Coreia do Sul 2 - Portugal 1. Derrota deve servir de reflexão para a forma como se abordam os jogos. 02/12/2022 18:00 Dragão até à Morte

     

    Não podia ter começado melhor o jogo para Portugal. Futebol simples, passe de Pepe para a profundidade de Diogo Dalot, drible e assistência para o remate de Ricardo Horta que abriu o activo.A Coreia do Sul empatou, mas não valeu, o coreano estava fora-de-jogo. Ficou o aviso, frente a uma equipa portuguesa que deu a iniciativa ao adversário, limitava-se a esperar, raramente saía para o ataque.

    De canto, com a bola a bater em Cristiano Ronaldo e a ficar à mercê de um coreano que sozinho na cara de Diogo Costa, empatou. Fez-se justiça, o golo castigava a postura passiva da equipa de Fernando Santos.
    Ronaldo continuava muito lento a sair da posição irregular, as dificuldades da equipa das quinas para aparecer na frente com perigo era notórias, só num lançamento longo de Diogo Costa, o guarda-redes asiático foi chamado a intervir.
    Nos últimos 10 minutos Portugal finalmente apareceu a jogar ao nível que se lhe exige, Cristiano Ronaldo falhou uma boa oportunidade para desempatar, o intervalo chegou com os portugueses por cima e a merecerem outro resultado.

    A equipa portuguesa não sofreu alterações para a segunda-parte e entrou a dominar. Mais bola, mais iniciativa, mais ataques, mas faltava acutilância na frente de ataque. Pior, a tentação de jogar para Ronaldo, prejudicava a equipa de Portugal.
    Aos 65 minutos saíram Matheus Nunes, Rúben Neves e o aziado Cristiano Ronaldo - quando se alimenta uma tese, absurda, de um record patético, como se marcar mais golos em cinco mundiais tenha alguma coisa a ver com os golos marcados apenas num -, entraram João Palhinha, Rafael Leão e André Silva. Portugal demorou a voltar ao bom início da segunda-parte, tardou a encontrar o ritmo correcto.
    Bernardo Silva e William Carvalho entraram para os lugares de Vitinha e João Mário aos 82 minutos, a qualidade de jogo continuou baixa, num canto a favor de Portugal, equipa portuguesa muito mal na abordagem ao lance, descompensada, permitiu que Son corresse 70 metros com a bola, assistisse para o segundo golo da Coreia do Sul. 

    Nota final
    Talvez a derrota até tenha sido injusta, mas a forma relaxada, mesmo desleixada, como a equipa portuguesa jogou durante grande parte dos 90  minutos, teve como corolário a derrota. mesmo que o principal objectivo de passar aos oitavos e no 1° lugar no grupo tenha sido conseguido. Se é preciso ter sempre o espírito correcto, num campeonato do mundo nem se fala.
    O paradigma dessa falta de atitude é Rafael Leão. Talvez não goste de ser suplente, mas não é com prestações de prima dona que se prova que se merece ser titular.
    Quando já havia muita euforia, já se falava em título mundial, que esta derrota sirva para todos caírem na real, de reflexão para a forma de abordagem aos jogos.


    F.C.Porto 2 - G.D.Mafra 2. 1ª parte muito má, 2ª melhor, mas não deu para ganhar 25/11/2022 23:15 Dragão até à Morte

     

    Na 1ª jornada da fase de grupos da taça da liga, o F.C.Porto defrontou e empatou com o G.D.Mafra a dois, depois de ter estado a perder ao intervalo por dois a zero

    A primeira-parte foi muito fraca. A facilidade como o Mafra chegou ao 1° golo é de bradar aos céus, a forma como Bruno Costa aborda o lance que deu origem ao penálti e ao 2° golo do conjunto de Ricardo Sousa, não lhe fica atrás. E não vale a pena dizer mais nada.


    Depois de ter feito 45 minutos muito abaixo dos mínimos exigíveis, a 2ª parte do F.C.Porto só podia ser melhor.
    Rodrigo Conceição e Bruno Costa ficaram nas cabines, no seu lugar entraram João Mário e Dany Namaso - mais tarde entrariam Wendel Silva e Bernardo Folha, saíram Wendell e André Franco. E quando logo aos 4 minutos Pepê reduziu, estavam reunidas as condições para tudo ser diferente na etapa complementar. 
    Foi. O F.C.Porto sem atingir um nível elevado, carregou, criou oportunidades para marcar mais golos, chegou ao empate aos 70 minutos por Toni Martínez, mas foi incapaz de consumar a reviravolta.

    Nota final:
    Aqueles que não são normalmente utilizados desaproveitaram uma oportunidade de mostrar serviço. Mas como acho e não é de hoje, que este é o plantel mais fraco dos últimos muitos anos...
     
     Faleceu Fernando Gomes.
    Paz à sua alma.
    À família, amigos e ao FCP, os meus mais sentidos pêsames.




    O Tone pergunta e o Quim responde. Tem Galeno, Tavinho, Sérgio, JJ, Schmidt e mais umas coisitas... 15/11/2022 10:14 Dragão até à Morte


    - Quim, achas que se o Galeno, que já tem dupla nacionalidade, fosse jogador do SLB e estivesse na forma que está, a campanha Galeno à selecção, já estava no terreno faz tempo, Galeno ia ao mundial de caras?


    - Tone estás a insinuar que há filhos e enteados? Que as pressões externas, nomeadamente de alguns OCS, sem esquecer a Gestifute, condicionam a escolha do seleccionador? 

    - Quim, não, Deus me livre, mas o António Silva, 20 jogos na equipa principal do SLB, sem internacionalizações nos sub-21, vai ao Catar...

    - És mesmo Tone e não é só de nome. Tu não ouves o David Borges? Tu não ouviste ele dizer que o António Silva é o melhor central português do momento? Está lá por mérito próprio, é um central fantástico, ponto.

    - Quim, OK, OK, mudemos de assunto. 
    Será que concordas comigo se eu disser que depois do na passado ter havido a campanha, Deixem jogar o Mantorras, também devia haver agora a campanha: Deixem jogar o Tavinho?

    - Tone, vou ser teu amigo. É verdade que, como se viu no sábado, vale tudo para travar o 25 do F.C.Porto: entradas perigosas por trás, joelhadas na perna e cotoveladas nos queixos, no Bessa foi canela até ao pescoço. Mas não os lês e ouves? Não vês que a culpa é do Tavinho? Do seu mau feitio, é chato, agressivo... 

    - Quim, já que te ficas pelas reticências, vou concluir por ti: joga muito e é do F.C.Porto.

    - Mas esta, Quim, não te vais encolher.
    O vazadouro da queimada agora faz sondagens. Uma foi: "Acha que Sérgio Conceição é perseguido pelos árbitros? Sim ou não?"

    - Ó Tone, querido Tone, essas sondagens são como a pescada, antes de ser já eram. 
    Esperavas que num panfleto ao serviço do SLB, onde a grande maioria de participantes são benfiquistas e anti-portistas, esse tipo de sondagens desse um resultado diferente de, não, Sérgio Conceição não é perseguido pelos árbitros? Eles já sabem a priori qual vai ser o resultado. É o cúmulo da desonestidade intelectual. Se o Vila Pouca fizesse uma sondagem e perguntasse: A Bola é um jornal sério, sim ou não? Qual seria o resultado?

    - Quim, acho que 99% responderia não, a Bola, também conhecida por panfleto ou vazadouro da queimada, não é um jornal sério. E antes que digas alguma coisa, digo que sim, por exemplo, em comparação com JJ, Sérgio Conceição é perseguido pelos árbitros. Compara as expulsões e os castigos de um e outro...

    - Tone, o Iron Men, Exterminador Implacável, Catedrático, Doutor do Povo, Mestre da Táctica, como eles o tratavam, não era perseguido pelos árbitros? 

    - Não, Tone, ele sabia muita coisa... não viste o que aconteceu num jogo, acho que em Moreira de Cónegos, quando ele estava no Sporting, com o aviso ao 4º árbitro que o Jorge Ferreira, o conhecido Esquiça de Fafe, se pusesse fino que ele sabia muita coisa?

    - E para finalizar esta série de perguntas, Quim, o Roger Schmidt quando perguntado o que achava da arbitragem portuguesa, disse: "Honestamente, acho que fazem um bom trabalho. Vi ótimas prestações dos árbitros na nossa Liga. Tenho uma ideia positiva sobre eles".

    - Ó Tone, fazes cada pergunta... Pudera, só faltava ele queixar-se das arbitragens quando tem vários pontos a mais...

    Boavista F.C. 1 - F.C.Porto 4. Sem deslumbrar, campeões golearam e cumpriram o principal objectivo antes da pausa 12/11/2022 23:11 Dragão até à Morte


    Muito apoiado por um imenso mar azul, o F.C.Porto de início com Diogo Costa, Pepê, Fábio Cardoso, Marcano e Wendell, Otávio, Uribe, Eustaquio e Galeno, Taremi e Evanilson, entrou por cima, muita bola, no espaço de um minuto, entre o 6 e 7, Galeno primeiro e Evanilson depois, falharam duas grandes oportunidades na cara de Bracali. Só dava Porto, mas faltava mais critério na definição, mais atenção e concentração para fugir ao fora-de-jogo, contundência na frente e eficácia na conclusão.

    Entretanto Otávio era constantemente travado em falta, enquanto Evanilson ainda não tinha acordado para o jogo. Era preciso acelerar, melhorar a qualidade no último terço. Durou cerca de 20 minutos o bom período dos portistas, depois o jogo arrastou-se, a promessa de um grande Porto perdeu-se, as asneiras sucediam-se, os maus passes também, era ver quem asneirava mais.

    Foi já com o intervalo à vista, minuto 41, quando a qualidade da exibição deixava a desejar e após um canto, Marcano apareceu de trás e adiantou os portistas.

    Até ao intervalo apenas de registar um lance em que Evanilson saiu muito queixoso e nada mais.

    Resumindo, Dragões entraram bem, criaram, desperdiçaram, pioraram bastante, chegaram ao golo que lhes dava uma vantagem justa, já numa fase em que estavam muito pouco inspirados.


    Para a segunda-parte não veio Evanilson, entrou Toni Martínez, esperava-se que o F.C.Porto não cometesse os mesmos pecados do jogo dos Açores frente ao Santa Clara, descansasse à sombra da diferença mínima.

    O jogo recomeçou com a bola a rondar as duas áreas, mas o Boavista parecia mais atrevido, os médios do campeão não só não pegavam no jogo como raramente entregavam bem. A excepção era Otávio.

    Toni Martínez podia ter decidido melhor, mas encontrar um jogador inspirado na equipa do F.C.Porto era difícil, apenas Galeno fazia bem. Tão bem que arrancou o segundo amarelo a Cannon.

    Contra 10 as coisas ficaram mais fáceis para os campeões, mas era preciso passar da teoria à prática. Foi o que aconteceu. Eustaquio aumentou a vantagem concluindo uma bela jogada de ataque.

    Tudo jogava a favor dos Dragões, era preciso jogar fácil, não complicar, gerir bem, não correr riscos. 

    O Boavista atirou ao poste, na frente os pupilos de Sérgio Conceição pareciam apostados em facilitar a vida aos axadrezados.

    Aos 79 minutos saíram Pepê e Taremi, entraram Rodrigo Conceição e Grujic.

    Galeno, talvez o melhor em campo, fez o terceiro, acabou com todas as dúvidas.

    Ainda entraram Pepe e Bruno Costa e saíram Fábio Cardoso e Eustaquio, 

    Luís Godinho tinha que deixar a sua marca, inventou uma falta com cartão a Uribe, - pareceu um corte normal -, o Boavista reduziu, mas Galeno na resposta voltou a marcar e fechou o marcador.


    Concluindo, sem deslumbrar, o F.C.Porto venceu justamente, fez o que tinha de fazer, conseguiu uma vitória importante antes da pausa para o mundial.


    Notas finais:

    Com a complacência de Luís Godinho, Otávio passou 90 minutos a levar porrada, podia ter saído lesionado com gravidade, ficar fora do campeonato do Mundo.


    As jogadas bonitas, com boas opções, boas decisões, qualidade de passe, preferencialmente que terminem golo - nem peço tanto -, têm de acontecer mais vezes. Há jogadores que parecem apostados em complicar mesmo as coisas mais simples.

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    Um nojo! 10/11/2022 17:59 Dragão até à Morte

     

    Transformaram um jovem com potencial, mas ainda com muita broa para comer, num craque, uma espécie de Beckenbauer dos tempos modernos. Pressionaram extrapolando o seu valor, iniciaram a campanha, António Silva no mundial, o seleccionador, lamentavelmente, fez-lhes a vontade. Para não ser acusado de sectário, se não acham que Fábio Cardoso era o indicado, que tal Gonçalo Inácio, três épocas titular do Sporting? E que dizer de José Fonte que é titular do Lille, campeão europeu em 2016 e sempre que foi chamado cumpriu? E Tiago Djaló ó ultimo central a ser chamado para os compromissos da Taça das Nações? Esta subserviência ao Benfica e esta cedência às pressões da comunicação social caixa de ressonância dos interesses do clube do regime, mete nojo. Ah, estou tão enojado que nem comento a convocatória de Gonçalo Guedes, enganei-me, é Gonçalo Ramos...


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    C.D.Mafra 0 - F.C.Porto 3. Vitória natural, tranquila, dos Dragões, apesar excelente réplica de Hélder Malheiro. 08/11/2022 23:35 Dragão até à Morte


    Frente ao Mafra da segunda Liga, mas uma das grandes surpresas da edição anterior da Taça de Portugal - chegou às meias-finais e já nesta eliminou o Marítimo -, o F.C.Porto de início com Cláudio Ramos, João Mário, Fábio Cardoso, Marcano e Wendell, Otávio, Eustaquio, Grujic e Galeno, Evanilson e Danny Namaso, cumpriu o seu objectivo, venceu por 3-0, está na eliminatória seguinte. 


    Num relvado muito encharcado pela chuva que caiu antes do jogo, mas em boas condições, a equipa de Sérgio Conceição entrou forte, dominadora, perigosa no ataque, ganhou vários cantos, como corolário dessa boa entrada, aos 7 minutos Marcano marcou.

    Aproveitando alguma descompressão e desacerto dos portistas, praticamente deixaram de jogar depois do golo, o Mafra arrebitou, teve bola, chegou na frente com perigo. Só aos 23 minutos o campeão voltou a ameaçar. Amarelo para Eustaquio aos 24 minutos.

    Dragões acordaram, Namaso podia ter feito melhor, Galeno, sempre perigoso, também, a vantagem podia ter aumentado. E aumentou. Eustaquio que já tinha aparecido na zona de finalização várias vezes, acabou por marcar aos 38 minutos.

    Até ao intervalo, tirando um excelente remate de Pité que passou perto do poste de Cláudio Ramos, nada de mais relevante se passou.

    No final dos 45 minutos iniciais, vantagem justa do F.C.Porto, embora o período após o primeiro golo e até cerca do minuto 25 tenha sido fraquinho.


    Para a segunda-parte o F.C.Porto regressou com o mesmo onze e tardou a engrenar, lento e complicativo. Eustaquio fez asneira da grossa, Cláudio Ramos evitou o golo do Mafra.

    Aos 59 minutos saíram Eustaquio e Evanilson, entraram Uribe e Toni Martínez.

    Entretanto o árbitro mostrava toda a sua capacidade, a dar festival. Arrancar jogadores, Galeno, pela rama não dava cartão, uma entrada duríssima sobre Grujic, nada deu, espera aí, deu vermelho a Sérgio Conceição. 

    O F.C.Porto que já estava bem melhor, tinha ameaçado numa jogada extraordinária que merecia golo, chegou ao terceiro por Galeno.

    Aos 75 saiu Namaso e entrou Pepê, ao minuto 81 saíram Otávio e Galeno, entraram Bruno Costa e Gonçalo Borges.

    Até ao final o F.C.Porto geriu, o jogo terminou com a vitória natural, tranquila, dos Dragões, apesar da excelente exibição de Hélder Malheiro.


    Hélder Malheiro, é, manifestamente um mau árbitro, mas nos jogos do F.C.Porto abusa e sempre contra os que vestem de azul e branco.

    Coitado do futebol que tem de aturar estas caricaturas de árbitros.

     

    E já que estamos na arbitragem, mais uma grande coincidência:

    Portimonense-Estoril: 4 jogadores do Estoril ficam castigados para o jogo com o Benfica.

    Gil Vicente - Arouca: 2 jogadores do Gil expulsos nos descontos não jogam com o Benfica.

    Quem foi o árbitro destes jogos? Gustava Correia - o senhor da foto - da AF... do Porto!

     


    Os herdeiros de Vítor Pereira e Ferreira Nunes.

    Esta geração de árbitros, herdeiros de Vítor Pereira - presidente do CA - e Ferreira Nunes - responsável pelas classificações -, é, salvo raríssimas excepções, muito fraca.
    Pior, como não tem uma regra que deve estar sempre presente em quem arbitra, a regra do bom senso, é arrogante, tenta disfarçar a sua manifesta incompetência com tiques de excesso de personalidade.
    Depois de junto à linha, ao 4º árbitro e perto do banco do F.C.Porto, Galeno ser arrancado pela raiz e pisado, de Grujic ser pontapeado, a reacção do treinador do F.C.Porto é natural, a ser penalizada, bastava um cartão amarelo. Hélder Malheiro, um dos mais fracos árbitros no activo - o facto de agora qualquer árbitro após duas anos de 1ª Liga ser internacional e Malheiro que já está lá há muito tempo, não ser, diz tudo sobre a sua qualidade -, quis inventar, ser protagonista, mostrou cartão vermelho que muito provavelmente impedirá Sérgio Conceição de orientar, no banco, a equipa do F.C.Porto no difícil confronto de domingo à noite no Bessa, frente ao Boavista, no sempre quente derby da Invicta.
    Veremos o que vai acontecer com Hélder Malheiro..


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    F.C.Porto 4 - Paços de Ferreira 0. Não merece discussão a goleada do campeão 05/11/2022 20:53 Dragão até à Morte


    No confronto com o último classificado, um Paços de Ferreira ainda sem vitórias, os Dragões já sem margem de manobra, alinharam de início Diogo Costa, Rodrigo Conceição, Fábio Cardoso, Marcano e Wendell, Otávio, Uribe, Eustaquio e Pepê, Evanilson e Taremi e não podiam ter começado melhor.

    Tendo pela frente uma equipa de bloco baixo e com cinco para tentar perturbar a manobra portista no último terço, na primeira vez que conseguiu chegar à frente com critério, Evanilson assistido por Eustaquio, adiantou o campeão, estavam decorridos apenas 4 minutos.

    Em vantagem era importante não adormecer, ir à procura do segundo. Wendell ficou perto do golo, contra a corrente do jogo os pacences podiam ter empatado, desperdiçaram uma oportunidade clara. Esse lance animou os da Capital do Móvel, sempre a defender com muitos, mas com a bola procurando chegar mais rápido, pareceu perturbar os azuis e brancos.

    O futebol do F.C.Porto tornou-se incaracterístico, mais dificuldades em desmontar a teia do Paços, encontrar espaços. Foi nesse período pouco inspirado que Taremi conseguiu sair bem da pressão, isolou-se, aumentou a contagem aos 32 minutos.

    José Mota não alterou nada, manteve o bloco baixo, apesar da falta de mais e melhor definição e acerto no passe, nos jogadores que recebiam entre linhas, Pepê ofereceu o golo a Evanilson, que bisou. Ainda antes do intervalo, Taremi esteve perto do quarto. 


    Assim, apesar de não ser exuberante, alternar bons períodos com outros menos positivos, a equipa de Sérgio Conceição chegou ao final dos primeiros 45 minutos com uma vantagem que dava tranquilidade para a etapa complementar.


    F.C.Porto regressou com mesmo onze, a segunda-parte começou com os Dragões a facilitar, o Paços a ganhar dois cantos.

    Reagiram os campeões, Evanilson, hoje ao seu melhor nível, excelente pela direita, cruzamento para Taremi, na tentativa de cortar o defesa pacense fez auto-golo.

    Com meia-hora para jogar e com uma vantagem confortável, Sérgio Conceição tirou Rodrigo, Uribe e Eustaquio, meteu João Mário, Grujic e Galeno, F.C.Porto a jogar bem e muito perto do quinto.

    Aos 70 saiu Evanilson entrou Toni Martínez, azuis e brancos sempre a procurar o golo, mas algumas más decisões, egoísmo e muita cerimónia na zona da finalização impediam o avolumar do resultado.

    Já no período em da casa complicavam em vez de simplificar - Pepê no meio foi um bom exemplo -, aos 83 minutos entrou Gonçalo Borges e saiu Taremi.

    Galeno queria o golo, porfiou, o melhor que conseguiu foi atirar ao poste. Até final nada de mais relevante se passou.


    O jogo terminou com a vitória robusta do F.C.Porto que podia ser mais dilatada, não fora alguma ineficácia e um futebol trapalhão e de descompressão no último quarto-de-hora. Apesar da exibição do conjunto de Sérgio Conceição até esse momento ter sido boa, melhor até que na primeira-parte, onde marcou três golos.


    Nota final:

    Eustaquio tem de ter mais calma, deixar de ser tão faltoso. Agressividade, OK, mas com conta, peso e medida.


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    F.C.Porto 2 - Atletico de Madrid 1. Dragões engataram a 4ª consecutiva e terminaram em 1º lugar 01/11/2022 21:04 Dragão até à Morte


    Já apurado, mas ainda com possibilidades de vencer o grupo, o F.C Porto com Diogo Costa, Pepê, Fábio Cardoso, Marcano e Zaidu, Otávio, Grujic, Eustaquio e Galeno, Taremi e Evanilson, começou bem, aos 5 minutos numa jogada muito bem construída, Taremi, que antes bem posicionado tinha feito um disparate, adiantou os azuis e brancos, após assistência de Evanilson, bem lançado por Pepê.

    Com o Atletico mal e em claras dificuldades para sair, mérito de um F.C.Porto bem na circulação, organização e pressão, os Dragões podiam ter feito quase de seguida o 2º, Galeno falhou inacreditavelmente, apesar da excelente defesa de Oblak.

    Tentaram reagir os madrilenos, não conseguiram, Galeno redimiu-se, isolou-se pela esquerda, ofereceu o golo a Eustaquio, vantagem correcta.

    No espaço de dois minutos dois disparates de Pepê podiam ter tido consequências, estragado uma exibição de qualidade do F.C.Porto, um Porto exemplar na abordagem ao jogo, na forma como se deve abordar e jogar estes jogos na principal competição da UEFA.

    Oblak voltou a brilhar, evitou o 3-0, após mais uma magnífica jogada em que apenas faltou o golo. 

    Grujic que estava a fazer um jogão, levou um amarelo escusado, já com a bola controlada e em vantagem na jogada, deixou ficar o braço que atingiu um jogsdor dos espanhóis.

    Sempre com os Dragões muito mais perto do terceiro que o Atletico do primeiro, o intervalo chegou com a vantagem de dois golos, que podiam, sem exagero, ter sido três ou quatro, para a equipa campeã de Portugal.

     

    Resumindo, foi dos melhores 45 minutos iniciais que vi ao F.C.Porto de Sérgio Conceição, na Champions. Não foram alguns momentos de excesso de confiança, particularmente de Diogo Costa, Pepê e Zaidu, que retiram brilho à qualidade da exibição portista.

    Para a segunda-parte só se pedia que a equipa que, se não mantivesse a mesma qualidade, pelo menos fosse capaz de manter a organização, concentração, disponibilidade física, não cometesse erros graves, permitisse que os espanhóis entrassem no jogo, acreditassem que podiam remontar.


    Em equipa que está a jogar bem não se mexe, F.C.Porto recomeçou com o mesmo onze que terminou a 1ª parte. 

    A perder por dois golos e com a continuidade nas provas europeias em risco, era natural a reacção da equipa treinada por Diego Simeone. Mas o F.C.Porto não relaxou, não facilitou, foi quem mais perigo criou, teve melhores oportunidades para marcar o 3º que o Atletico de Madrid para reduzir. 

    Com Zaidu substituído por Wendell que entrou bem, aos 52 minutos - aos 81 Evanilson deu lugar a Toni Martínez; aos 89 saíram Pepê, Otávio e Galeno, entraram Rodrigo Conceição, Bernardo Folha e Gonçalo Borges -, o F.C.Porto foi gerindo a vantagem, só já no último quarto-de-hora os espanhóis tiveram algumas boas oportunidades, mas aí Diogo Costa disse presente. Já com o relógio a marcar 90+5, Marcano que esteve muito bem e fez por merecer a titularidade e quiçá, continuar na equipa, foi infeliz, traiu o seu guarda-redes, permitiu que os colchoneros reduzissem a desvantagem.


    Tudo somado, sem ter feito uma exibição tão boa nos segundos 45 minutos, como fez nos primeiros, o F.C.Porto venceu com uma justiça que ninguém contestará, termina a fase de grupos em 1º lugar.


    Notas finais:

    Como agora não vão faltar padrinhos, aparecerem os que sempre acreditaram, como não sou hipócrita, digo que após as duas primeiras jornadas e, principalmente, depois da goleada em casa frente ao Brugge, sem atirar a toalha, nunca pensei que o F.C.Porto partisse para uma serie de 4 vitórias consecutivas, terminasse o grupo em 1º lugar.


    Volto a dar os parabéns aos grandes obreiros desta façanha, treinadores e jogadores.


    Agora é preciso concentração total nos jogos do campeonato e taça que faltam até à paragem para o mundial, enfrentar esses jogos com o mesmo espírito dos jogos da Champions League. Não há espaço nem paciência para um Dragão bipolar.


    Como os jogadores não são máquinas, este foi o 3º jogo em menos de uma semana, natural a quebra na parte final do jogo.


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    Santa Clara 1 - F.C.Porto 1. O cansaço não explica tudo... 29/10/2022 17:18 Dragão até à Morte


    Depois da uma noite de grandes emoções na fantástica jornada europeia, mas sem tempo para ter tempo, o F.C.Porto tinha rapidamente de descer à terra, pensar no campeonato e no difícil jogo frente ao Santa Clara.

    Sérgio Conceição fez entrar Diogo Costa, Pepê, Fábio Cardoso, David Carmo e Zaidu, Otávio, Uribe, Bruno Costa e Galeno, Taremi e Evanilson, e o campeão começou o jogo a ganhar. Logo aos 3 minutos Fábio Cardoso de cabeça adiantou os portistas. Após o golo, alguma atrapalhação atrás e precipitação na frente, originaram lances na área de Diogo Costa, embora sem perigo, e desperdício de Galeno e Evanilson.

    Com o Santa Clara na expectativa e depois sair no contra-ataque, apesar do futebol portista não fluir, ser lento e previsível, eram dos azuis e brancos os lances mais perigosos, Evanilson voltou a ter e a falhar uma boa oportunidade, idem para Otávio. 

    Nos últimos 15 minutos com Zaidu a ser facilmente ultrapassado, David Carmo apenas a jogar para o lado e para o guarda-redes, incapaz de sair a jogar e a meter na frente com qualidade e critério, os açorianos estiveram perto do golo ao minuto 38, voltaram a ameaçar ao minuto 40, pressionaram alto, acabaram por cima a primeira-parte.


    Longe de ser brilhante, o F.C Porto justificava a vantagem mínima. Mas além da falta de eficácia, alguns jogadores, Otávio, Uribe, Taremi - esteve completamente desaparecido do jogo - Galeno, Evanilson, pareciam cansados e isso reflectia-se no rendimento da equipa.

     

    Sem alterações para a etapa complementar, o F.C.Porto recomeçou com mais bola, mas os mesmos defeitos, passes errados, más decisões, jogadores a chegarem à bola sempre atrasados e perderem as divididas.

    Era notório que era preciso mexer, refrescar a equipa.

    Aos 65 minutos foi quando os portistas chegaram com relativo perigo na segunda-parte, na resposta Diogo Costa teve de se aplicar.

    O relógio marcava 69 minutos quando saíram Bruno Costa e Evanilson, entraram Rodrigo Conceição e Toni Martínez.

    Com o F.C.Porto a ter grandes dificuldades em explanar um futebol que já mostrou ser capaz, ao minuto 80 Galeno não dominou bem, perdeu uma boa oportunidade, falhou o chapéu na jogada seguinte e de imediato deu o lugar a Gonçalo Borges.

    Aos 83 e de canto, os açorianos empataram com os centrais mal no fotografia - como é que uma equipa que tem um central com mais de 1,90 sofre um golo assim? Estava-se mesmo a ver que podia acontecer. Otávio completamente exausto, tentava, mas não dava à equipa o que ela precisava. Taremi, também em sub-rendimento, na única vez que criou perigo, obrigou o guarda-redes a uma grande defesa.

    No tempo de desconto saíram Zaidu e Pepê, entraram Grujic e Danny Namaso. E o jogo terminou com um empate que penaliza os Dragões e onde alguns jogadores estiveram muito aquém do que era necessário.


    Notas finais:

    Não foi apenas o cansaço na origem deste empate comprometedor. Desde logo, não se pode descansar com o resultado na vantagem mínima.

    Este jogo acentua o milagre da Champions. 


    Se o F.C.Porto não bateu neste jogo o recorde de passes ao guarda-redes, ficou muito perto.


    Não me vou agarrar ao lance do golo - não era canto. Mas mais uma vez Artur Soares Dias, o tal que está tão condicionado, tem tanto medo, prejudicou o F.C.Porto, teve influência no resultado.


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    C.Brugge 0 - F.C.Porto 4. Noite de sonho que merece terminar em beleza... 26/10/2022 19:37 Dragão até à Morte


    Sem tempo para carpir as mágoas de uma derrota influenciada pelo Mostovoi de Viatodos, o F.C.Porto tinha frente ao Brugge um jogo de vital importância para o seu futuro na prova rainha da UEFA, a UEFA Champions League. Não sendo um jogo decisivo, uma vitória dos Dragões, conjugada com um empate ou uma derrota do Atletico de Madrid, garantia automaticamente o apuramento para os oitavos-de-final da prova, outro resultado deixaria tudo para decidir na última jornada.

    Entrando com Diogo Costa, Pepê, Fábio Cardoso, David Carmo e Zaidu, Otávio, Eustaquio, Uribe e Galeno, Evanilson e Taremi, o jogo começou com o F.C.Porto atrevido, subido, personalizado, dominador e a jogar bem. Nos primeiros 25 minutos, não estarei a exagerar se disser que teve pelo menos quatro grandes oportunidades de golo, incrível a forma como as desperdiçou. O desperdício começou com Eustaquio, terminou com Ivanilson a desviar para fora uma bola que parecia ser golo de Galeno.

    Perto da meia-hora cartão amarelo para Eustaquio, aos 33, finalmente fez-se justiça, relativa, Taremi adiantou o campeão português.

    Na frente do marcador, era importante que o F.C.Porto mantivesse a qualidade, concentração, organização, procurasse aumentar a vantagem, não começasse a defender o resultado.

    Otávio viu o amarelo ao minuto 42, e apesar de não ter atingido o brilhantismo do período até ao golo, permitindo até algumas saídas ao C.Brugge, o F.C.Porto chegou aos final dos 45 minutos a vencer com toda a justiça, mas a falta de eficácia impediu que a vantagem fosse mais dilatada.


    Para a segunda-parte Sérgio Conceição, correu riscos e foi bestial, manteve o mesmo onze, prova de confiança nos dois amarelados, Eustaquio e Otávio, a expectativa era ver se a equipa manteria o mesmo nível da primeira.

    E não começou bem a etapa complementar. David Carmo asneirou, cometeu penálti, mas Diogo Costa, extraordinário, defendeu o primeiro e a repetição. É difícil aguentar tanta emoção.

    Foi o canto do cisne do Brugge, o F.C.Porto voltou ao nível da primeira-parte, fez o segundo por Evanilson - pode ser que este golo desperte o jovem brasileiro para um rendimento igual ao da época passada -, o terceiro por Eustaquio - o futebol tem destes encantos. Depois do que aconteceu com o Benfica e já com amarelo ao intervalo, quantos não queriam a substituição do internacional canadiano? -, bisou Taremi numa jogada de grande nível que já na parte final começou em Galeno, continuou no brilhantismo de Otávio e terminou na finalização do iraniano. Foi a cereja no topo do bolo de uma noite para recordar dos pupilos de Sérgio Conceição.

    Também jogaram a partir do minuto 77 Wendell, Bruno Costa e Veron nos lugares de Zaidu, Eustaquio e Galeno, a partir do minuto 88 saíram Pepê e Evanilson, entraram Rodrigo e Toni Martínez.


    Agora é preciso esperar para ver o que vai  acontecer em Madrid, mas ficam duas certezas: vai haver Porto nas provas europeias do próximo ano. Se o Atletico de Madrid ganhar ao Leverkusen fica tudo adiado para a última jornada, mas basta um empate para que os Dragões atinjam os oitavos. 

    Pelo que tem feito e por o que jogou em Madrid, onde perdeu muito injustamente, o F.C.Porto merece continuar na prova rainha da UEFA. O que a acontecer será um feito extraordinário - mais um de Sérgio Conceição, seus adjuntos e jogadores. 


    Terminou em beleza, mas tinha de ser com muito sofrimento e uma pouca vergonha madrilena, para saber melhor, uma noite memorável.
    Há quem ache que o F.C.Porto não fez mais que a sua obrigação ao chegar aos oitavos-de-final da Champions. São opiniões, respeito, mas não concordo nada. Num plantel que todos os anos perde os melhores jogadores, que é como quem diz, vendem-se os anéis para salvar os dedos, que tem lacunas óbvias, que obrigam a adaptações, chegar à fase seguinte já seria um grande feito. Chegar lá na penúltima jornada, depois de após as duas primeiras, ter duas derrotas, uma em casa e por goleada, frente aos belgas, é extraordinário.
    Por isso, porque é da mais elementar justiça, muitos parabéns para o Sérgio Conceição, sua equipa técnica e jogadores.

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