol. Sagrou-se campeão nacional com António Oliveira (2x) e com Fernando Santos, venceu duas Taças de Portugal e 3 Supertaças Cândido de Oliveira. Será para sempre considerado como o terceiro Bota-de-Ouro do FC Porto (1999), depois do bis do mítico Fernando Gomes. Os adeptos portistas recordar-se-ão para sempre de Jardel naquele seu estilo elegante e aprumado, como na fotografia, de camisola por dentro dos calções e costas direitas. Um avançado que não fazia carrinhos e que só sujava os calções quando era hora de mergulhar para a relva e cabecear de peixinho. Um ponta-de-lança à moda antiga, um alemão nascido por erro abaixo da linha do equador, que jogava parado e com quem a bola parecia ir ter. A sua movimentação típica era de bailado: sob marcação, dava um passo à frente para enganar o defesa e quando o cruzamento pingava, Jardel já estava nas costas do adversário a facturar sem dó nem piedade. Um craque de pé direito, pé esquerdo e, principalmente, de cabeça.

    Nas Antas só foi infeliz por uma vez, ao serviço do Sporting, quando falhou o único penalty dos vários que dispôs na temporada 2001/2002. Nesse dia, quando foi substituído, foi brindado talvez com uma das maiores assobiadelas que as Antas guardam memória. Eu estava lá e recordo-me do seu ar de incredulidade e desilusão junto da Curva Sul: mãos nas ancas como era seu timbre e a abanar a cabeça, em jeito de mágoa. Parecia simplesmente não compreender o ódio que as gentes do Porto lhe demonstravam, quando ele tanto tinha contribuído para as páginas gloriosas do clube. Jardel não foi capaz de perceber que não era ódio que os ultras destilavam, mas sim apenas tristeza, muita tristeza de não o poderem ver vestido de azul-e-branco.

    Depois de Galatasaray e Sporting, Jardel tornou-se num autêntico globetrotter do futebol mundial, com passagens pelo Bolton, Ancona, Newell’s Old Boys, Alavés, Goiás, Beira-Mar, Anorthosis, United Jets, Criciúma, Ferroviário, América (CE), Flamengo (PI), Chemo More e Rio Negro (AM), terminando a carreira em 2011 no Al-Taawon da Arábia Saudita. Mário Jardel, o Super Mário, continua a tentar descobrir o seu Norte. Procura, no fundo, outras Antas para a sua vida.

    Rodrigo de Almada Martins

    O Vitória F.C. - F.C.Porto e a entrevista de Jorge Nuno Pinto da Costa ao Jogo 09/12/2017 19:00 Dragão até à Morte


    Cumprida e bem a questão da Champions League, agora olhemos para a frente, todo o enfoque no campeonato, principal objectivo da época. E olhar para a frente é olhar com atenção e cuidado para o Vitória de Setúbal. Sim, porque se a priori - atendendo à classificação, antepenúltimo lugar e à grave crise directiva e financeira -, pode dar ideia de ser um jogo fácil, na prática são precisos todos os cuidados, não facilitar, estar preparado para um adversário pronto a corresponder ao apelo do seu treinador, que pediu superação - superação de um dito pequeno para vencer um grande, OK, nada contra, compreende-se, mas é curioso, não vejo esse apelos em jogos contra os outros candidatos ao título.
    Sendo assim e para evitar surpresas como a que aconteceu na Vila das Aves, não pode faltar no Bonfim, atitude, determinação, concentração, qualidade de jogo e competência, principalmente, uma equipa que se estiver em vantagem mínima não durma à sombra da bananeira. Estamos na frente, na frente queremos continuar, num campeonato que se prevê equilibrado ceder pontos frente a estas equipas pode fazer toda a diferença nas contas finais

    A minha equipa:
    José Sá, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo e Herrera, Corona, Marega, Aboubakar e Brahimi.



    Li a entrevista de Jorge Nuno Pinto da Costa e estou de acordo com a maioria do que foi dito pelo presidente. Mas tenho pena que não tivesse falado sobre o Porto Canal, especialmente sobre a direcção do canal, excluindo os espaços F.C.Porto. Não dissesse nada sobre a formação e sobre as modalidades. Não percebi a história do Wendel. Então o jogador é do PSG e pode vir para o F.C.Porto?
    Na questão do Marcano, gostava muito que ficasse. Porque é bom jogador, bom profissional, experiente, discreto, esquerdino - nos dias de hoje bons centrais esquerdinos são muito raros - já conhece bem os cantos à casa e o futebol português, porque é importante manter uma base que permita estabilidade na equipa e no plantel. Obviamente, sem loucuras.
    Acho bem os elogios ao Sérgio Conceição, são merecidos, como já disse, nunca nenhum treinador fez tanto com tão pouco. Oxalá, Sérgio venha a ser como Pedroto... mesmo que isso signifique que no futebol actual fique pouco tempo no F.C.Porto.
    Se compreendo a desilusão e a revolta do presidente em relação ao VAR, é também esse o meu e acredito, o sentimento de todos os portistas, a questão para mim não está no VAR, não é da tecnologia que ajuda os árbitros. Não, os problemas estão nos árbitros que estão no VAR e que em relação ao F.C.Porto têm critérios que não se entendem. Por isso, não devemos bater-nos pelo fim do VAR, devemos bater-nos e com muito empenho, por um VAR com critérios claros e transparentes, onde ninguém tenha dúvidas sobre as decisões que são tomadas, não fique a sensação que há VAR e VAR...
    Termino com uma pergunta directa:
    -  Será que o senhor presidente não percebe que quer a vinda de Lopetegui, quer todos os jogadores contratados nessa altura, são, em primeiro lugar, responsabilidade sua? Para que insistir em atacar o ex-treinador e alguns dos jogadores espanhóis por ele indicados? Até parece que contratar jogadores que não tiveram sucesso no F.C.Porto, foi um exclusivo de Lopetegui. Não foi e há dezenas de exemplos como todos sabemos.

    Quinze curiosidades e números a reter 09/12/2017 15:53 O Tribunal do Dragão

    Alguns dados colocam o FC Porto no top europeu, outros têm que ser melhorados no ataque aos oitavos-de-final. O Tribunal do Dragão compilou algumas curiosidades e estatísticas que marcaram o rendimento do FC Porto na fase de grupos da Champions. 




    - Danilo Pereira foi o 2º jogador com mais assistências para golo nesta fase de grupos, pertencendo ao grupo de oito jogadores que conseguiram três passes para golo. Só James Milner, do Liverpool, fez mais (5). Marega, Ricardo e Aboubakar fizeram duas assistências cada. 

    - Danilo não só foi quem mais assistiu, mas também quem mais correu no FC Porto, com um total de 54,3 quilómetros. Alex Telles (53,04) e Iván Marcano (51,21) ficaram um pouco atrás, tendo sido os únicos totalistas do FC Porto. 

    - Alex Telles e Ricardo Pereira são os 2 laterais que mais passes para finalização conseguiram na fase de grupos. O brasileiro, com 13, é o 9º em termos absolutos (e também o melhor defesa), mas os 12 passes para finalização de Ricardo Pereira ganham particular relevância por, ao contrário de Alex Telles, não bater as bolas paradas. 

    - Com 58 dribles, Yacine Brahimi foi o 2º jogador que mais situações de 1x1 tentou na Champions, só atrás de Neymar (68). No entanto, o argelino conseguiu ter melhor percentagem de aproveito nestas situações, com 56,9% de eficácia.

    - Aboubakar fez um golo a cada 2,8 remates na Champions e teve intervenção direta em 47% dos golos, algo que faz dele um dos 6 jogadores mais influentes em prova.

    - O FC Porto é a equipa com mais tackles por jogo: 22 no total. Além disso, é a 3ª equipa qualificada que mais jogadas adversárias interceta (15 por partida). 

    - Não raras vezes vimos o FC Porto limitado a bolas em profundidade, à procura de Marega ou Aboubakar. No entanto, os avançados do FC Porto são os que melhor sabem fugir ao fora-de-jogo: foram assinalados apenas seis na fase de grupos, os números mais baixos da Champions. 

    - Os guarda-redes do FC Porto estão entre os que menos trabalho tiveram na fase de grupos. Casillas e José Sá, juntos, fizeram 14 defesas, a 3ª marca mais baixa entre as equipas qualificadas (menos só Juventus e Basileia). No entanto, há que ter em conta que o FC Porto sofreu 10 golos, ou seja, as equipas adversárias quase conseguem marcar um golo a cada dois remates ao alvo. 

    - Felipe foi o 2º jogador com mais ações defensivas da fase de grupos: 60, apenas menos uma do que Tosic. 

    - Um dado atípico: o FC Porto tem o jogador com mais receções falhadas e perdas de bola (Marega), mas ainda assim consegue ser a 3ª equipa que menos receções de bola falha (74), tantas quanto Liverpool e só atrás de Bayern e Real Madrid. 

    - Por outro lado, o FC Porto foi a equipa da fase de grupos que mais vezes foi desarmada pelos adversários: 86, mais uma do que o Sporting e duas do que o Mónaco. 

    - O FC Porto é a equipa apurada para os 1/8 que mais lances disputa no jogo aéreo: 195, dos quais ganhou 95. Besiktas, Liverpool e Man. United ganharam mais, mas o FC Porto foi a equipa que mais golos marcou no seguimento de lances de bola parada (oito). 

    - Nem tudo foi positivo: Marega terminou a fase de grupos da Champions como o jogador de campo com mais perdas de posse (48,1%) e o FC Porto foi a equipa qualificada que menos tempo teve a bola em seu poder (23 minutos de tempo útil) e a 2ª pior percentagem de acerto no passe (77%). Algo a rever para quem quer sonhar nos 1/8. 

    - Embora o FC Porto tenha tido uma relação difícil com a bola, isso não impediu a equipa de ser a 2ª mais eficaz da Champions, com eficácia de 25,9% em remates à baliza. Melhor só o PSG, com 28,7%. Como termos de comparação, veja-se a eficácia de clubes como Real Madrid (19,5%), Man. United (17,1%), Barcelona (14,8%), Juventus (11,5)... ou Benfica (1,7%). 

    - Na sua época de estreia na Liga dos Campeões, Sérgio Conceição chega aos oitavos-de-final: tantas vezes quanto Jorge Jesus em toda a carreira. 

    Até o ponta-de-lança dos espanhóis que queriam tomar de assalto o SLB, resolveu abrir a goela 08/12/2017 22:54 Dragão até à Morte


    José Eduardo Moniz:
    "É-me indiferente ver os outros a ladrar".
    O ponta-de-lança dos espanhóis para tomar de assalto o Benfica e agora reconvertido ao Vieirismo - é extraordinária a capacidade que o Ventoinha tem para arrebanhar todos aqueles que se colocaram do outro lado barricada e estavam contra a sua liderança...-, no 15.º aniversário da Casa do Benfica da Bairrada, onde esteve em substituição do Leitor, soltou a frase que está no início do texto. Pode dizer-se que o marido de Manuela Moura Guedes não desmereceu, manteve o nível baixo que é característica e imagem de marca de Vieira. Mas no caso é compreensível, José Eduardo Moniz está muito habituado a latidos... há bocas que parecem vuvuzelas: são grandes e fazem muito barulho.
    Moniz, recorde-se, é vice-presidente e administrador da SAD do Benfica e é, tal como Pedro Guerra, Valdemar Duarte, José Marinho, José Manuel Antunes, José Nuno Martins, André Ventura, Rui Gomes da Silva, Carlos Janela, João Gobern, Sílvio Cervan - este pateta alegre teve o desplante de dizer que o SLB perdeu dois pontos no Dragão...- e tantos outros, mais um rosto do actual Benfica de Vieira. Um Benfica trauliteiro, populista, mentiroso, falso e mafioso.

    Esperei vários dias para ver se alguns dos moralistas e defensores de um futebol português melhor, um futebol em que a sensação de não haver verdade desportiva, se não desaparecesse, ao menos fosse atenuada, reagissem, dissessem alguma acerca do que foi dito no Universo Porto - da Bancada da última terça-feira. Mas nada, limitaram-se a colocar a notícia a um canto ou numa pequena nota de rodapé. Dar destaque, condenar veementemente os métodos pidescos, escabrosos e repugnantes, utilizados por Nuno Cabral, um dos meninos queridos do clube do regime, nos e-mails que enviou ao responsável pelo departamento jurídico da SAD do Benfica, Paulo Gonçalves, vai no Batalha. Um silêncio sepulcral, como se aquela pouca vergonha, aquele vómito, fosse algo natural. Ao clube do regime tudo se perdoa, mesmo coisas absolutamente inimagináveis e que se protagonizadas em outras latitudes dariam para semanas de falatório e as mais descabeladas reacções.

    Ainda hoje no panfleto da queimada, o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, incapaz de adjectivar a inqualificável prestação do Benfica na Champions League, generalizou, juntou tudo no mesmo saco, apresentou o saldo final da prestação portuguesa nas provas europeias: 30 jogos, 9 vitórias, 5 empates e 16 derrotas, concluiu, o balanço está longe de ser brilhante. É verdade, não é mesmo um balanço brilhante, mas os grandes culpados não foram o F.C.Porto, Sporting, Braga e até mesmo o Vitória S.C.. Não, foi o Benfica. Bastaria que o clube do regime e do freteiro, tivesse uma prestação minimamente aceitável, num grupo fácil, para que as contas fossem outras.

    Este é um, entre dezenas de exemplos - aquele que aqui deixei ontem sobre o site da rádio Renascença é outro exemplo paradigmático - da forma como a esmagadora maioria da comunicação social analisa as coisas no futebol português. E se de facto queremos um futebol melhor, também é preciso alterar o status quo, é preciso dizer não ao facciosismo, sectarismo, vermelhismo, é importantíssimos que gente como o freteiro Delgado seja denunciada e afastada. E para isso é fundamental que quem de direito tome providências, exija equilíbrio, equidistância, rigor, isenção, ética, seriedade.