Tudo ao molho e FÉ em Deus - O bom Jesus está em Braga 25/09/2018 00:23 És a nossa Fé

    O fim-de-semana havia sido marcado por épicos regressos à ribalta:

    • Milhares de pessoas percorreram o "green" atrás de Tiger Woods, após este vencer o Tour Championship (80ª vitória da carreira), cinco anos depois do seu último triunfo;
    • Old Trafford aplaudiu de pé o regresso de Sir Alex Ferguson, felizmente já recuperado de um AVC quase fatal;
    • "Spiderman" Ruesga voltou ao estrelato (campeão mundial em 2013), após um golo decisivo pelo Sporting que só se julgava ser possível de ver no Cartoon Network.

     

    Com estes exemplos bem presentes, desenvolvi uma fézada de que o homem dado como dispensável, acabado, finito diria Tomislav Ivic, destruiria o sonho adolescente do jovem treinador Abel. Bastas vezes acusado de se desligar do jogo, de ser demasiado frio e relaxado, nesse transe pensei que o "Cool Dude" Montero daria lugar ao impiedoso assassino Fred(d)y Krueger, protagonizando o Pesadelo na Pedreira. Mas por mais que este adepto possa viver realidades paralelas, o que o jogo mostrou foi algo completamente diferente. 

     

    Montero nunca conseguiu ser influente na área. Também, é difícil sê-lo quando a bola lá não chega. Apesar disso, logrou duas penetrações pela direita, uma em cada parte, ambas concluidas com perigosos centros para o segundo poste. Na segunda, Bruno Fernandes foi egoísta (tinha Raphinha isolado no meio) e rematou a rasar o poste, repetindo a pontaria de um anterior tiro de longa distância. Foi o momento do jogo. Como quem não mata morre, pouco depois sofremos o golo. Numa transição rápida, o recém entrado Eduardo centrou junto à linha de fundo - a bola passou por debaixo das pernas de Coates - , Ristovski preocupou-se mais em esconder os braços do que em reagir com os pés e, ao contrário de Duarte de Almeida, o Decepado, estendeu o nosso estandarte ao adversário, no caso Dyego Sousa, que começou a sentenciar a batalha.

     

    Em sequência, Peseiro mexeu. Positivamente, quando lançou (tarde?) Jovane , embora tivesse saído Nani, o qual tinha protagonizado a jogada de maior perigo da primeira parte (cabeceamento para fantástica defesa de Tiago Sá); negativamente, ao trocar Montero por...Castaignos. Oh Diaby, não se compreende tanto enfoque na compra de um ponta-de-lança (pretendeu-se dois) para depois o maliano entrar apenas a 5 minutos do fim, preterido na ordem de entrada pelo holandês. Eventualmente, melhor teria sido efectuar apenas uma substituição, trocando Gudelj por Jovane, recuando Bruno Fernandes para o lugar do sérvio e assumindo Nani a posição "10".

     

    Os últimos 15 minutos ficaram marcados pela falta de eficácia de ambas as equipas. Com o Sporting a falhar mais. Raphinha esteve em excelente plano (uma vez mais) e tentou visar a baliza bracarense por inúmeras vezes, ficando sempre a escassos centímetros de ser feliz. Adicionalmente, o jovem Cabral sacou um coelho da cartola: "matou" no peito, evitando a carga de dois defesas que chocaram entre si (momento "Candid Camera"), e depois foi driblando todos os adversários (3) que lhe apareceram pela frente, até se decidir por um remate parado com muita dificuldade e alguma sorte por Tiago Sá. Um momento mágico na Pedreira. Do outro lado, Salin continuou irrepreensível, defendendo tudo o que tinha hipótese de ser parado.

     

    O Sporting não foi feliz - afinal o Bom Jesus, ou o "bom Jesus" (Abel), está em Braga - e perdeu um jogo que até podia ter ganho, mas isso não nos inibe de reconhecer algumas deficiências. Individualmente, a maior delas todas será Ristovski. Esforçado, mas com péssimo domínio de bola e bastas vezes vidrado no esférico, ignorando assim o espaço circundante, o macedónio é o elo mais fraco da equipa, agora que "Muttley" Acuña estabilizou a ala esquerda da defesa, substituindo Jefferson. Para ter um jogador assim, com tantas dificuldades com e sem bola, mais vale apostar já em Thierry Correia, jovem da nossa Formação e português. Imaginem o que seria Raphinha se tivesse por trás alguém que efectivamente o ajudasse...Colectivamente, o Sporting causa mais perigo quando tem, simultaneamente, o ex-vimaranense e Jovane em campo. Com estes alas, o jogo é mais rápido, imprevisível e objectivo e as equipas adversárias sofrem mais, pois não empastelamos a meio campo. Concomitantemente, precisamos de mais presença nas imediações da área adversária, pois a falta de concretização deve-se mais ao modelo de jogo do que propriamente a Montero, que tem muito pouco apoio frontal. (Os alas jogam invertidos, supostamente para promoverem o jogo interior, mas a maioria dos seus movimentos visam remates à baliza e não tabelinhas com o ponta-de-lança.) Para isso, temos de abandonar o duplo-pivô e jogarmos num 4-3-3 com os médios a jogarem de perfil, à semelhança do Porto de Mourinho (Costinha, Maniche, Deco). Em Alvalade, na maioria dos jogos, os 3 do meio poderiam ser Battaglia, Bruno Fernandes e Nani. Fora, Battaglia, Gudelj (Wendel) e Bruno Fernandes. Caso contrário, iremos perder mais pontos e ouvir a ladainha da falta de concretização. Assim a modos como atirar a rasar ao título. Aonde é que eu já vi isto???

     

    Tenor "tudo ao molho...": Raphinha

     

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    Gosta de carros ? 24/09/2018 22:59 Camarote Leonino

     

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    Rescaldo do jogo de hoje 24/09/2018 21:42 És a nossa Fé

    Não gostei

     

    Da derrota em Braga. Tal como no ano passado, quando perdemos na Pedreira, repetimos hoje ali o resultado negativo, pelos mesmos números: 0-1. Um resultado que se adequa às expectativas: infelizmente, com o plantel curto que temos esta época e as lesões que vão afectando jogadores nucleares, não seria de aguardar muito melhor.

     

    Das ausências de Bas Dost e Mathieu. Ficou ainda mais evidente, neste confronto com o Braga, como nos falta um avançado posicional na área. Sem o internacional holandês perdemos claramente poder ofensivo: Montero nem de perto se assemelha ao nosso ponta-de-lança titular, que permanece afastado por lesão. Também o ex-Barcelona é um elemento nuclear: a equipa ressente-se com a ausência dele. Aparentemente, estará fora das convocatórias durante um mês.

     

    Da meia hora inicial. Nem um remate enquadrado com a baliza. Muita posse de bola, mas quase sempre inconsequente. Faltou poder de fogo, faltou capacidade de fazer rolar a bola com mais intensidade: a equipa bracarense entrou claramente melhor.

     

    Da perda do combate no meio-campo. A partir dos 60', o treinador do Braga reforçou o miolo do terreno, alcançando supremacia sobre o Sporting. Mexeu mais cedo e mexeu melhor do que o técnico leonino. Com reflexos no resultado.

     

    Do golo sofrido. Tinhamos superioridade na ala (dois contra um) e na grande área (quatro contra três). Mesmo assim, deixámos Eduardo e Dyego Sousa fazerem o que quiseram. Descalabro colectivo no lance que decidiu a partida. 

     

    De Montero. Muitos dos nossos leitores vaticinaram que ele marcaria hoje na Pedreira. Pecaram todos por excesso de optimismo. A verdade é que o colombiano nem andou lá perto. Ainda tentou um remate de meia distância, no tempo extra da primeira parte, mas saiu-lhe frouxo, sem perigo algum. Andaremos muito mal se precisamos dele para conseguir vitórias.

     

    De Castaignos. Aos 72', José Peseiro trocou Montero pelo avançado holandês. Que, para não variar, foi uma nulidade: continua totalmente divorciado dos golos e parece jogar com tijolos no lugar das chuteiras. 

     

    Da entrada tardia de Jovane. Vai-me custando perceber por que motivo o jovem extremo caboverdiano permanece arredado do onze titular. Hoje entrou apenas aos 72': ficou a impressão de que o Sporting beneficiaria se tivesse contado com ele mais cedo. Não por acaso, Jovane protagonizou o melhor momento do desafio, aos 88', numa jogada individual em que vai fazendo sucessivas simulações, afastando três adversários do caminho, e remata para defesa apertada do guarda-redes Tiago Sá.

     

    Da entrada tardia de Diaby. Pisou o relvado só a partir dos 85', substituindo o irregular Gudelj, quando Castaignos já estava havia 13 minutos em campo. Caso para nos questionarmos se não devia ter sido ele o primeiro avançado a sair do banco para mostrar enfim o que vale de verde e branco.

     

    De ver ex-sportinguistas participarem na nossa derrota. Desde Abel Ferreira - um dos melhores técnicos da Liga portuguesa, afastado de Alvalade há dois anos por motivos nunca explicados - até jogadores como Esgaio e Wilson Eduardo: temos uma tendência incontrolável para pormos profissionais competentes à distância.

     

    De ver o Sporting ultrapassado na classificação. Benfica, FC Porto e o próprio Braga já estão à nossa frente no campeonato.

     

     

    Gostei

     

    De Raphinha. Hoje não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia. 

     

    Do grande remate de Nani. Cabeceamento perfeito do nosso capitão, na sequência de um livre apontado por Bruno Fernandes, aos 35'. A bola foi para o ângulo mais difícil, mas o guarda-redes, em voo, conseguiu desviá-la in extremis. Esteve quase a ocorrer um daqueles golos capazes de fazer levantar um estádio.

     

    De Acuña. Adaptado a lateral esquerdo, em benefício da equipa, torna-se uma mais-valia. Não apenas na manobra ofensiva, onde mantém intactas as qualidades que já lhe conhecíamos, como sobretudo em missões defensivas, onde participa nas acções de cobertura com mais eficácia do que Jefferson - desde logo porque nunca desiste de um lance e tem um compromisso com a equipa claramente superior ao brasileiro.

    A finalização pecou e a primeira derrota resultou 24/09/2018 21:26 Camarote Leonino

     

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    Foi um jogo equilibrado em muitos aspectos, mas acho que uma boa dose deste equilíbrio deve-se ao excesso de respeito que José Peseiro teve pela equipa minhota, que sendo um conjunto compacto e bem organizado, não é potente ao ponto de justificar o Sporting fazer um jogo tão conservador, nomeadamente na primeira parte.

     

    O Sporting alinhou de início com Salin; Ristovski, Coates, André Pinto e Acuña; Battaglia, Gudelj, Nani e Raphinha; Bruno Fernandes e Montero.

     

    Suplentes:  Renan; Marcelo, Jefferson, Diaby, Petrovic, Castaignos e Jovane.

     

    A diferença óbvia nesta partida da 5.ª jornada é o golo. O Sporting não concretizou nas diversas oportunidades que criou, também por mérito do guarda-redes bracarense, e ainda houve uma ou duas bolas a "beijar" os ferros.

     

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    José Peseiro, na minha opinião, atrasou-se a mexer na equipa. Jovane Cabral devia ter entrado mesmo antes do golo aos 67 minutos. O Sporting estava a precisar, como sempre, aliás, de mais dinâmica e agressividade no último terço do terreno e o jovem avançado tem essa capacidade, como acabou por demonstrar mais tarde.

     

    Com esta primeira derrota do campeonato, o Sporting fica com 10 pontos, os mesmos que o Rio Ave e Marítimo. A liderar a tabela classificativa temos o Benfica e o SC Braga, ambos com 13 pontos, seguidos pelo FC Porto com 12.

     

    Sp.Braga 1 - Sporting 0...Poderosos e fortíssimos rumo ao 4ºlugar! 24/09/2018 21:15 Sporting até morrer




    Nem nos vamos dar ao trabalho de comentar este jogo de tão ridícula que é esta equipa, tínhamos vindo a avisar, com um treinador ridículo, com um presidente ridículo que até vai para a tribuna com o trolha do presidente do Sp.Braga um dos maiores inimigos do Sporting e que sempre esteve ao lado do Carnide!
    Foi o que quiseram não foi?
    Só de olhar para o banco do Sporting neste jogo até dá vómitos, grande Cintra ficámos mesmo fortíssimos e poderosos como candidatos ao 4ºlugar!
    Nani arrasta-se no campo e o Traidor vice-capitão até mete nojo e não se entende porque é que Jovane Cabral fica no banco e Nani continua a jogar, Raphinha é o jogador com sinal mais nesta equipa nos últimos jogos!
    Tanto se falhou em termos ofensivos e é um "treme-treme" constante no sector defensivo!
    Podem continuar a ofender e a insultar que a corja continuará a fazer o trabalho que não acabaram em 2013!

    'Leoas' no Torneio das Quatro Nações 24/09/2018 17:00 Camarote Leonino

     

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    O Sporting CP é o emblema mais representado na convocatória do seleccionador nacional Francisco Neto, que hoje divulgou um lote de 22 jogadoras que vão representar Portugal no Torneio das Quatro Nações.

     

    Ana Borges, Carole Costa, Carolina Mendes, Diana Silva, Fátima Pinto, Inês Pereira, Patrícia Morais e Tatiana Pinto são as 'leoas' que vão estar em Yongchua (província de Chongqing), na China, entre os dias 2 a 8 Outubro. 
     
    Além de Portugal, participam nesta prova as equipas da China, Finlândia e Tailândia. 
     
    As restantes futebolistas convocadas:
     
    AC Milan: Mónica Mendes
    Atlético Madrid: Dolores Silva
    Levante: Jéssica Silva
    Benfica: Sílvia Rebelo
    SC Snad: Andreia Norton
    Sp. Braga: Diana Gomes, Laura Luís, Matilde Fidalgo, Rute Costa e Vanessa Marques
    Bayer Leverkusen: Ana Leite 
    Valadares Gaia: Cláudia Lima e Sara Monteiro
    Wolfsburgo: Cláudia Neto
     
    Data dos jogos: 
     
    4 de Outubro - sexta feira
    China-Portugal - Yongchuan Sports Center Stadium (12h35, hora portuguesa)
     
    6 de Outubro - sábado 
    Tailândia-Portugal - Yongchuan Sports Center (9h)
     
    8 de Outubro - segunda-feira 
    Portugal-Finlândia - Yongchuan Sports Center (9h)
     

    Onde anda Gelson Martins ? 24/09/2018 13:00 Camarote Leonino

     

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    A publicação deste post não significa de modo algum que estou preocupado com a carreira de Gelson Martins. Após a sua saída do Sporting, nas circunstâncias conhecidas, deixou de contar para mim. Até com a "camisola das quinas" não o vejo com os mesmos olhos. Resumindo, deixei sobretudo de o respeitar.

     

    Isto não obstante, acho curiosa a sua actual situação no Atlético de Madrid, tendo em consideração que ainda só regista 32 minutos de jogo pela equipa da capital espanhola, sendo o terceiro jogador menos utilizado no plantel, estando à frente do guarda-redes António Adán (que não jogou nenhum minuto) e do lesionado Santiago Arias (que só jogou 23 minutos).

     

    Os adeptos e a media espanhola também já tomaram nota deste estado de coisas, com o jornal AS a escrever esta segunda-feira: "Algo se passa com Gelson: quatro encontros sem jogar um minuto".

     

    O treinador Diego Simeone, contudo, continua a insistir que confia nas capacidades de Gelson Martins, pese a evidência em contrário: “Vai ser um jogador importante no futuro. Há que ter paciência. O melhor é que no momento de jogar o faça bem. Estará bem se continuar a treinar assim”.

     

    Um discurso politicamente correcto do técnico que acaba por não explicar coisa alguma. É natural que um jogador venha a necessitar de um período de adaptação e integração numa nova equipa, mas o talento de Gelson Martins não é mistério algum e nem sequer dá para imaginar que sinta dificuldades extraordinárias em se assimilar a um novo sistema de jogo.

     

    Salvo existirem factores desconhecidos - talvez pela ainda por resolver 'transferência' - a essência do problema só pode recair sobre o treinador. Simeone - técnico que eu respeito mas não admiro - tem a obrigação de saber que treinamento só leva um atleta até um determinado ponto, que o mais importante é ele sentir que tem a confiança do treinador e essa confiança só pode ser reconhecida em tempo de jogo.

     

    Daí, que se possa concluir que Gelson Martins, apesar do seu reconhecido talento, ainda não ganhou a confiança do técnico argentino, por razões que só este poderá explicar, mas que me leva a conjecturar que o antigo meio-campista prefere jogadores à imagem dele, ou seja, menos "artistas" e mais "tractores". Talvez que esta asserção seja algo exagerada, mas compreende-se a intenção.

     

    Veremos o que o futuro nos mostra...

     

    Faz hoje um ano 24/09/2018 11:13 És a nossa Fé

     

    O tema do dia, faz hoje um ano, era ainda o tropeção de véspera, frente ao Moreirense. Manifestei aqui a minha perplexidade: «Jorge Jesus insistiu em utilizar o fatigado Acuña na irrelevante Taça da Liga, só útil para fazer rodar as nossas reservas, e poupou-o nesta jornada do campeonato - num jogo a sério - contra o Moreirense. Não devia ter sido ao contrário? Há coisas que não entendo neste treinador. Nada mesmo.»

     

    Na mesma linha perplexa pronunciou-se o Pedro Azevedo: «Também em gestão, mas psíquica, acabámos por ficar todos nós, adeptos, após o abalo emocional que a estratégia de Jesus nos provocou (menos mal que, depois deste inesperado desaire, não devemos ver tão cedo um número humorístico protagonizado pelo presidente).»

     

    Luciano Amaral também exprimiu a sua opinião, em tom suavemente jocoso: «Já estava a estranhar: ainda não tínhamos ido do oitchenta e otcho ao otcho, com jogos da Champions de permeio. Este ano, aconteceu antes e, vá lá, não perdemos 1-3. Só espero agora não estarmos na 4ª à noite a dizer que "pusemos o Barcelona em sentido" com uma derrota "honrosa" no bucho.»

     

    Entretanto, a imprensa desportiva destacava William Carvalho e Rui Patrício como melhores em campo. No final da lista, sem surpresa, vinham Iuri Medeiros e Alan Ruiz.

    Reflexão do dia 24/09/2018 03:19 Camarote Leonino

     

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    "Nós não somos calimeros mas também não nos vamos pôr onde nos querem pôr. No início da época estávamos fora de tudo e agora já nos querem pôr na frente de tudo. O Sporting tem responsabilidade de entrar em todos os jogos para ganhar, de disputar todos os jogos. Estamos a jogar melhor do que as pessoas vão dizendo. Temos jogado com quatro titulares da época passada, não são sete ou dez ou 11. Sabemos do valor e da qualidade que temos, a nossa equipa tem muita capacidade de crescimento. Vocês falam do Gudelj, mas quantas vezes ele jogou no Sporting? Uma. Não foram 20 vezes seguidas. Não é fugir com o rabo à seringa, mas é pôr as coisas como nós queremos que seja. Não como os outros querem que seja".

     

    José Peseiro

     

    Meta volante na Pedreira 24/09/2018 03:18 Camarote Leonino

     

    O ponto alto da 5.ª jornada joga-se em Braga, na segunda-feira, com a eventual pressão do Benfica sobre os dois candidatos sombra.

     

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    Já há muito tempo que um jogo Braga-Sporting é uma meta volante do campeonato. Só lhe faltava, em importância, que o Braga perdesse os complexos e apontasse ao título, como sucede esta época. Se lhe juntarmos um Sporting que também pretende ser visto como um candidato que corre por fora, temos uma espécie de governo sombra na Pedreira que vai medir as aspirações de ambos, embora seja cedo para diagnósticos profundos.

     

    Na tabela classificativa, as diferenças são poucas e favorecem o Braga, que tem o segundo melhor ataque da prova e melhor diferença de golos, apesar de ter os piores resultados defensivos dos sete primeiros da classificação. Os sete golos marcados contra três sofridos do Sporting são argumentos para a desconfiança da crítica. José Peseiro venceu cinco dos seis jogos que fez, mas, em geral, "não convenceu", para usar a expressão mais repetida na Imprensa.

     

    Há outras leituras ao alcance. Uma delas é que pode ter abandonado o desprendimento atacante que lhe marcou a carreira e optado, desta vez, por começar a equipa lá por trás, pela defesa. A outra é faltar-lhe Bas Dost e os outros avançados ficarem muitas milhas atrás da qualidade do holandês. Falamos sempre de quatro jornadas apenas, mas cada uma tem a sua história.

     

    José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo