Unidos, com Sérgio, até ao fim... 20/10/2017 18:03 Reflexão Portista

    Iker Casillas é um dos jogadores mais titulados da História, um jogador que já jogou (e venceu) todas as grandes competições de elite, um dos melhores guarda-redes de sempre - numa lista alargada, é certo - e um homem que sabe liderar, quando quer. Sérgio Conceição não ganhou nem um quinto do que ganhou Casillas, como jogador, mas o seu carácter e liderança sempre foram imagem de marca e desde que passou do relvado ao banco sempre fez da honestidade, do trabalho colectivo e do espírito de grupo, caracteristicas marca da casa da sua filosofia de trabalho. É por isso, sobretudo, que estamos a viver o melhor arranque de temporada dos últimos cinco anos. E é por isso que não nos podemos permitir deixar que um problema interno, de resolução interna, afecte a crença neste projecto, neste grupo e, sobretudo, neste Mister.

    Desportivamente Casillas tem tido um papel positivo desde que chegou. Não superlativo - não foi capaz, até agora, de reproduzir o papel de um Mlynarzick ou Schmeichel, por exemplo - mas a sua classe não está nem esteve nunca em discussão. Teve falhos importantes, sobretudo na Champions, mas também momentos de brilhantês que ajudaram a equipa ainda que, no final, por muitos outros factores, os objectivos não fossem alcançados. O melhor exemplo comparativo de Casillas destes últimos três anos seria talvez o do belga Michel PreudHomme, um grande guarda-redes que não foi suficiente para que um mau Benfica fosse competitivo. 
    Casillas foi também fundamental no processo de adaptação de vários jogadores jovens e de muitos dos colegas espanhóis - ou com passagem por Espanha - e nesse sentido é uma referência importante no balneário. Sem estar na lista de capitães é um líder, silencioso, como aliás tem sido sempre. Se houve algo que sempre se lhe apontou foi a dificuldade em assumir o papel de máximo líder de grupo. Em Madrid sempre foi ofuscado por perfis superiores, nesse sentido, como eram primeiro Hierro, Raul e até Roberto Carlos ou Guti e mais à frente, já de braçadeira, por Sérgio Ramos ou Alvaro Arbeloa. Na selecção espanhola, da qual foi capitão uma década, também o central de Camas ou jogadores como Puyol ou Xavi, passou o mesmo. Não esperem de ele outra coisa e para alguns treinadores isso é um incómodo porque imaginam que tanta experiência deve vir acompanhado de algo mais, desse plus. O que também sempre faltou a Iker, desde a sua ascensão meteórica, foi o compromisso de dedicação absoluta ao trabalho. Todos os seus treinadores passaram por problemas com a sua implicação com os treinos ou, nalguns casos, nos seus inicios, com a sua vida fora do terreno de jogo. Desde del Bosque a Ancelotti, passando por Capello ou Mourinho, sempre se comentou que a dedicação nos treinos era inferior à exigência do seu posto, que Iker pouco procurava melhorar os seus pontos fracos - jogo de pés ou cruzamentos à área, sobretudo - e que devido ao seu perfil mediático, primeiro com o Real Madrid e com Espanha e logo no Porto, dava demasiadas vezes a sua titularidade por assumida. Esse desleixo custou-lhe vários problemas, a saída do Real Madrid, primeiro, e da selecção espanhola depois. E essa desconexão está agora a provocar um fait-divers que só tem contribuído em ofuscar este brilhante inicio de temporada.



    Sérgio Conceição tomou a decisão que se exige a um líder de um vestuário de muitos. Instaurou umas regras e decidiu punir quem entendeu que não as cumpria. Fê-lo sem olhar a nome, apelido, número e salário como corresponde a um líder. O exemplo dá-se precisamente quando se demonstra que ninguém é intocável. 
    Desportivamente claro que a equipa sai a perder - José Sá está a anos-luz do pior Casillas, que nem sequer era o que estávamos a ver - mas se Conceição quer manter o grupo unido debaixo de uma ideia, é necessário actuar em consequência. Se este projecto tem sido competitivo é, precisamente, pelo grupo e pelo trabalho de Conceição. Não é pelo talento individual  - que quase não há - não é por nenhuma inovação táctica bestial - o sistema habitual é bastante elementar - e não é seguramente por Casillas. É pelo grupo, pelo espírito restaurado e pela disciplina que nos mantemos altamente competitivos. E isso é o que não se pode perder.
    Casillas cometeu um erro. Acontece. Qualquer profissional comete erros. Que seja recorrente na sua carreira é um reflexo do tipo de atleta que é e foi mas não é motivo para criar um drama. Conceição actuou como tem de actuar, como devíamos todos esperar que actue um treinador do FC Porto. Não acredito que tenha feito uma cruz a um jogador importante mas também não quis deixar de marcar posição. Havia uma regra de grupo - reforçada depois do incidente com Aboubakar (que, recordemos, foi apanhado por um telemóvel que não era o seu num directo gravado por um colega, não por ele) e que os jogadores estão a respeitar. O telemóvel em dias de jogo não existe, as redes caladas, a concentração máxima. Desrespeitar uma regra elementar é um erro que deve ser assumido diante do grupo e entre todos passar página. Não é motivo de drama, é motivo de união, ainda mais se for possível, entre todos. Se Iker, com os seus quase vinte anos de carreira e balneários, tiver a humildade de desculpar-se ao grupo e se Sérgio tiver a liderança necessária para saber reforçar essa união, este episódio tem tudo para unir ainda mais o plantel. Se um deles decidir continuar fiel a uma postura inflexível, teremos um problema e José Sá corre o risco de sofrer um dano colateral que não merece. Se for ele o titular este sábado deve ter o apoio de todos. Se não o for deve entender a dificil natureza da sua situação. O que todos esperam é que isto seja um fait-divers e não um ponto de viragem. 

    No entanto, uma coisa é certa. Todos os que pediam o "velho Porto", o da cultura de balneário, o de não saltar nada para fora, o do final das vedetas e o de um treinador capaz de fazer grupo, têm de saber que este é o momento para mostrar o verdadeiro apoio ao único homem que tem, dentro da estrutura, lutado pelo regresso a essa realidade. Um Porto onde quem decide é o treinador, nem interesses da SAD ou de agentes externos. Um Porto à Porto. Conceição cumpriu o seu papel - não foi ele que faltou a uma regra de grupo -  e no pior dos casos, se Casillas não demonstrar o arrependimento necessário que a situação exige e o seu afastamento siga, por muito que desportivamente signifique sair a perder, os adeptos devem mostrar o seu apoio incondicional ao homem que tem estado detrás de tudo o bom que tem sucedido desde Julho, desde a recuperação de jogadores ostracizados à recuperação do espírito competitivo e ofensivo de sempre sem esquecer a liderança isolada da liga e a luta pelo apuramento aos oitavos-de-final da Champions (objectivo realista neste contexto presente). Com todo o respeito para Iker - e qualquer jogador que se coloque voluntariamente nessa situação - o orgulho que eu tenho desta equipa, neste momento, tem um responsável principal e não tenho problemas em afirmar, estou com Sérgio, até ao fim.

    A capa do Jogo de hoje é um nojo! 20/10/2017 16:44 Dragão até à Morte


    Enquanto portistas temos o direito de discordar de uma decisão e do momento em que ela foi tomada. Mas porque não somos nós que estamos lá dentro, não sabemos o que se passa no dia a dia do grupo de trabalho, temos a obrigação de respeitar as decisões de quem tem toda a legitimidade para as tomar.
    Portanto e para mim, foi uma opção técnica, ponto! Tentar cozinhar Iker Casillas em lume brando, com todo o tipo de notícias, apresentando-o como alguém que tem um comportamento pouco profissional, alguém que não respeita as regras, para mim é lamentável, um nojo, só serve para confundir, perturbar, dividir. E o F.C.Porto precisa de tudo menos disso. O F.C.Porto precisa é de tranquilidade, serenidade, união, solidariedade, comunhão de interesses entre jogadores, treinadores e adeptos.
    Fazer uma capa destas, no dia seguinte a 10 horas de buscas ao Benfica e a alguns dos seus servidores... não lembra ao Diabo!

    F.C.Porto - F.C.Paços de Ferreira
    Depois da derrota em Leipzig e no regresso do campeonato/Liga NOS, o F.C.Porto, líder com indiscutível mérito, recebe no Dragão, o F.C.Paços de Ferreira. Como depois de um mau resultado e uma má exibição, o lema é, que venha depressa o próximo jogo, espero amanhã uma reacção forte, um Porto determinado, competente, como tem sido quase sempre esta temporada, particularmente na Liga NOS. Um Porto muito mais dinâmico, intenso e de ritmo muito mais alto que na Alemanha. Um Porto que, primeiro, tente vencer, sempre a melhor terapia para recuperar dos jogos mal conseguidos e depois procure juntar à vitória um jogo bem conseguido. Porque se o importante é conquistar os 3 pontos, vencer com qualidade, é óptimo, ajuda a elevar a moral e aumenta a confiança.
    Depois da derrota frente ao Besiktas, demos uma excelente resposta em Vila do Conde, acredito que amanhã vai acontecer o mesmo.

    A minha equipa provável:
    José Sá, Ricardo, Reyes, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver e Herrera, Marega, Aboubakar e Brahimi.

    Nota final:
    Luís Bernardo, a sério, mesmo muito a sério, os árbitros estão condicionados nos jogos do Benfica por  causa do caso dos e-mails?
    Luís Bernardo, a sério, mesmo muito a sério, o Benfica não estava preparado para lidar com o crime organizado?
    Então o Benfica tem crime organizado, como tráfico de droga, nas instalações da Luz, Porta 18, e não estava preparado para lidar com o crime organizado?
    - Oh, Luís, não brinques com a nossa inteligência. Compreendo que cometeram um erros grave, facilitaram, julgaram-se intocáveis e esqueceram-se de apagar tudo, mas vá lá, és melhor do que isso... tens de ser mais criativo!

    INDIVIDUALIZAR É FÁCIL. 20/10/2017 11:43 Bibó Porto Carago


    Os quatro anos sem títulos têm tornado a nossa massa adepta bastante impaciente e muito instável quanto a estados de espírito e opiniões sobre certos jogadores e treinadores. Como não gosto de estar no oito, nem no oitenta e como procuro, embora nem sempre isso seja possível, observar as coisas e usar a racionalidade, não posso dizer que perdemos em Leipzig por causa de uma determinada decisão do nosso Treinador ou de uma Exibição menos conseguida de algum dos Atletas.

    Infelizmente, muito por culpa dessa tal instabilidade que não deixa de ser compreensível, vi muita gente imputar a responsabilidade da derrota na Alemanha a duas pessoas: O nosso Treinador Sérgio Conceição e José Sá. O primeiro porque decidiu trocar o Guarda-Redes e o segundo porque falhou no primeiro golo do conjunto da casa. Parece-me uma análise demasiado simplista e, francamente, com muita pouca razão de ser. Não sei o motivo da troca na baliza e, sem que se tenha passado algo de suficiente grave a nível disciplinar com Casillas que fosse motivo para o relegar para o banco de suplentes como forma de “castigo”, também sou da opinião que o Espanhol deveria ter sido o titular.

    Mas será justo e correto dizermos que a nossa derrota se deveu a isso? Não me parece e por vários motivos. O primeiro porque o Leipzig foi melhor do que nós durante quase toda a partida. O segundo, porque após o erro do José Sá no primeiro golo conseguimos empatar e a partir dai o nosso Guarda-Redes esteve irrepreensível. O terceiro, porque, na minha opinião, tivemos exibições individuais bem piores do que as do nosso Guarda-Redes. Não gosto de individualizar mas é impossível não falar de Layún e da forma péssima em que se encontra. Quarto, porque na única derrota que havíamos tido esta Temporada, também para a Champions, Casillas falhou no segundo golo do Besiktas e quanto a mim poderia ter feito mais no Terceiro. Não me lembro de ninguém ter imputado as responsabilidades da derrota ao Espanhol. Quinto, e último, porque no Mónaco, aos 5 minutos de jogo, Casillas largou uma bola num lance idêntico ao erro de Sá que só por sorte não originou o primeiro golo dos Monegascos. Dizer que Casillas não cometeria um erro daqueles é só intelectualmente desonesto.

    Como disse acima, salvo algum motivo de força maior, Casillas deveria-se ter mantido como Titular na nossa baliza, mas é de todo absurdo dizer-se que com ele na baliza o resultado teria sido garantidamente outro. Infelizmente, ao longo destes últimos dias, fui lendo comentários desse tipo e imensas críticas ao nosso Treinador, muito poucas com algo construtivo e a procurar analisar os factos com racionalidade e sem ideias pré-concebidas.

    Não há qualquer motivo para extremismos. Perdemos contra uma excelente Equipa, que foi segunda num dos Campeonatos mais fortes do Mundo e que no passado fim-de-semana foi ganhar a Dortmund pelos mesmos números com que nos bateram, ainda assim temos o Apuramento completamente em aberto e uma vitória na próxima Jornada irá nos deixar numa posição excelente para avançarmos para os Oitavos. No Campeonato é o que todos sabemos, 8 jogos, 7 vitórias e 1 empate em Alvalade. Líderes isolados como já não éramos há quase 2 anos. Não é hora para o bota-abaixo habitual que tem sido o pão nosso cada dia das últimas Épocas. As críticas são sempre importantes, desde que sejam feitas com o intuito de ajudar, desde que tragam algo de construtivo e, acima de tudo, desde que sejam feitas com racionalidade e não de cabeça quente.

    Vamos arrancar para uma série de jogos importante até ao final do ano, onde se jogará a liderança do Campeonato, o futuro na Champions e nas Taças Domésticas. É decisivo mantermos o espírito destes primeiros meses de Temporada, a começar já pelo jogo de Sábado frente ao Paços.

    Um abraço Azul e Branco,
    Pedro Ferreira

    #APITODIVINO - "TOMAI E APAGAI TUDO, ISTO É O MEU EMAIL QUE SERÁ DESTRUIDO POR VÓS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM." (*) 20/10/2017 09:40 Bibó Porto Carago








    (*) título do post roubado no facebook do Fábio Silva.

    O Sonso, os branqueadores de frango e, "pasme-se", a PJ na Luz e nas casas de Vieira, Guerra e Gonçalves 19/10/2017 18:53 Dragão até à Morte


    Só alguém muito irresponsável não pesaria as consequências de uma decisão, como a que tomou Sérgio Conceição, em trocar Casillas por José Sá, se não achasse que ela seria em benefício dos interesses do F.C.Porto - seria sempre motivo de falatório, mesmo que tudo tivesse corrido bem aos Dragões e ao titular na Arena de Leipzig. Como não acredito que Sérgio seja um irresponsável, que quis comprar uma possível guerra por um tique de personalidade, mesmo sendo uma opção discutível, como são sempre as opções deste tipo - Gomes é finito, disse Tomislav Ivic e que preço pagou por essa frase...-, não vou especular. Para especular estão aí os catedráticos da palavra  da escrita e há especulações para todos os gostos. Vão desde uma ida a uma festa de aniversário na véspera de um treino, até a um problema de caneleiras. Talvez se Sérgio Conceição fosse sonso, cínico e hipócrita, politicamente correcto, calculista, tivesse a mesma sorte de Rui Vitória que vem quase já a seguir.

    Comunicado da Procuradoria Geral da República:
    «No inquérito investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica. A operação encontra-se em curso, contando com a presença de quatro magistrados do Ministério Público, dois juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo inspetores e peritos financeiros e contabilísticos e informáticos».

    Agora não vale a pena dizer que não se passa nada, já nem os seguidores de Rui Gomes da Silva, o popular Chouriço, todos a tender para o néscio, acreditam.
    Pela parte que nos toca, aguardemos, calma e serenamente. Sabemos que aconteceria se fosse o F.C.Porto que estivesse na berlinda, mas pode ser que perante tantas evidências as lavandarias tenham um momento de sensatez... embora, como podem ver mais à frente, não acredite muito.
    Como seria de esperar, o SLB já reagiu - aqui.
    A parte final do comunicado é a cassete de sempre:
    «A Sport Lisboa e Benfica SAD reforça o seu apelo a uma rápida e urgente investigação para defesa do seu bom-nome, responsabilização de quem sistematicamente tem cometido diversos crimes e no sentido da normalização institucional do Futebol Português.
    Aliás, a Sport Lisboa e Benfica SAD aguarda que sejam investigados os autores materiais da violação do seu sistema informático, o que, apesar de reiteradamente solicitado, ainda não foi executado».

    Calma, confiem, veremos se foram cometidos crimes por parte do F.C.Porto. Mas não é por repetirem até à exaustão que foram cometidos crimes, que eles de facto existiram.

    O Sonso Vitória e os freteiros da queimada.
    Qualquer jogador estrangeiro que chegue a Itália, Espanha, França, Inglaterra ou Alemanha, só para falar dos cinco mais importantes campeonatos do futebol europeu, tem de provar que tem valor, veio para acrescentar, caso contrário é fortemente criticado. Faz sentido, defesa do talento desses países, para quê tapar lugares com estrangeiros, se não são melhores? Mas em Portugal e em particular quando se trata do clube do regime, não é assim. Vem isto a propósito da nova quinta maravilha com origem na Luz, o jovem e já tão endeusado Svilar, versus o que aconteceu com o também jovem e internacional português, Bruno Varela, no Boavista 2 - Benfica 1. Ambos deram frangos, estiveram na origem de derrotas do SLB. O português foi trucidado, arrumado, o sérvio/belga, branqueado, desculpado, firme na baliza do clube do regime. E se a capa do panfleto da queimada de hoje, com destaque em letras grandes: "Desculpado", não surpreende, aquilo transformou-se numa lavandaria de freteiros, recadeiros e cartilhados ao serviço do clube do regime, já o comportamento do treinador do Benfica, é miserável, se comparado com o comportamento que teve para com Bruno Varela.

    Ontem, o Sonso, apressou-se a dizer: "Svilar joga já no próximo domingo", após a derrota no Bessa foi incapaz de ter uma atitude semelhante, pior, no jogo seguinte entrou Júlio César - curioso, o brasileiro que não tendo o currículo de Iker Casillas, também tem um currículo de respeito, já nem sequer é tido em conta, não faz parte destas guerras. Vai ser interessante de seguir como se vão portar os cartilheiros, freteiros e recadeiros, quando chegar à Luz outra maravilha para a baliza do clube do regime, o grego/alemão, Vlachodimos.
    Quando oiço e leio tantas e tantas loas ao carácter, personalidade e ao comportamento de gentlemen do treinador do Benfica, lembro-me sempre do meu avô e da forma como ele distinguia alguns entre homens e homitos.

    - Não desanimes, Svilar, frangos todos dão, mas tu vais direito a segunda oportunidade, ao contrário do teu companheiro Bruno Varela. Não te esqueças é de agradecer ao Sonso e à comissão de branqueamento do frango, presidida pelo inefável Carlos Daniel, benfiquista de Paredes e nas horas vagas cantor desafinado.

    Deixa-me só dar um jeitinho à casa 19/10/2017 16:11 O Tribunal do Dragão

    Já lá vão uns bons meses desde que Francisco Marques começou a divulgar e-mails de conteúdo comprometedor a envolver o Benfica, a arbitragem e os bastidores do futebol português. Até à data, as consequências práticas das divulgações semanais foram zero. Nada mudou, não houve punições, o Benfica segue impune. A única valia, até à data, foi a exposição do modus operandi que fez do Benfica tetracampeão e um eventual condicionamento para as épocas que se seguem.

    Desde então, todos os que pretendem esclarecimentos sobre este caso - o FC Porto nunca acusou diretamente o Benfica de corrupção; o que fez foi expor matéria e apelar a sucessivas investigações - aguardam tomadas de posição públicas por parte das instâncias competentes. Passaram-se semanas sem haver uma única busca por parte da Polícia Judiciária. 

    No verão, o MP e a PJ terão tentado levar a cabo buscas ao Benfica, mas o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa não cedeu as procurações. E segundo a revista Sábado, tal foi obra do juiz Jorge Marques Antunes, no seu último dia de serviço na instrução criminal, antes de ser transferido para outro tribunal. Foi o único esboço de uma tentativa de uma busca ao Benfica nos últimos meses.

    Até que segunda-feira, no início desta semana, tivemos a confirmação de que as buscas ao Estádio da Luz estavam para breve. Como? Através desta declaração de João Correia, porta-voz da equipa de advogados do Benfica.

    É absolutamente essencial que o Ministério Público e a Polícia Judiciária venham aqui a esta casa e verifiquem se aquilo que é divulgado pelo Porto Canal corresponde ou não à realidade.” Frase publicada no site oficial do Benfica há três dias. 


    Portanto. Estão há meses, na praça pública, conteúdos que urgem ser alvo de investigação. E por milagre das coincidências, só hoje, três dias após este comunicado do Benfica, é que a PJ se apresenta no Estádio da Luz para começar a fazer buscas no caso dos e-mails!?

    Isto faz lembrar aquela dona de casa muito preocupada com a forma como vai receber os convidados, que pede ao marido para empatar um pouco as visitas no hall de entrada enquanto dá um último jeitinho à sala. Então, enfim, tem a certeza que a sala está um brinquinho, pronta para receber as pessoas.

    Como é claro, a partir do momento em que o Benfica incentiva a PJ a comparecer no Estádio da Luz, já tem a garantia de que a sala está bem arrumadinha. A PJ não vai encontrar absolutamente nada. Já estão a ver onde isto vai redondar: caso arquivado por falta de provas nas buscas. 

    Isto faz lembrar todo o caso dos vouchers, em que também havia matéria para punir o Benfica por práticas ilícitas, em todo o dossier da Liga Aliança

    Bruno de Carvalho revelou, no início de outubro de 2015, as ofertas ilegais que o Benfica fazia a equipas de arbitragem de todos os seus jogos. Só um ano depois é que foram feitas buscas no Estádio da Luz. Um ano depois! E qual foi a reação do Benfica a essas buscas? O Benfica emitiu um comunicado a afirmar que foi a própria SAD a convidar a PJ a fazer buscas na Luz. 

    Ora, precisamente o mesmo que acontece agora no caso dos e-mails. Não é surpresa que, poucas horas após as buscas da PJ, o Benfica já tenha emitido um comunicado a realçar que foi o próprio clube a apelar à investigação: «Desde o primeiro momento [o Benfica] requereu e disponibilizou-se a fornecer toda a informação necessária a um cabal esclarecimento de toda esta situação». A papel químico. 

    Este passo faz parte da lavagem já orquestrada e cujo desfecho já se antevê. A PJ não vai encontrar provas. Os cartilheiros virão a público, de peito cheio, afirmar que não houve provas nenhumas, que o clube colaborou com a investigação, que abriu a sua casa e que ninguém conseguiu encontrar nada. Tudo isto até ao passo final: caso arquivado. 

    O FC Porto prometeu, no final de julho, que «o melhor ainda está para vir». É caso para se prepararem para expor «o melhor», porque se depender destas buscas da PJ, o Benfica sairá do caso dos e-mails da mesma forma que saiu dos vouchers: a rir-se e de forma livre e impune. 

    NÃO ESMORECER! 19/10/2017 11:00 Bibó Porto Carago


    Se há umas semanas atrás dizia que tínhamos cada vez mais um FC Porto que dava gozo, mau era que 1 derrota e um mau jogo me fizesse imediatamente recuar nesse pensamento!

    Mas não nos iludamos. O FC Porto é exigência constante, o “Mar Azul” tem de ser alimentado com resultados e com atitude e o jogo de Leipzig foi a antítese do que o FC Porto tem sido nesta temporada.

    Algum excesso de confiança depois de refulgir no Mónaco e de uma boa prestação em Alvalade? Um adversário que mesmo sem ter grande pedigree é mais forte que muitos tubarões de nome? Um mau dia de muitos dos nossos jogadores? Talvez um pouco de tudo, mas chegar ao fim e ouvir o Capitão e demais jogadores a queixarem-se que entraram sem intensidade dá vontade de perguntar: “Mas porquê?”

    Depois Casillas. Não me iludo, mesmo que confie que na maior parte das vezes o Sérgio Conceição seja sincero duvido que a “opção técnica” seja a razão para “sentar” o espanhol em favor do José Sá. Será uma reedição do Caso Baía de 2003, uma situação em que o treinador quer tomar o pulso ao balneário e a um dos seus craques? Será que o Casillas teve algum comportamento menos próprio e como tal foi punido com o banco na sua competição de eleição? Não sei, no entanto espero que as eventuais ondas de choque morram rapidamente e que não seja este episódio um momento de quebra. Sem querer alongar mais o assunto a verdade é que o FC Porto entrou mal e o 1º golo tem responsabilidades do Guarda-Redes que rendeu o espanhol, daí que espero que este caso não tenha sido a razão da desconcentração e menor concentração que a equipa demonstrou na terça-feira.

    Sábado há mais, na competição que mais nos importa neste momento, por todos os motivos e mais alguns. A liderança isolada é para manter e se possível alargar e todos os Egos têm de ser postos de lado sob pena das nossas principais virtudes deste início de temporada sejam rapidamente anuladas.

    Espremer a casca do limão 18/10/2017 20:55 Reflexão Portista

    24 horas depois, a frio, meia-dúzia de bitaites sobre o jogo de ontem no Red Bull Arena:


    1. Resultado bem melhor do que a exibição. Por aquilo que foi o jogo, seria normal a equipa da casa, que não por acaso é vice-campeã da Alemanha, ter ganho por 2 ou 3 golos (mas atenção, nem o RB Leipzig é o FC Basel, nem levamos 5 secos…).

    2. Neste jogo, em que os “dragões” tiveram pela frente uma equipa mais forte fisicamente, mais intensa e que ganhou as bolas divididas quase todas, vieram ao de cima as lacunas qualitativas de muitos jogadores da nossa equipa (mas, para mim, continua a ser o Marega e mais 10…).


    3. Num jogo de Liga dos Campeões, de intensidade máxima, contra uma equipa muito agressiva (no bom sentido) e que pressionava o portador da bola com 2 ou 3 jogadores, era quase deprimente olhar para o banco de suplentes do FC Porto e ver que não havia ali qualquer solução para aquilo que o jogo estava a exigir (por exemplo, já imaginaram o que seria lançar o Otavio contra os “panzers” desta equipa alemã?).


    4. Ontem, mais do que erros individuais de alguns jogadores (que os houve); mais do que equívocos do treinador (que os houve); vieram ao de cima as limitações deste onze titular e deste plantel.

    5. Foi neste século, não foi no século passado, que planteis do FC Porto tinham jogadores do nível do Vítor Baía, Danilo, Pepe, Ricardo Carvalho, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Casemiro, Maniche, Moutinho, Lucho, Deco, Anderson, Quaresma, Hulk, McCarthy, Falcao, James, ... Quando penso nisso e olho para o plantel atual do FC Porto, até dá vontade de chorar.

    6. Nem esta equipa do FC Porto é tão boa como pareceu após o jogo no Mónaco e os primeiros 45 minutos do jogo em Alvalade, nem é tão má como pareceu após os jogos com o Besiktas ou RB Leipzig. Contudo, convém manter os pés bem assentes no chão, ter consciência que o “cobertor é curto” e não esquecer que a prioridade das prioridades é o campeonato português.


    7. Nem o Sérgio Conceição é um novo “special one”, nem na “Loja dos 300” há jogadores à disposição com a qualidade dos que havia em 2002. Mas se, independentemente de opções pontuais, o Sérgio Conceição continuar a conseguir espremer o limão (a casca do limão!) como tem feito até agora, terá o meu reconhecimento.

    8. Depois de algumas coisas que li ontem à noite, escritas por portistas nas redes sociais, lembrei-me e tive saudades do Prof. Bitaites. Ó meus amigos, é preciso baixarmos um bocadinho as expectativas. Depois das asneiras e algumas loucuras cometidas pela Administração da SAD nos últimos anos, os próximos tempos vão ser de “vacas magras” (em termos de meios à disposição do(s) treinador(es) ).

    9. P-O-O-O-O-O-R-T-O

    A lição de Leipzig 18/10/2017 18:40 Dragão até à Morte


    O saudoso Cândido de Oliveira deixou para a posteridade uma frase que define tudo: um treinador passa de bestial a besta muito rapidamente. Que a entrada de José Sá para o lugar de Iker Casillas, num jogo de Champions e de elevadíssimo grau de dificuldade, foi uma das maiores surpresas dos últimos tempos, foi, disso não restam dúvidas. Resumir tudo ou quase tudo sobre o mau jogo portista na noite de ontem à troca de guarda-redes, não me parece uma análise correcta. A ser assim, teria de fazer o mesmo acerca da derrota do F.C.Porto frente ao Besiktas, onde Iker comprometeu mais do que Sá em Leipzig. Mas se compreendo que a troca já seria motivo para falatório, mesmo com um resultado positivo, seja muito mais com um resultado negativo, acho que não perceberíamos nada do que aconteceu na Alemanha, se nos focássemos apenas numa alteração, por muito polémica que ela tenha sido.
    Não, o F.C.Porto perdeu, repito, porque fez um mau jogo, nunca foi a equipa coesa, compacta, dinâmica, organizada e com qualidade de jogo que foi no Mónaco ou em Alvalade que tinha de ser no confronto com um adversário que foi ontem muito superior - veremos no Dragão o que vai acontecer, se foi apenas uma noite que correu mal ou os vice-campeões da Alemanha são de facto melhores. Há ali algumas debilidades que num dia normal do F.C.Porto podem e devem ser exploradas. O lado esquerda da defesa alemã, em particular. Nunca houve Marega, notoriamente um dos mais fragilizados fisicamente.  
    Tenho para mim que enfrentar um adversário deste nível, após uma pausa para as selecções,  com tudo o que isso significa - viagens longas e cansativas, alterações de hábitos, perda de enfoque e de concentração, pouco tempo de preparação -, também teve uma influência notória neste Porto abúlico, lento a pensar e a executar, incapaz de mostrar algum do futebol que já apresentou esta época. Isto, mesmo quando as circunstâncias do jogo até o favoreceram - empatar sem ter feito nada para isso, marcar um golo quase em cima do intervalo que relançou o jogo, também sem ter feito muito, idem aspas.
    O jogo com o Lusitano, apesar da forma séria como foi tratado e da atitude colocada em campo, não tem a exigência que, por exemplo, teve o jogo do Leipzig em Dortmund, com as vantagens e os estímulos daí derivados.
     
    Dito isto, seria péssimo que de repente passássemos novamente para um estado de depressão, colocássemos tudo em causa, quem era bom ontem, hoje já não presta, etc. Mas não é crime apontar erros e defeitos, procurar dentro da objectividade possível dizer o que esteve mal.
    Sérgio Conceição após a primeira derrota na Champions teve a capacidade de reconhecer erros, alterar, corrigir e a equipa melhorou, correspondeu com exibições e resultados que até não deixaram de surpreender quem depois do jogo frente aos turcos do Besiktas, torceu o nariz às possibilidades portistas na Champions League. Acho que o jogo de ontem também para ele foi uma lição - já ouvi tanta coisa sobre a saída de Casillas e entrada de José Sá que não vou contribuir para mais ruído. E porque está tudo em aberto e nós podemos lá chegar... acreditemos com toda a convicção.

    Agora concentremo-nos no campeonato, primeiro e grande objectivo da temporada, façamos o que precisa de ser feito e para isso não podemos ficar a chorar sobre o leite derramado. Temos de continuar a apoiar, manter este mar azul de  paixão - a foto principal tinha de ser de homenagem a todos os que foram à Alemanha e espalharam pelas suas praças e no belo Arena de Leipzig todo o entusiasmo e fervor clubístico. E segundo consta, tudo de forma ordeira e no mais salutar convívio -, a chama bem acesa.
    Casa cheia com o Paços de Ferreira é importantíssimo.

    Puxão à terra 18/10/2017 17:27 O Tribunal do Dragão

    Saltemos desde já todos esses exercícios de falência de criatividade que envolvam analogias entre a Red Bull e asas. Muitos concordavam, à partida para este grupo, que se tratava de um lote de equipas extremamente equilibrado, no qual qualquer clube era simultaneamente candidato à qualificação direta e ao último lugar. Mas curiosamente, os jogos têm sido tudo menos equilibrados.

    O FC Porto perdeu com o Besiktas porque foi muito inferior; venceu o AS Mónaco porque foi muito superior; e perdeu com o Leipzig pois foi muito inferior. Equilíbrio não tem sido, de todo, algo presente nos jogos do FC Porto na Champions.

    Vamos ao elefante na sala, a titularidade de José Sá. José Sá não tem, nunca teve, nunca revelou estofo para a titularidade do FC Porto. E passar de suplente do atual suplente do Sporting à titularidade na Champions, apenas com joguitos de Taça e pouco mais pelo meio, não é coisa que se recomende. É o mesmo que recordar a linhagem que apontava Paulo Ribeiro como sucessor de Baía ou Hugo Ventura como herdeiro de Helton. Ou Mika como futuro guarda-redes da seleção A, só porque fez um bom Mundial de sub-20. Como José Sá fez alguns bons jogos nos sub-21. 

    Mas foi por causa de José Sa que o FC Porto perdeu na Alemanha? Não. Perdeu porque o Leipzig foi muito melhor. Porque o Leipzig foi melhor equipa e os seus jogadores, sobretudo do meio-campo para a frente, foram muito superiores aos do FC Porto. A derrota começou num erro de Sá? Sim, como Iker também errou no 2x1 do Besiktas, ou na época passada em Kiev. Mas o maior problema no jogo não esteve nas bolas que foram à baliza, mas em tudo aquilo que o FC Porto não foi capaz de fazer com bola. 




    Aboubakar, os golos e pouco mais (+) - Houve algo de admirável na primeira parte: como o FC Porto, jogando tão pouco, ainda assim conseguiu fazer dois golos. Notável, em dois lances de bola parada muito bem trabalhados, nos quais os jogadores posicionam-se bem, ganham na marcação e conseguem trocar a bola sem deixá-la cair, até ao remate final. Aboubakar fez um bom golo e fartou-se de trabalhar, muitas vezes desapoiado e longe das zonas de decisão, tanto que tocou mais vezes na bola no meio-campo defensivo do que nos últimos 30 metros. Iván Marcano (mal no 3x1, mas a redimir-se logo a seguir) e Alex Telles também fizeram jogos razoáveis, numa noite em que quase tudo saiu mal ao FC Porto.




    Zero com bola (-) - O futebol tem destas coisas. O FC Porto venceu e brilhou no Mónaco pois soube dar a posse de bola e a iniciativa de jogo ao adversário, mas sem com isso deixar de controlar o jogo. Em Leipzig, provavelmente os planos passavam pela mesma estratégia, mas tudo correu mal: o adversário soube o que fazer com bola, foi agressivo, muito forte entre linhas (Forsberg isola-se para o 2-1 no meio de seis jogadores do FC Porto!), e cedo se percebeu que o facto de o FC Porto não ter bola já não era estratégia: era incapacidade de a ter.

    Há algo que ilustra todas estas dificuldades: a quantidade anormal de vezes em que o FC Porto falhou passes no seu próprio meio-campo. Falhou muito mais no seu meio-campo do que no do Leipzig.

    Um festival de passes falhados
    Outro grande problema foram os cruzamentos: em 19 tentativas, o FC Porto só conseguiu acertar dois, um deles num pontapé de canto e outro já no minuto 90, por Layún. Sem capacidade para ter bola no meio-campo e não sendo capaz de ter profundidade para criar perigo pelas laterais, reuniram-se condições para o FC Porto pouco ou nada conseguir fazer na Alemanha. Não é por acaso que os golos nascem de lances de bola parada: no jogo corrido, o FC Porto teve 90 minutos que roçaram o zero. 

    Subrendimento geral (-) - Vamos repeti-lo pela milésima vez: sabemos que o plantel é curto. Mas não encontrar outra alternativa que não ter sucessivamente Marega a cumprir os 90 minutos, mesmo sem dar uma jogada para a caixa, é preocupante e a maior ilustração de falta de alternativas no plantel. Este dado do Goalpoint resume tudo: «Marega é o único jogador da UCL que perde a bola em mais de metade das vezes que a tem». Em 133 ações com bola, perdeu 52,6% das jogadas. Marega acertou 5 passes em todo o jogo. Cinco, três deles no próprio meio-campo. Criou zero jogadas de perigo, falhou os 2 cruzamentos que tentou, falhou o único drible que tentou e falhou seis receções de bola daquelas que se treinam todos os dias nos iniciados. 

    No Mónaco foi decisivo, com duas assistências (o que não invalidou que, na maioria das jogadas, foi bola perdida), mas manter no ataque um jogador que em 90 minutos não acerta uma jogada que seja é surreal. Ainda assim, o subrendimento foi praticamente geral.

    Brahimi foi dos poucos a ganhar lances de 1x1, mas foi sempre bem marcado pelo Leipzig e não conseguiu criar desequilíbros no último terço. Danilo e Sérgio Oliveira foram engolidos no meio-campo, no qual Herrera não conseguiu ser eficaz na missão de pressionar e dar velocidade ao jogo. Layún deu nas vistas pela quantidade de vezes que perdeu a bola (35, batendo os recordes de Marega), mas em quase todas as suas subidas pelo corredor não encontrava ninguém para tabelar, ninguém para abrir espaço. Layún chegou oito vezes à linha da quina da grande área, mas perante a falta de apoio, não lhe restava solução que não o cruzamento. E do banco, entre Óliver, Corona e Hernâni, não surgiu nada que mudasse o rumo do jogo. Jogou-se muito, muito pouco.

    A vitória no Mónaco não abriu as portas do apuramento e a derrota na Alemanha não as fechou. Da mesma forma que o FC Porto perdeu na visita ao Leipzig, pode vencer dentro de 15 dias, no Dragão, e voltar desde logo aos lugares de apuramento para os 1/8. Mas que não vai vencer muitas vezes repetindo exibições destas, é certinho.