Mulher, feminista e louca por futebol 21/06/2018 12:24 Lá em casa mando eu

    "Não sou sexista, mas penso que as mulheres não deviam falar sobre futebol. Não estão aptas"
    Sinisa Mihajlovic

    (Não sei se a frase é verdadeira, mas é um bom ponto de partida para o que tenho para vos dizer.)



    Já perdi a conta à quantidade de vezes que me perguntaram como é possível ter casado com um benfiquista doente. Mais do que um casal de clubes diferentes (porque, felizmente, há muitos), compreendo que, para quem nos lê, seja difícil entender como é que dois adeptos tão fanáticos conseguem conviver. Ao longo dos anos, temos dado várias respostas, mas, na verdade, só uma é exatamente fiel ao que se passa cá em casa: nós adoramos futebol, amamos os nossos clubes, mas isso nunca nos impediu de gostarmos um do outro. Porque o futebol, e os nossos clubes, até são capazes de nos definir em parte, mas as coisas que temos em comum além disso são muito mais importantes na nossa relação.

    Por exemplo, eu não poderia casar com alguém que até simpatize com umas ideias do PNR, que não goste lá muito de negros, ciganos ou homossexuais, que vote para os pobres ficarem mais pobres, ou que ache que as mulheres não deviam falar sobre futebol. Nisto, eu e o M. estamos sempre do mesmo lado e é muito por causa disto que cá em casa está tudo tão bem, apesar de eu ser campeã nacional e ele estar prestes a jogar na segunda divisão. E, com isto, vejam que comecei um texto sobre as mulheres no futebol a falar do meu marido. Que cena de gaja.

    Sim, somos ambos loucos por futebol. Há, no entanto, uma grande diferença entre nós: eu sou mulher. E, por muito que achem que estamos em 2018 e no nosso grupo de amigos até somos todos muito cool e tolerantes e pra frentex, só esse simples facto deixa-me em desvantagem várias vezes cá em casa: as mulheres portuguesas, por exemplo, ganham menos 17% do que os homens, gastam pelo menos o dobro do tempo em tarefas domésticas e ainda têm de aturar os homens que não percebem nada de futebol e lhes falam com aquele tom de voz paternalista, como se nos estivessem a ensinar alguma coisa só porque têm uma pilinha.

    (Por outro lado, somos nós que ficamos grávidas e, por isso, apesar de a ausência do trabalho nos poder prejudicar a carreira, apesar de termos de sacrificar a nossa vida e o nosso corpo durante 9 meses mais todos os outros em que os bebés dependem tanto da mãe, apesar de NÃO PODERMOS BEBER ÁLCOOL NO CASAMENTO DA NOSSA MELHOR AMIGA, somos nós que podemos ficar em casa a ver todos os jogos do Mundial, por isso a vida deles não é assim tão perfeita.)

    Eu e o M. escrevemos há muitos anos sobre futebol, que é um tema que suscita bastante inconsciência e alarvidade, portanto estamos habituados a lidar com comentários negativos, insultuosos, ofensivos. Curiosamente, há coisas que ele nunca teve de ouvir, como por exemplo que devia ir para a cozinha e que era melhor ir passar a ferro. O que é injusto, porque a mim ninguém me precisa de lembrar para ir para a cozinha ou passar a ferro e ao M. é preciso, várias vezes, informá-lo de que há algo para fazer cá em casa. Ou seja, se é para nos avisarem, e obrigada por isso, incluam-no também nesses alertas úteis. Além disso, como eu sou mulher, provavelmente consigo ir para a cozinha, passar a ferro e falar de futebol ao mesmo tempo, portanto estes conselhos acabam por não funcionar na mesma.

    Entre as observações machistas de que nós, mulheres que se atrevem a gostar e falar sobre futebol, somos alvo, também estão precisamente as relacionadas com os nossos maridos. Por exemplo, a julgar pela quantidade de "o teu marido deve ser corno" que eu leio, parece que uma mulher que tenha uma opinião futebolística tem várias vezes maior probabilidade de trair o marido. Reparem: não é de ser traída, deixando-nos emocionalmente devastadas, porque o adultério, quando cometido pelo homem, é obviamente um sinal de grande machice. É de sermos nós as traidoras! Imaginem, o horror! Portanto, por momentos até parece que o M. é que é a vítima deste comentário, mas, na verdade, sou eu, mulher que tem uma opinião sobre futebol, que sou capaz de ser uma grande porcalhona, ao ponto de enganar o meu marido. Bem visto.

    Outro dos meus comentários preferidos é "como é possível teres marido...". Porque, como se sabe, uma mulher que não seja casada ou não esteja emocionalmente envolvida com um homem é o buraco negro da nossa sociedade. Deus nos livre dessas solteironas vadias que andam aí a fazer o que bem lhes apetece, vivendo sozinhas, saindo à noite, bebendo álcool e podendo fazer tudo aquilo que um bom marido não nos permite! Que cenário dantesco. Por outro lado, é quase bonito ver a sensibilidade com que tratam o M. nesta análise, como uma espécie de palmadinha nas costas de admiração pelo que ele atura. Apesar de ele ter uma mulher que fala sobre futebol, ainda assim, fica com ela. Fogo, vocês homens podem ser de uma grandiosidade incrível!

    Não me entendam mal: vocês têm todo o direito de me insultar. Eu escrevo coisas bastante provocadoras e, tal como estou no meu direito de o fazer, há bastante gente que pode e deve não gostar. O problema é que poucas vezes me insultam por ser portista, por ser portuense, por gostar mais do Marega do que do Ronaldo. Normalmente, insultam-me por ser mulher. E é aí que isso passa a não ter piada (aliás, até há piadas machistas que me fazem rir, o problema é que não são estas). E vocês, machistas, têm de perceber uma coisa: não nos metem medo. Aliás, um machista que tem necessidade de escrever isto numa rede social dificilmente é algo mais do que precisamente uma pessoa com medo. Sim, há muitos homens que têm medo das mulheres, mesmo em coisas tão básicas como o futebol. Sentem-se ameaçados, querem calar-nos e fazer xixi naquele território só deles. E podem, e devem, ser insultados por isso.

    "Men are afraid that women will laugh at them. Women are afraid that men will kill them."

    Margaret Atwood, autora de The Handmaid's Tale

    Agora, a juntar a estes, já podemos ter a alegada citação do novo treinador do Sporting. Porque o que nos faltava era precisamente uma voz machista no futebol! Não bastava, por exemplo, os clubes praticamente não terem mulheres em altos cargos, a Federação e a Liga idem aspas, as jornalistas desportivas serem vistas como caras bonitas, as atletas serem desvalorizadas e as nossas opiniões estarem em minoria em todos os painéis. Faltava esta desculpa. Agora já posso ler que o Mihajlovic é que tinha razão. IUPIIIIIIIIIII!!!

    É por isso que lamento ver pessoas inteligentes a desvalorizar a imagem machista que o treinador do Sporting trouxe. Sim, o que interessa são as suas competências técnicas, ele até pode achar que as mulheres deviam ser proibidas de entrar nos estádios (já agora, as mulheres iranianas passaram agora a poder fazê-lo, viva!) que isso não influencia nada o seu trabalho. Claro que não, só influencia estes trogloditas que o vão citar para nos atingir.

    Começa sempre assim: surge um maluco (machista, racista, o que for), diz umas coisas disparatadas, nós rimo-nos e gozamos com ele, os meios de comunicação social ridicularizam-no e dão-lhe o tempo de antena que ele precisa e depois lá há um momento em que alguém se identifica e pumbas. Trump quer construir um muro na fronteira com o México? AH! AH! AH! Que estupidez! E lá começam a surgir milhares de comentários nas redes sociais sobre como, afinal de contas, até pode ser uma boa ideia. E, de repente, ele é presidente dos Estados Unidos.

    Não quero, com isto, comparar o treinador do Sporting ao presidente norte-americano, até porque para isso já há o presidente (suspenso?) do mesmo clube. Nem quero, assim, reduzir este tema a um problema de um dos meus rivais. Mas sim, quero desde já declarar que não vou tolerar este tipo de atitude - seja de um protagonista do nosso futebol, seja de um anónimo com tempo demais para escrever comentários no Facebook - sem dar luta.

    Chega! Chega de filmar as mulheres na bancada e dos comentários sobre o jogo estar, assim, mais bonito! Há milhares de mulheres que vão à bola só porque gostam de futebol e muitas delas até são feias. Chega de entrar em campo com mulheres semi-despidas ao lado dos árbitros e dos jogadores! Porra, às vezes está um frio do caraças! Chega de fazer sorteios com decotes e sorrisos! Só queremos ver com qual equipa calha a nossa e torcer para que os rivais se lixem!

    E viva! Viva todas as mulheres que têm de os aturar! Viva as mulheres que gostam de futebol! Viva as mulheres que vão ao estádio! Viva a Helena Costa que sabe mais do que muitos comentadores juntos! Viva as poucas que trabalham nos clubes e nas organizações ligadas ao futebol! Viva as jornalistas desportivas! Viva as atletas, as treinadoras e as árbitras! Viva as mulheres que têm opinião desportiva! Viva a minha avó, que não pode ver os jogos mais importantes porque se enerva! Viva a minha mãe e as minhas tias, que qualquer dia não podem ver os jogos mais importantes porque se enervam! E viva a nossa futura filha, que será mulher, feminista e, se tudo correr bem, louca por futebol!


    Haja paciência e pachorra para esta ERC sem pudor e vergonha na cara 21/06/2018 10:38 Dragão até à Morte


    A ERC, cega, surda, muda, desaparecida em combate sobre programas e órgãos de comunicação social onde a ética, deontologia, respeito pelo rigor, equilíbrio, equidistância e isenção é constantemente violada e que nunca tomou qualquer decisão a condenar alguns programas onde quase se chega a vias de facto, tomou as dores do Benfica e censurou com veemência o Porto Canal por colocar a nu comportamentos e práticas do SLB cuja justiça investiga e onde já existem arguidos e indiciados por crimes de corrupção activa e passiva, ligados ao clube da Luz.
    Haja paciência e pachorra para a falta de pudor e vergonha na cara desta ERC que apareceu agora a dar prova de vida com uma decisão absolutamente lamentável.

    Análise 2017-18: os médios 18/06/2018 16:00 O Tribunal do Dragão

    Contrato até 2022
    Danilo Pereira - Um dos maiores elogios à época do FC Porto é recordar que a equipa esteve privada durante quase meia época do médio-defensivo, possivelmente o mais importante e valioso jogador no arranque da pré-época. Adaptou-se ao esquema de dois médios de Sérgio Conceição, sem nunca perder a sua preponderância defensiva: nas 19 jornadas em que alinhou na Liga, apenas foi driblado em 5 ocasiões por adversários. Danilo foi também o médio de toda a competição com maior percentagem de duelos ganhos (63%) e de duelos aéreos ganhos (72%). Marcou apenas uma vez na Liga, mas esteve em quatro dos golos do FC Porto na Champions. Estava na calha para a saída no fim da época, mas a lesão obrigou a SAD a rever os seus planos para o médio - e ainda bem para a equipa, que conserva um dos melhores jogadores, profissionais e candidato a integrar o grupo de capitães.

    Contrato até 2020
    Sérgio Oliveira - A surpreendente escolha de Sérgio Conceição para os jogos grandes estava longe de correr bem, pois entre seis jogos de Champions e clássicos, o FC Porto venceu apenas um com o médio no 11. Mas Sérgio Oliveira acabou por aproveitar o espaço com a lesão de Danilo Pereira para entrar no 11, e por lá se manteve até ao final da época. Esteve a um nível muito elevado em fevereiro, com 3 golos e 2 assistências na Liga, mas apesar da notória evolução esta época continua a faltar a consistência que possa fazer dele um jogador «de época». Ganhou intensidade e já não é apenas o médio que chutava e batia livres, tendo sido o 5º maior criador de ocasiões de golo do FC Porto, mas muitas vezes «desliga-se» do jogo. A continuidade de Danilo e Herrera deve remetê-lo ao papel de alternativa válida para a próxima época, sendo que a sua situação contratual terá que ser revista muito em breve. 

    Contrato até 2019
    André André - Cumprida a terceira época no FC Porto, é tempo de dizer adeus a André André. Os dois bons meses que realizou com Lopetegui já vão longe e, a caminho dos 29 anos e a uma época do final de contrato, o médio português não apresenta o nível desejado para jogar num FC Porto campeão. Jogou apenas 331 minutos no Campeonato, apenas três vezes como titular, e apesar do apreço mantido pela massa adepta por jogadores portugueses e portistas - sobretudo os não saem nem são vendidos à primeira oportunidade - não faz sentido manter André André no plantel para mais uma época a alternar entre banco, bancada e minutos residuais de jogo. O seu regresso a Guimarães está a ser negociado e resta desejar boa sorte a André André e felicidades futuras, menos nos jogos contra o FC Porto. 

    Contrato até 2019
    Héctor Herrera - Porquê sempre ele? Foi, por razões óbvias, um dos rostos da conquista do título. Mais do que o golo na Luz, que mudou a história do Campeonato, Herrera distinguiu-se pela forma incansável com que se apresentou jogo após jogo, encaixando na perfeição no papel idealizado por Sérgio Conceição para o meio-campo. No FC Porto, Herrera foi o médio com mais desarmes (83), o 3º principal criador de oportunidades de golo (50) e o médio que mais duelos ganhou (221). Numa época de grande exigência para o mexicano, muitas vezes a ter que trabalhar por dois no meio-campo, destaca-se o facto de ter sido desarmado apenas 22 vezes em 29 jornadas, estatística que contraria a imagem de displicência que tantas vezes lhe foi associada, bem como o facto de ter sido o 3º jogador com mais passes para o meio-campo adversário e o 5º com mais passes no último terço. 

    A defender ou a atacar, foi uma época completa e de bom nível de Herrera, que agora levanta questões para o futuro. Aos 28 anos, está a uma época do final de contrato; já atingiu o seu pico de valorização, mas Sérgio Conceição não pode perder meia equipa. Logo, está entre a saída e a possibilidade de passar a ser «mobília», pois dificilmente haverá contexto mais favorável para uma transferência e tão grande estado de graça entre os adeptos. Com Sérgio Conceição, e esta forma de jogar, é essencial que permaneça, mas a grande oportunidade de uma venda pode não voltar a aparecer. 

    Contrato até 2021
    Óliver Torres - Foi o principal dinamizador do bom futebol praticado pelo FC Porto no início da época, mas deixou de ser opção para Sérgio Conceição, sobretudo quando a aposta em dois médios passou a ser mais declarada. Chegou a ser expectável que pudesse sair em janeiro, a tempo de encontrar uma solução que contornasse a avultada verba que teria que começar a ser paga ao Atlético (a SAD pagou 5 dos 20 milhões de euros no primeiro semestre), mas o espanhol permaneceu na Invicta. Que Óliver tem nos pés futebol e ideias de jogo que não existem em mais nenhum jogador do FC Porto, ninguém pode duvidar; mas que as suas caraterísticas não eram as mais ideais para o meio-campo de Sérgio Conceição, também não. Agora, ou Sérgio Conceição tem um papel ativo para Óliver em 2018-19, ou o seu posicionamento no clube terá que ser revisto. Óliver não pode ser uma mera alternativa, um jogador que vai para o banco ou entra para os 20 minutos finais e que só joga perante a indisponibilidade de um ou dois colegas. Não é um estatuto condizente com o seu custo. Óliver tem que jogar na próxima época, pois um dos maiores investimentos da história do FC Porto não pode estar «parado». As escolhas de Sérgio Conceição não têm que obedecer a durações de contrato ou dinheiro investido, mas o caso de Óliver não pode ser tratado como apenas mais um - de recordar que na informação prestada à CMVM o FC Porto referiu-se à cláusula de compra como sendo opcional, não obrigatória. Óliver tem que jogar na próxima época, seja aqui ou noutro clube, ou pelo menos ser um jogador para o qual Sérgio Conceição terá planos mais ativos, mesmo que isso demore mais alguns meses de trabalho. 

    Compra obrigatória
    Paulinho - Não conseguiu entrar no «comboio» da equipa e acabou por ter um papel irrelevante na segunda metade da época. Não foi um pedido expresso de Sérgio Conceição, mas tinha caraterísticas que poderiam ter sido úteis ao FC Porto (nomeadamente a forma como coloca bolas em zonas de finalização), sobretudo quando pensamos o quão inconsistentes jogadores como Hernâni, Otávio ou Corona foram sendo. Os três jogadores que chegaram ao FC Porto por empréstimo em janeiro fizeram-lo meramente por contingências no fair-play financeiro, por isso à partida Paulinho fica no FC Porto a título definitivo - a que preço, é a questão, pois é um jogador que tem várias limitações na dimensão física. É demasiado frágil para jogar no miolo do meio-campo, mas não é rápido e explosivo o suficiente para pressionar na frente e dar largura ao jogo do FC Porto. O pior que poderia acontecer é Paulinho ficar no FC Porto não por aquilo que Sérgio Conceição viu nos últimos meses, mas pelo que ficou acordado com o Portimonense em janeiro. Mas tendo em conta que vimos, com Sérgio Oliveira, a grande diferença que pode ser para Sérgio Conceição ter um jogador em janeiro e tê-lo numa pré-época, esperemos que Paulinho se revele reforço e não um fardo

    Contrato até 2021
    Otávio - Esteve longe da desejada época de afirmação - acabou por ter apenas pouco mais de metade do tempo de utilização da temporada 2016-17. Numa época em que a SAD decidiu reforçar a aposta em Otávio (comprou 15% do seu passe à GE Assessoria, em novembro, por 2,1 milhões de euros - uma verba que se calhar poderia ter desbloqueado uma renovação de contrato bem mais pertinente no plantel...), o brasileiro nunca conseguiu encher as medidas aos olhos do treinador, apesar de ter sido titular na reta final da temporada. Embora não duvidem que Otávio é um jogador de potencial e talento, andou muitas vezes perdido entre a meia direita e a zona central, e acabou por ter mais cartões (5) do que intervenção em golos (3) na Liga. Foi sendo alternativa, curta, num plantel em que a concorrência não deveria ser a mais feroz para o brasileiro. Acabou por fazer melhores jogos em 2016-17 do que nesta temporada. 

    É de recordar que Otávio custou inicialmente 2,5 milhões por 33% do passe (a SAD entretanto passou a declarar ter apenas 32,5%). Em outubro de 2016, a SAD comprou mais 20% de Otávio, por 2,9 milhões de euros. E no primeiro semestre comunicou a compra de mais 15%, a troco de 2,1 milhões de euros - e é deveras curioso que a GE Assessoria, uma empresa que tinha apenas 20% do passe de Otávio quando o brasileiro foi negociado para o FC Porto, já conseguiu vender 35% à SAD. Contas feitas, são já 7,5 milhões de euros investidos em Otávio, de quem o FC Porto tem 67,5% do passe, proporção que faz dele um dos ativos mais caros do clube. A aposta em Otávio foi reforçada em época de contenção financeira e de incumprimento do fair-play financeiro, algo que terá que dizer muito da aposta no brasileiro no médio prazo. 

    OFICIAL - JOÃO PEDRO ASSINA ATÉ 2023. 15/06/2018 13:00 Bibó Porto Carago


    Defesa brasileiro, de 21 anos, rubricou um contrato válido por cinco épocas

    João Pedro é o mais recente reforço do FC Porto, tendo assinado com o clube um contrato válido para as próximas cinco temporadas, até 2023.

    O defesa brasileiro de 21 anos chega à Invicta proveniente do Palmeiras, mas em 2018 esteve ao serviço do Bahia, por empréstimo do Verdão. Vice-campeão mundial de Sub-20 em 2015, João Pedro também esteve emprestado à Chapecoense em 2017.

    A estreia de João Pedro pela equipa principal do Palmeiras aconteceu em 2014, com apenas 17 anos, e foi titular praticamente em todos os jogos. No ano seguinte, em 2015, o defesa esteve na conquista da Taça do Brasil, dando também o seu contributo para a vitória no Campeonato Brasileiro, em 2016.

    “É a realização de um sonho. No Brasil, muitos jogadores crescem a querer vir para um grande clube da Europa e fico muito feliz por estar a vestir esta camisola. Espero fazer o meu melhor pelo FC Porto”​, diz o reforço portista.

    João Pedro garante estar preparado para o desafio: “A grandeza do FC Porto não tem discussão. Sei que os adeptos do FC Porto são muito exigentes e podem ter a certeza que vou honrar esta camisola da melhor maneira possível.”



    João Pedro explica o seu trajeto e manifesta o desejo de conquistar títulos de Dragão ao peito

    João Pedro é o primeiro reforço do FC Porto para a temporada 2018/19. O lateral direito de 21 anos assinou um contrato válido até 2023, cumprindo o sonho de jogar no futebol europeu. O jovem internacional olímpico pelo Brasil quer crescer sob o comando técnico de Sérgio Conceição e conquistar títulos de Dragão ao peito.

    Nascido em Presidente Bernardes, pequeno município brasileiro no interior do estado de São Paulo, João Pedro Maturano dos Santos quer antes de mais respeitar as origens e honrar o nome que faz questão de utilizar na sua camisola.

    “Vir de uma cidade pequena do interior de São Paulo e conseguir chegar aqui é uma honra e a realização de um sonho. Até me emociono ao falar disso. Tenho de agradecer muito a Deus por tudo o que tem feito na minha vida e tenho de dar o meu máximo para demonstrar que mereço estar aqui”, diz o reforço ao fcporto.pt e ao Porto Canal.

    João Pedro começou a jogar com 5 anos e não esquece quem contribuiu para os seus primeiros passos no futebol. “Desde que cheguei à equipa principal do Palmeiras que faço questão de ter João Pedro na camisola, porque João é o nome do meu avô e Pedro é o nome do meu pai. É a minha forma de os homenagear.”

    “O meu avô João foi muito importante na minha carreira. Foi ele a primeira pessoa a colocar-me no futebol, a levar-me para escolinhas de futebol da minha cidade. Levava-me, assistia aos treinos, estava sempre ao meu lado, a apoiar-me e a incentivar-me”, recorda o jogador. O avô João faleceu quando o reforço do FC Porto tinha apenas 13 anos e se preparava para sair de casa pela primeira vez.

    O lateral direito jogou em clubes de Presidente Bernardes e Ribeirão Preto até captar a atenção do Palmeiras. Aos 17 anos, fez a estreia pela equipa principal do Verdão e, em 2015, jogou com uma figura bem conhecida dos adeptos do FC Porto: “Joguei com o Kelvin no Palmeiras, falei com ele antes de vir para o FC Porto e ainda ontem lhe enviei uma foto que tirei aqui em que ele aparece. O Kelvin explicou-me o que é o FC Porto, falou-me sobre a sua experiência aqui e isso foi importante para perceber melhor a dimensão do clube.”

    “Fico muito feliz por estar a vestir esta camisola e estando no Dragão percebe-se a grandiosidade do FC Porto, um clube com muitos títulos e muita história. Sei que há muitos jogadores brasileiros na história do clube e espero conquistar títulos como eles conquistaram com esta camisola”, salienta João Pedro.

    Internacional jovem pelo Brasil, o reforço do FC Porto apresenta-se aos adeptos do clube: “Cresci como lateral direito e sou um lateral bem ofensivo. Gosto de atacar muito mas sei a responsabilidade que um lateral tem na parte defensiva. Como sou ofensivo e forte, sempre gostei muito de ver o Maicon jogar, de ver o Cafú jogar, de ver o Roberto Carlos. Sempre me espelhei muito nos laterais brasileiros”.

    Em época de estreia no futebol europeu, o jogador de 21 anos pretende continuar a evoluir de Dragão ao peito e justificar a confiança. “Espero crescer muito com Sérgio Conceição e quero aprender bastante com ele. Sou uma pessoa que ao longo da carreira sempre procurou aprender o máximo para dar o melhor e ajudar a equipa”, remata João Pedro.


    fonte: fcporto.pt

    Análise 2017-18: os centrais 15/06/2018 05:35 O Tribunal do Dragão

    Saiu a custo zero
    Iván Marcano - Um exemplo de sobriedade e maturidade em toda a sua estadia no FC Porto. Chegou com low profile, rapidamente agarrou e justificou o lugar no 11, chegou ao grupo de capitães e despediu-se como campeão, marcando inclusive o último golo da época 2017-18 (na qual fez sete golos e uma assistência). O FC Porto não conseguiu renovar com o espanhol atempadamente e, naturalmente, Marcano tornou-se um alvo cada vez mais apetecível no mercado, a ponto de ter ofertas muito superiores às do FC Porto para prosseguir a carreira. Perto dos 31 anos, seguiu o caminho lógico, mudando-se para Itália e deixando o FC Porto órfão daquele que foi o melhor central da I Liga na última época. Com o aproximar do final do contrato, logicamente que passou a ser cada vez mais «caro» renovar com Marcano. O tempo dirá se a compra de novos centrais para 2018-19 se revelará mais ou menos dispendiosa do que teria sido renovar com Marcano, que faria perfeitamente mais duas épocas de bom nível. Para já despedimo-nos de um profissional exemplar e de um dos bons jogadores do FC Porto da última década.

    Contrato até 2021
    Felipe - Abençoada a hora em que Sérgio Conceição decidiu mandar o brasileiro para o banco durante uns jogos. Na primeira parte da época, chegou a ser sofrível ver Felipe em alguns momentos. Desconcentrado, desleixado, ultrapassando muitas vezes os limites da agressividade e cometendo uma enxurrada de faltas desnecessárias e em posições comprometedoras. Quando voltou à equipa, em janeiro, surgiu renovado, apesar da comprometedora exibição no Restelo, e partiu para uma série de boas exibições, tendo ainda conseguido tornar-se o 2º central com mais interceções na Liga (80) e o 2º defesa com mais duelos aéreos ganhos (134) - dois dados notáveis quando temos em consideração que o FC Porto foi a equipa que menos teve que defender na Liga. Na próxima época, sem Marcano, Felipe terá que assumir o papel de «patrão» da defesa e a sua responsabilidade será redobrada, tendo em conta que o setor defensivo será o que terá mais alterações na equipa. O Felipe da segunda metade da época tem tudo para dar conta do recado. 

    Final de contrato
    Diego Reyes - O central mexicano foi comprado ainda em 2012. Nas duas primeiras épocas jogou mais pela equipa B do que pela A, seguiram-se dois empréstimos para Espanha e regressou ao Dragão para ter a sua época de maior utilização, mas ainda assim insuficiente para agarrar-se ao 11. Reyes entrou bem na equipa quando Felipe saiu do 11, teve uma sequência de boas exibições que justificavam a continuidade, mas depois da eliminatória com o Liverpool o central deixou de ser aposta. Reyes chegou ao final de contrato e o seu futuro passa pela saída do FC Porto, numa operação que pode revelar-se particularmente complexa - não esquecer que o passe de Reyes, ainda antes do jogador chegar ao Dragão, foi alienado ao fundo Gol Football Luxembourg, uma offshore de Pini Zahavi, e neste tipo de acordos os fundos nunca perdem dinheiro. Embora tenha conseguido algumas boas exibições na última época, Reyes teve diferentes treinadores, diferentes (pré-)épocas no FC Porto e, ainda assim, nunca conseguiu ter o estofo necessário para se fixar na equipa. Foi um investimento caro da SAD, mas apesar de ter feito a sua melhor época pelo FC Porto, mesmo com a saída de Marcano o clube prefere recrutar novos centrais no mercado do que tentar a renovação com Reyes. Ficará sempre a impressão de que Reyes poderia ter dado mais, mas foram cinco épocas à espera que se afirmasse - e como dar-lhe a sexta oportunidade implicaria um contrato prolongado, percebe-se que os seus agentes estejam a procurar uma solução longe do Dragão e que a SAD já prepare o futuro nesse sentido.

    Contrato até 2022
    Osorio - Fez apenas um jogo pelo FC Porto - derrota no Restelo. Não mais voltou a jogar... e foi campeão. Apesar de a contratação de Osorio não ter trazido quaisquer benefícios para 2017-18, no momento do seu empréstimo por parte do Tondela já estava prevista a sua permanência a título definitivo no Dragão. Osorio tem caraterísticas físicas e atléticas muito interessantes, mas no Tondela não mostrou nenhum potencial fora do comum - revelou até muitas dificuldades no jogo aéreo e em aspetos básicos de um central. Fica a dúvida se fica no clube por causa da cláusula de compra obrigatória, ou se Sérgio Conceição acredita de facto no seu valor. Osorio tem tudo o que se pode desejar a nível físico e atlético num central, mas tem basicamente que evoluir em todos os aspectos - marcação, posicionamento, timing de entrada sobre a bola, jogo aéreo. Para já ganhou uma pré-época para mostrar serviço, sabendo que, com as saídas de Marcano e Reyes, é a par de Felipe o único central a transitar de uma época para a outra. Será preciso muito, muito trabalho por parte do venezuelano. 

    OS EQUIPAMENTOS PARA 2018/2019. 14/06/2018 11:13 Bibó Porto Carago



    A MODERNA TRADIÇÃO: O DRAGÃO JÁ TEM NOVA PELE PARA 2018/19.

    Fiel à tradição, mas com os traços de modernidade necessários para um campeão. O FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento principal para a época 2018/19, que celebra mais um marco histórico no clube: o seu 125.º aniversário. O equipamento já está disponível para venda nas FC Porto Stores.

    Com o escudo de campeão novamente incluído, o equipamento principal mantém as linhas que o orientam desde 1909: o azul FC Porto e o branco, com riscas verticais. Criado com a inovadora tecnologia NB Dry, que afasta a humidade da pele dos jogadores, a nova camisola do FC Porto inclui ainda outros pormenores distintivos, como o símbolo estampado a cores no peito, fita a unir os ombros e gola plana com botão.

    Sob o lema “Nascidos para vencer”, o equipamento fica completo com os calções azul FC Porto e, claro, as meias, elásticas ao nível dos tornozelos, mas com proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. De destacar, ainda, o equipamento de guarda-redes, criado tecnologicamente em linha com o dos jogadores de campo, mas em tons de preto e cinzento.


    O novo equipamento, de resto, já convenceu o capitão Héctor Herrera: “Estamos muito orgulhosos do sucesso que conseguimos esta época mas já estamos a olhar para a próxima e para aquilo que poderemos conseguir. O novo equipamento principal está fantástico e vai permitir que nos concentremos apenas no jogo, que é o mais importante. Mal posso esperar por ver os adeptos de azul e branco a apoiar a equipa!”

    O diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum, afirmou ainda: “Foi uma época fantástica para o FC Porto e estamos encantados por celebrar o momento e este aniversário tão icónico com este novo equipamento principal, que mistura design moderno com o riquíssimo legado portista. Foi criado para ajudar os jogadores a alcançar grandes conquistas no relvado. Estamos ansiosos por mais uma época entusiasmante ao lado do clube.”


    A COR DOS TROFÉUS VESTE O CAMPEÃO NACIONAL.

    O FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento alternativo para a temporada 2018/19, como parte integrante na campanha “Nascidos para vencer”.

    A celebrar os seus 125 anos de história, o campeão nacional aposta numa alternativa que utiliza a mesma tecnologia inovadora NB DRY do equipamento principal, de modo a afastar a humidade da pele dos jogadores, garantindo o conforto do primeiro ao último minuto. O tom cinzento, o dos troféus, predomina, com o acréscimo de pormenores a amarelo, numa camisola que inclui o símbolo do FC Porto estampado no peito, fita a unir os ombros e gola em V.

    Os calções são em cinzento e as meias têm integradas uma zona elástica ao nível dos tornozelos e proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. De resto, o amarelo ganha destaque no equipamento de guarda-redes, dominando calções, meias e camisola, que apresenta ainda pormenores em preto nas mangas.


    O lateral portista Alex Telles gostou da escolha, não escondendo o entusiasmo para arrancar a nova temporada depois do sucesso na anterior, que culminou com a conquista do título nacional. “Este equipamento captura um pouco da cidade do Porto e a equipa vai estar orgulhosa, certamente, de o usar nos jogos da próxima época”, comentou.

    O diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum, também se mostrou satisfeito com o resultado alcançado: “A nossa equipa de design realizou um trabalho fantástico com este equipamento que vai chamar a atenção dentro e fora do relvado. Queremos equipar o FC Porto com camisolas de alta performance tecnológica, tal como aconteceu neste caso. Vai ser bom ver a reação dos adeptos por todo o mundo.”


    ARTE URBANA NO TERCEIRO EQUIPAMENTO DO FC PORTO.

    Integrando a campanha “Nascidos para vencer” que assinala o 125.º aniversário, o FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento comemorativo de 125 anos para a temporada 2018/19, em que vai defender o título de campeão nacional. O novo equipamento está disponível a partir desta terça-feira nas FC Porto Stores.

    A arte urbana da cidade do Porto é a nota dominante, numa criação de Hazul Luzah, famoso artista de rua da cidade, do qual não se conhece a verdadeira identidade, mas cujo talento está à vista. Tal como a sua preferência clubística, aliás. Como adepto do FC Porto, Hazul celebrou no padrão criado para a camisola a história do clube, utilizando elementos como o símbolo original, o estádio ou o dragão.

    O equipamento foi desenvolvido, à semelhança do principal, utilizando a tecnologia inovadora NB DRY, que permite afastar a humidade da pele dos jogadores e aumentar o seu conforto do primeiro ao ultimo minuto. Na camisola, predomina a mistura de tons entre o azul forte e o azul das Maldivas e inclui ainda o símbolo estampado no peito, fita a unir os ombros e gola plana com botão. As cores predominantes fazem lembrar, de resto, o equipamento que o FC Porto usou na primeira final europeia da sua história, em 1984.

    O equipamento fica completo com os calções em tom azul forte e, claro, as meias, elásticas ao nível dos tornozelos, mas com proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. Desenvolvido na mesma linha tecnológica do equipamento dos jogadores de campo, o dos guarda-redes destaca-se pelo predomínio do cinzento na camisola, embora possua apontamentos a preto nas mangas.


    Sérgio Oliveira ficou encantado com o que viu. “Tudo neste equipamento está fantástico”, comentou. “Dá para notar o esforço que foi feito para garantir que possamos celebrar este aniversário da melhor forma possível. Vai ser especial a primeira vez que subirmos ao relvado com ele vestido”, acrescentou.

    Por seu turno, o diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum afirmou sobre o equipamento: “Trabalhar com o Hazul permitiu-nos captar não só as cores do FC Porto mas das ruas onde o clube foi fundado. Este equipamento completa a coleção que marca o 125.º aniversário deste clube icónico e estamos orgulhosos do trabalho feito. Acreditamos que este equipamento vai ter muito sucesso junto dos fãs, não só no Porto como em todo o mundo.”


    fonte: fcporto.pt

    ATÉ JÁ... 13/06/2018 16:33 Bibó Porto Carago


    Uma espera longa, de seca, e eis que 4 anos após, o CAMPEÃO voltou, o FC PORTO está de volta.

    Uma época de sonho. O regresso da mística, da entrega, da paixão, do Sérgio e jogadores, dos adeptos e o imenso #MarAzul. Sim, foi. Uma época de sonho. Festejemos, pois. Foi justo, foi merecido, é nosso por direito próprio.

    Contudo, nunca esquecer, nunca baixar a guarda, nunca facilitar perante todos aqueles do costume, useiros e vezeiros paladinos Corruptos do Regime... o #Polvo não desapareceu, muito menos morreu. Ele anda por aí, deambulante, mórbido, mas à espreita, sempre à espreita. E nós também, atentos, muito atentos, sempre atentos!

    É pois chegada a hora de fazermos uma pequena pausa, uns dias apenas, para descanso de todos os colaboradores.

    Dia 02 de Julho, data do arranque oficial da época 2018/2019, estaremos de volta.

    Até já...

    PS - mas, descansem, porque o blog não vai parar de todo... sempre e caso se justifique, até porque vamos estar muito atentos a mais e novos desenvolvimentos dos avanços e recuos do #Polvo, denunciaremos para memória atual, e futura.

    Análise 2017-18: os laterais 12/06/2018 18:33 O Tribunal do Dragão

    Já transferido
    Ricardo Pereira - Talvez o melhor/mais consistente jogador português da I Liga 2017-18. Semana após semana, estivesse o FC Porto num momento mais ou menos positivo, Ricardo manteve uma regularidade e disponibilidade física notáveis ao longo da época. O saldo de golos (2 na Liga) e assistências (5 na Liga, duas na Champions) acaba por ser modesto face à sua influência no ataque. Foi o defesa com mais dribles eficazes da Liga (48 - mais do que qualquer jogador, inclusive os avançados, do Benfica), o 3º jogador com mais desarmes da época (99) e criou 35 ocasiões de golo na Liga, com destaque para o facto de 14 delas terem sido flagrantes (o 2º mais influente no FC Porto). Além disso, foi o jogador do FC Porto com mais ações em campo ao longo da época, com uma média de 79 por partida. Vai deixar saudades, sobretudo tendo em conta que só tivemos Ricardo como lateral-direito praticamente uma época. Mais sobre a saída de Ricardo para o Leicester.

    Em final de contrato
    Maxi Pereira - Aos 34 anos, o lateral uruguaio conviveu mais do que nunca com o banco na sua carreira e entrou, naturalmente, na parte terminal da mesma. 11 titularidades no Campeonato e duas na Champions representam uma contribuição curta para um jogador com o seu peso salarial. A experiência de Maxi continua a ser apreciada e útil no balneário, e Sérgio Conceição confiou nela em alguns momentos importantes da época, mas numa equipa que depende tanto da profundidade e dos quilómetros dos laterais, o uruguaio, em final de contrato, não parece oferecer condições para «dar» mais uma época inteira como titular. A renovação está a ser discutida como hipótese perante uma baixa no salário, e Maxi tem a seu favor o facto de, com 34 anos, nunca ter tido uma lesão grave e continuar a treinar bem. Mas condições para aguentar uma época do mais alto nível? Dificilmente.

    Contrato até 2021
    Alex Telles - Quatro golos e 20 assistências para um dos jogadores mais aplaudidos do último ano. Alex Telles teve tudo: evolução, dedicação, capacidade de superação e regularidade, tendo ainda recuperado de uma lesão dura num momento crucial da época. Defensivamente Alex Telles, embora com contribuições mais modestas do que Ricardo, soube sempre cumprir, mas todos sabem que foi no ataque que mais se destacou: foi o recordista de ocasiões de golo criadas na Liga, com 95, que se traduziram em 13 assistências, embora a maior fatia tenha sido em bolas paradas. Foi o jogador com mais cruzamentos eficazes na Liga (41) e disciplinarmente esteve irrepreensível - apenas dois cartões em 30 jornadas. Tem mercado, é o jogador que pode valer mais dinheiro no plantel, mas é intenção do FC Porto segurá-lo. E bem. 

    Já transferido
    Diogo Dalot - Começou a época na II Liga, foi jogando na Premier League Internacional Cup e na Youth League e em outubro já se tinha estreado na Taça de Portugal, com uma assistência. Curiosamente, foi como lateral-esquerdo que acabou por ter mais espaço, devido à indisponibilidade de Alex Telles, e nunca destoou: assinou duas assistências em seis jornadas da I Liga e esteve à altura no decisivo clássico frente ao Sporting, apesar dos 18 anos. Jogou sempre com uma maturidade acima da média e foi dando provas de que o futuro do FC Porto poderia passar por ele. Entretanto, e como já sabem, Diogo Dalot já fez as malas e foi vendido ao Manchester United, após uma década ao serviço do FC Porto. A sua estadia no plantel principal acabou por saber a pouco, pois havia condições para muito mais. Em tempo e qualidade. Mais sobre a saída de Dalot para o Man. United.

    Bruno, amigo, o carroceiro está contigo! 12/06/2018 11:40 Dragão até à Morte


    No último post antes do tasco encerrar, como acontece todos os anos por esta altura - mas agora e graças às novas tecnologias, sempre com um olho no burro e outro no Quaresma -, vamos falar de Bruno de Carvalho, o melhor amigo do carroceiro que preside aos destinos do clube do regime, de jogadores do F.C.Porto e terminamos em beleza a falar do chiqueiro, cada vez mais chiqueiro, da queimada.

    Ontem à noite na TVI 24, mas sem cartilheiros - o que se saúda, porque se pôde assistir sem ser acometido de um mal estar profundo -, o assunto era recorrente, Sporting, leia-se, Bruno de Carvalho. Um dos convidados, Samuel Fernandes de Almeida, jurista e sportinguista, para além de ter abordado esta crise leonina que nunca mais acaba, disse que Bruno já merecia uma Águia de Ouro pelos serviços prestados ao SLB. Não posso, podemos, estar mais de acordo.
    Em dia de Assembleia Geral do Benfica, uma AG que tinha tudo para ser quentinha, por culpa de uma época desastrosa, muito por causa do que se passa no outro lado da Segunda Circular, Vieira saiu dela sem grande contestação. Para isso usou a velha táctica populista e demagógica de sempre, tentou desviar as atenções dos processos em que ele e Benfica estão envolvidos, remeteu tudo para a inveja - como se alguém pudesse ter inveja deste Benfica com práticas mafiosas e metido na porcaria até ao pescoço -, negou sacos azuis ou de outra cor - como se alguém estivesse à espera que confirmasse. Só o chiqueiro é que se lembraria de puxar para a capa a frase de Vieira: "Aqui não há sacos azuis" -, afirmou que os sócios do Benfica podem andar de cara levantada - podem, claro que sim, já o presidente do SLB, esse, por mais que arvore em anjinho, só engana quem quer ser enganado, no Benfica e fora dele - e terminou com a ameaça de contratar jogadores do Sporting que rescindiram o contrato, usando para isso uma desculpa que diz tudo sobre o carácter de Vieira: há 25 anos o Sporting ter ido buscar à Luz, Pacheco e Paulo Sousa. Este comportamento de ave de rapina, qual abutre, de Luís Filipe Vieira, não surpreende ninguém. Já no passado, concretamente em 2008, o F.C.Porto foi vítima do SLB, quando o clube do regime, 4º classificado e a 23 pontos do campeão F.C.Porto, de forma miserável e que nunca devemos esquecer nem perdoar, tentou ir à Champions League pela porta do cavalo. Para além disso, estava atitude tem outro efeito, acalmar as hostes, aproveitar as rivalidades doentias para limpar a face.
    Para quem gosta de apregoar a paz e bons costumes, enche a boca com a defesa da indústria do futebol, não há dúvidas, é um comportamento que só pode servir os instintos do benfiquismo mais fundamentalista, acirrar ânimos, colocar gasolina na fogueira. Curiosamente, aqueles moralistas que falam sistematicamente em clima de guerra, acham este comportamento natural, ninguém se atreve a criticar Vieira.

    O futebol tem a virtude de ser constantemente uma caixinha de surpresas. Se há dois anos alguém dissesse que Moussa Marega ia achar que o pé dele já é demasiado grande para o sapato do F.C.Porto, íamos rir às gargalhadas, dizer que o maliano tinha-se passado dos carretos. Mas a realidade é o que é, Marega fez declarações a dizer que gostava de sair do F.C.Porto, quer a Premier League. Reconhecendo a importância que teve no título conquistado, das qualidades que o recomendam para o futebol de Sérgio Conceição e do espírito positivo e guerreiro de quem não vira a cara à luta, desde que apareça uma boa proposta - não vou indicar valores, mas pode ser abaixo da cláusula... por mim, boa sorte e muitas felicidades, Moussa!
    A razão é apenas porque tenho a sensação que atingiu na época que terminou em Maio, o máximo do seu rendimento, dificilmente repetirá uma época semelhante e quando é assim...

    Mas se todos os jogadores do F.C.Porto deviam ser iguais, tenho pena, para mim há uns mais iguais que os outros. Portanto, se no caso de Marega não ficava muito triste, já no caso do menino que está na foto do lado, Alex Telles, acho muito bem, aplaudo com as duas mãos que o F.C.Porto vá até ao limites do possível para segurar um jogador de grande qualidade e que me parece estar totalmente comprometido.
    Sendo assim, como isto ainda nem começou, fico a torcer e faço votos para que não apareça nenhum tubarão, daqueles a quem é quase impossível dizer não, a bater a cláusula e a levar o jogador. O mesmo direi sobre Hector Miguel Herrera, Felipe e Danilo Pereira e Yacine Brahimi - é verdade que o argelino ainda podia render mais, não rende porque às vezes exagera, complica em vez de simplificar, mas é importante ter um jogador daqueles que, pelo génio, criatividade, é capaz de tirar coelhos da cartola, desbloquear jogos.

    Quem merece mais destaque? João Sousa, vencedor do Estoril Open ou Fernando Pimenta tricampeão europeu de canoagem em K1 1000? Depende. Se houver um qualquer Castillo, recentemente contratado pelo clube do regime, a dizer uma banalidade, como:"Venho para dar tudo", destaque para Castillo, Pimenta tem direito a uma nota de rodapé. Mas se o F.C.Porto se sagrar campeão nacional de futebol após um interregno de 4 anos, aí é preciso destacar o feito do tenista de Guimarães, o título do F.C.Porto vem depois.

    Nota final:
    O mundial ainda nem começou e já está mais pobre. Vítor Serpa, após ter estado nos últimos oito mundiais, não marcará presença na Rússia. Que pena!

    A saída de Diogo Dalot 11/06/2018 00:08 O Tribunal do Dragão

    Esta notícia, publicada na altura pelo jornal O Jogo, tem pouco mais de um ano. Diogo Dalot renovava contrato, ou seria transferido por um valor na ordem dos 20 milhões de euros, a verba da sua cláusula de rescisão.


    Um ano depois, o que aconteceu? O que o FC Porto sabia que aconteceria. Se Dalot não renovasse, sairia por 20 milhões de euros - o valor comunicado à CMVM acabou por ser um pouco superior, de 22 milhões de euros, pois a cláusula de rescisão do contrato do lateral português não foi batida.

    Quer isto dizer que, para todos os efeitos contratuais, não foi Diogo Dalot a ativar a sua cláusula de rescisão - FC Porto e Manchester United negociaram, isso sim, a transferência do futebolista para Inglaterra, facto esclarecido no comunicado à CMVM: «Chegou a um acordo», escreveu o FC Porto. Ora, quando se batem cláusulas de rescisão, não há negociações nem acordos. 

    O FC Porto acaba de transferir aquele que era, neste momento e na ótica da gestão de mais-valias, provavelmente o segundo jogador mais valioso do plantel. Alex Telles é, neste momento, o jogador com mais mercado e de maior valia financeira. De resto, considerando percentagens de passes, percentagens de terceiros, amortizações, mecanismos de solidariedade FIFA e afins, qualquer jogador transferido pelo FC Porto nesta altura dificilmente rende uma mais-valia acima de 20 milhões de euros. 

    Por exemplo, no mapa de percentagens de passes divulgado pela SAD no Relatório e Contas do primeiro semestre (que, diga-se, não inclui todos os profissionais dos quadros do clube - apenas aqueles que implicaram investimentos considerados «relevantes» pela SAD), havia apenas 8 jogadores cuja totalidade do passe percente/pertencia à SAD do FC Porto. São eles Aboubakar, Alex Telles, Boly, Soares, Quintero, Layún, Marega e Govea. Entre esses jogadores, Boly já saiu, Quintero está a ser negociado, Layún iria ficar em Sevilha mas o clube recuou na opção de compra e Govea não está no plantel principal. Sobram Alex Telles, Soares, Aboubakar e Marega, mas nem nestes casos os 100% de direitos económicos garantem todo o bolo numa eventual transferência - basta dizer que, caso venda Marega, o FC Porto terá de atribuir 30% da mais-valia ao Vitória de Guimarães.

    Por isso, é muito difícil para o FC Porto fazer mais-valias significativas com o elenco atual. No caso de Dalot, é um elemento da formação do FC Porto, não implica amortizações de passes e, salvo alguma operação que se desconheça por parte da SAD, não há percentagens de passes a atribuir a familiares ou empresários próximos. Logo, o valor pago pelo Manchester United corresponderá quase na totalidade à mais-valia.

    Por isso, não valerá a pena fingir ou alimentar teorias de que o FC Porto é um enganado ou vítima no meio deste processo. Pelo contrário. A SAD sabia que isto ia acontecer: ou renovava ou Dalot saía. Teve mais de um ano para prolongar o vínculo. Não o fez. 

    É de recordar que Dalot renovou em 2016. Na altura não o poderia fazer por mais de 3 épocas, por ser menor de idade. Diogo Dalot completou o 18º aniversário em março de 2017. Desde essa altura já tinha clubes como Bayern, Real e Barcelona à perna. A SAD sabia, devia saber, perfeitamente o diamante que tinha em mãos. 

    Deixar prolongar esta situação, depositando as esperanças contratuais em apelos ao portismo e à paciência em que vez de materializar isso em vínculos assinados, roça o amadorismo, não representa a dimensão de uma estrutura que sabe que vive num mercado extremamente competitivo gerido ao ritmo dos milhões. O romantismo é para nós, adeptos, e nos gabinetes não pode ser trocado pelo pragmatismo. 

    O mundo do futebol já conhecia Dalot, já sabia a grande promessa que era e é, mas lançar o miúdo em jogos contra Sporting ou Liverpool, sem contrato renovado, era um risco óbvio... mas necessário. Que poderia fazer o FC Porto neste caso? Proibir Sérgio Conceição de utilizar Dalot? Claro que não. O treinador tinha que ser livre nas suas opções, independentemente dos vínculos contratuais. Foi assim com Marcano, com Maxi, com Reyes, com Dalot. Colocámos Dalot numa montra que já era vasta, sem as garantias necessárias com vista à sua permanência. 

    E agora? Agora o FC Porto faz um bom negócio naquilo que é o curto prazo e o contexto do fair-play financeiro da UEFA. A venda de Dalot podia não ser o plano A, mas dificilmente alguém na administração do FC Porto ficará incomodado com a verba paga pelo Man. United. Há metas para cumprir, que ainda não estão cumpridas, e a saída de Dalot aproxima a SAD dos resultados que tem que apresentar no fecho de 2017-18 (possivelmente ainda terá que sair mais um jogador - não esquecendo que entre Brahimi e Herrera, ou renovam ou terão que sair neste mercado, caso contrário poderão sair a custo zero).

    E conforme foi analisado no post da saída de Ricardo Pereira, o mercado de laterais-direitos não é o mais valioso no futebol mundial. Dalot, com 8 de jogos de equipa principal, passa diretamente a ser o 9º lateral-direito mais caro da história do futebol. A questão é: valeria mais daqui a um ano? Muito provavelmente, sim. E tal como foi comentado aquando da saída de Ricardo, o mercado de laterais-direitos está a ficar mais caro - entre os 10 laterais mais caros do futebol, sete foram transferidos desde 2017.

    Mas tal como com Rúben Neves, as necessidades do presente comprometem as possibilidades de tirar maior proveito no futuro. Vale com tudo: com os futebolistas, com as receitas da UEFA, com as antecipações do contrato de direitos televisivos, com contratos de factoring diversos... Antecipar, antecipar, antecipar. É a receita que reina. 

    Depois, há o lado do jogador. E pensar que jogador algum no FC Porto ou no Campeonato português recusaria o Manchester United é querer viver numa realidade à parte. Nenhum jogador recusa o Manchester United. Nem Brahimi, nem Herrera, nem Dalot. No passado recente, vimos alguns dos nossos melhores jogadores irem para clubes como Lyon, Marselha, Mónaco, Zenit, Atlético ou até Manchester City. São clubes que, no peso do futebol europeu, não têm mais história do que o FC Porto. Mas têm outros argumentos financeiros, jogam em campeonatos mais atrativos. Então imaginem o que é ter em carteira um histórico como o Manchester United, treinado por José Mourinho.

    «Pôs-se a andar à primeira oportunidade», dirão. Pois, mas há um detalhe: normalmente, os miúdos de 19 anos que jogam no FC Porto não têm uma proposta em mãos do Manchester United. Dalot foi um caso à parte: teve-a, não fosse ele talvez o melhor lateral do mundo no seu escalão.

    Dalot vai para onde todos querem ir. E o FC Porto não pode esconder que faz um negócio que satisfaz a SAD nas suas metas financeiras e que não pode deixar ninguém surpreendido - afinal, há um ano que sabiam que ou renovavam com Dalot, ou o lateral teria compradores pelo preço da cláusula. De todas as coisas que nos possam surpreender de há um ano para cá, esta deve ser das últimas. A não ser que dê para alimentar a versão de que Carlos Gonçalves, empresário que não é dos mais próximos do FC Porto, e o pai do jogador, um miúdo de 19 anos, conseguiram ludibriar e enganar toda a estrutura da SAD. Era obra. É que se estivesse assim tão difícil renovar com Dalot, Sérgio Conceição não teria assumido, em espaço público, que Maxi e Dalot lhe dariam garantias perante a saída de Ricardo. 

    Mais. Passámos toda a época passada a ouvir e a compreender que a SAD estava sob restrições financeiras, que complicaram o ataque ao mercado e renovações contratuais, mas ao ouvirmos o diretor de comunicação a afirmar, e citando, que o FC Porto «podia ter gasto, sem entrar em incumprimento, 63 milhões», mas «não o fez por decisão da administração para equilibrar as finanças», então afinal estávamos todos enganados. Foram 35,3 milhões de euros de prejuízo em 2016-17, e no orçamento para 2017-18 foi definido um prejuízo de 17,27 milhões de euros, mas afinal havia aí pelo meio algumas dezenas de milhões de euros para gastar «sem entrar em incumprimento». 

    Jogador satisfeito, SAD satisfeita, sobra o mais importante: os adeptos. E como é natural, não haverá satisfação em vez mais um jovem talento do FC Porto sair do clube de forma tão precoce. Diogo Dalot sai muito cedo, por vontade própria do jogador, mas também o FC Porto não soube salvaguardar os seus interesses. Não é com juras de amor e beijinhos no símbolo: é com contratos assinados. Por isso, a SAD não deveria ter permitido a saída de Ricardo Pereira sem antes ter o futuro de Diogo Dalot 100% assegurado no clube. 

    Felizmente, perante um problema surgiu rapidamente a resposta com uma solução, a rápida contratação de João Pedro, e Sérgio Conceição dispõe de uma nova e interessante solução para as laterais. O brasileiro passa a ser presente (e esperemos que futuro), enquanto Diogo Dalot passa a ser passado, numa história que termina sem vítimas ou vilões: Dalot segue os seus interesses e o FC Porto não salvaguardou os seus, pois embora a sua venda represente um encaixe útil e importante para a SAD no curto prazo, não serve nem maximiza os interesses do clube. 

    Para terminar. Estarão por certo recordados que a bandeira da candidatura de Pinto da Costa para este mandato foi «um grande centro de formação». Portanto, ao invés de questionar onde está esse projeto anunciado há mais de dois anos e do qual pouco ou nada se sabe, talvez possamos é refletir se valerá mesmo a pena esse investimento, se as pérolas da formação continuarem a sair de forma tão precoce. A não ser que formação deixe de rimar com campeão e passe a rimar somente com milhão.