Tondela 1 - Sporting 2: Alcançar apesar de mal porfiar 20/02/2018 12:47 A Norte de Alvalade

    Com duas falhas individuais onde menos se esperava (Coates pouco intenso no golo do Tondela e a paragem cerebral do cerebral Mathieu) o Sporting quase viu perigar a conquista dos importantes três pontos. O facto de o ter conseguido já muito fora de horas significa apenas que, apesar das contrariedades, ainda assim a equipa tentou, mesmo sem muita arte, tudo o que podia e enquanto podia.  A natural azia dos tondelenses é compreensível, se fosse comigo sentiria o mesmo. Mas há que reconhecer o mais importante, o nosso golo não é ilegal, pelo que toda a polémica que se seguirá perderá muita força. Ou devia perder... É bom lembrar que éramos nós que jogávamos em inferioridade numérica e vínhamos de uma longa e desgastante viagem, pelo que o prolongar do tempo de jogo funcionou a nosso favor porque arriscamos o que o Tondela, em superioridade numérica, preferiu não fazer. O que também é compreensível, ao contrário de nós, o empate servia-lhes. O incompreensível é que tenha deixado de arriscar precisamente quando ficou em vantagem. Quanto ao jogo ele teve diversas partes. A inicial, com o Tondela a superiorizar-se com mérito - a forma rápida como saía para o ataque, alargando primeiro a frente de ataque e dando-lhe depois profundidade  - também por falhas nossa organização defensiva, muito por descuido com as movimentações, especialmente de Miguel Cardoso e não menos por falta de intensidade na abordagem dos lances. Até que se ouviu um "alto e para o baile" onde Acuña, Bruno Fernandes e especialmente Gélson, começaram a obrigar o Tondela a maiores cuidados defensivos, retirando-lhe o fulgor e o perigo que os tinham levado até ao golo de vantagem. E foi assim, com um míssil teleguiado de Acuña, que a bola chegou ao implacável Dost. Parece simples, fica por saber porque não acontece mais vezes... Mudamos de campo e voltamos a mudar de forma de olhar para o jogo. Até já parecia ganho, que o Tondela se sentia a perder, como se o golo de Dost valesse por dois. Ou que o jogo era a feijões, se não foi isso que Mathieu percebeu assim pareceu.  A saída do central francês minou a organização da equipa e passamos a jogar de uma forma que só com muita felicidade chegaríamos ao golo. Foi quando tudo já parecia inapelavelmente resolvido que lá chegou o golo tardio e a remissão de Coates. Não façam muitas destas, pelo nosso coração e sobretudo porque o final nem sempre será este.

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    Comentadores aziados e afins... 20/02/2018 12:47 Camarote Leonino

     

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    De regresso ao Facebook, o novo "rei" de Alvalade abordou a vitória do Sporting em Tondela, fez alvo do que ele apelida de "comentadores aziados" e fez destaque crítico de Octávio Machado:

     

    "Hoje vou dar o devido desconto a tantos comentadores aziados pelo resultado do Sporting CP. Eu sei que custa, mas uma equipa que luta até ao último segundo merece ser feliz. Agora, só para ficarmos todos esclarecidos, considerar o Octávio Machado um comentador ligado ao nosso Clube é uma ofensa inqualificável para o Sporting Clube de Portugal. Ele que fique por muitos e bons anos na CMTV, pois assim, como diz o povo, só se estraga uma casa. Obrigado a todos os Sportinguistas que estiveram incansáveis no apoio à equipa até ao último segundo! Seguimos juntos e ainda na luta por todos os nossos objetivos!".

     

    Recorde-se das declarações do antigo dirigente da Sporting SAD, já depois da Assembleia Geral:

     

    "(...) Se vou deixar o programa? Antes de ir para o Sporting já cá estava. Não confundo Bruno de Carvalho com o Sporting. Acho que responde à pergunta. Ninguém pode ou deve estar - ou tentar pôr-se - acima do Sporting. Muito menos o grande líder. Apoiar a equipa amanhã em Tondela é que é militância. Mas para o grande líder isso não é militância. Para ele é: ‘saiam dos programas porque eu é que mando’. Não sei se vou ser atirado aos cães ou não, nem me importo, porque sou muito duro de roer e podem partir os dentes. Somos pessoas livres."

     

    Pódio: Coates, Bas Dost, Acuña 20/02/2018 12:44 És a nossa Fé

    Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Tondela-Sporting pelos três diários desportivos:

     

    Coates: 18

    Bas Dost: 17

    Acuña: 16

    Gelson Martins: 15

    Rui Patrício: 15

    William Carvalho: 15

    Bruno Fernandes: 14

    Doumbia: 13

    Piccini: 13

    Rúben Ribeiro: 12

    Bruno César: 11

    Mathieu: 10

    Montero: 9

     

    A Bola elegeu Bas Dost  como figura do jogo. O Record e O Jogo optaram por Coates.

    Mood 20/02/2018 12:00 O Artista do Dia



    Um grande embaraço 20/02/2018 11:40 És a nossa Fé

    Confesso que já não consigo disfarçar com os meus amigos o enorme embaraço que Bruno de Carvalho constitui para mim. O homem envergonha-me como sportinguista que sou. Mas o mais grave é que sua permanente incontinência verbal tenha conseguido desviar a atenção da imprensa de um presidente rival que é arguido e da investigação judicial do caso dos e-mails que esse sim é um verdadeiro escândalo nacional – Em vez disso os dislates de Bruno de Carvalho fazem o pleno em notícias negativas e artigos de opinião e editoriais, até nos chamados jornais de referencia. Como se fora uma autêntica conspiração orquestrada por… si próprio. Se o objectivo é ter toda a Comunicação Social e os seus profissionais, mesmo que sportinguistas, com má vontade ao Sporting, penso que o intento foi conseguido com o estúpido apelo lançado na Assembleia Geral de Sábado. Para mais fica por saber que ilações vai tirar Bruno de Carvalho da desobediência dos comentadores que permanecem nos painéis de debate nas televisões e dos milhões de sportinguistas que continuarão a ler jornais e a ver TV como habitualmente. 
    A boa notícia é que Jorge Jesus conseguiu manter a equipa blindada e protegida da irracionalidade do discurso do presidente – ontem ganhámos numa demonstração de garra e crer. O problema é que não consegue blindar os patrocinadores e os bancos de que o Sporting depende de tanta inanidade. Que assusta. Que me assusta.

    Tondela 1-2 Sporting :: o jogo acaba quando o árbitro apita! 20/02/2018 11:26 Bancada de Leão

    foto: FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Image


    A Patek Philippe, Rolex, Omega, Jaeger-LeCoultre, Audemars Piguet, Vacheron Constantin, Hublot, Rado, Longines, Breitling, Cartier e a TAG Heuer foram algumas das marcas mais conhecidas pelo fabrico de grande relógios mundiais a enviar emissários a Portugal para estudar este mais recente fenómeno do estudo do tempo. Subitamente, em Portugal, há um conjunto de entendidos da matéria que, hipocritamente, ainda recente desconheciam e não falavam sobre o tempo. 

    Curiosamente, o tempo, esse conceito incrível, que ontem foi falado e usado para atacar o Sporting, e, ainda recentemente, foi usado para prejudicar quando anularam o golo do Doumbia e usaram o tempo, para recuar nele até encontrar um suposta falta que não existiu e adicionar uma nova metodologia ao vídeo árbitro em que o Sporting, mais uma vez, foi pioneiro.

    Já que falámos de pioneirismo, o Presidente do Tondela ontem foi à sala de imprensa. Quantas vezes aconteceu este ano? Ir ele em vez do treinador que, pelos vistos, estava muito alterado e não estaria em condições para falar. O treinador do "hardcore", das faltas e ofertas nos jogos contra os outros dois rivais. Haja pachorra!

    Já agora Sr. Presidente, vergonha é o bilhete mais barato ser 15€, sendo que os restantes eram a 25 e a 35. Pensava eu que o jogo era para a Liga Portuguesa, mas pelos vistos os preços, pelo menos esses, foram de Liga dos Campeões!

    O Sporting entrou mal no jogo. Adormecido, sem ideias, preocupante até para uma noite que teria de terminar com a nossa vitória. Os primeiros 20 minutos foram apáticos e viu-se que este Tondela era diferente do que estávamos habituados noutros jogos. Mais forte na disputa da bola, sem medo de fazer faltas, mais rápido e, diria, que não foi surpresa o golo de Miguel Cardoso aos 13 minutos de jogo. Serviu para acordar a nossa equipa!

    Acordou de tal forma que o Sporting na primeira parte rematou mais vezes que o Tondela no jogo todo. Mais dominador, com Acuña a ser o desequilibrador e Montero a mostrar que não está em forma e não pode ser titular, valeu o regresso de Bas Dost aos relvados e aos golos.

    Aos Sportinguista que ainda acham que o holandês só encosta, o jogo de ontem foi perfeito. Só encostou no primeiro golo e só encostou no lance que iria dar o segundo golo do Sporting. De encosto em encosto, só na Liga já encostou 20 vezes!

    Assim, o Sporting não chegou ao intervalo a vencer o jogo porque Cláudio Ramos mostrava aos poucos porque iria ser o homem do jogo.

    A segunda parte começa com Doumbia em campo para a saída de Montero. Substituição esperada, o que não se esperava é que o Sporting entrasse novamente apático. A verdade é que até aos 58' o Tondela reagiu bem e esteve próximo da baliza de Rui Patrício por 3 ocasiões.

    Altura em que Jorge Jesus mexe novamente colocando Rúben Ribeiro em campo e tirando Bruno César. Até poderia resultar melhor, não o saberemos porque Mathieu dois minutos depois iria ser expulso. Tínhamos 30 minutos para um tarefa hercúlea. Marcar o golo da vitória, não sofrer e tudo com 10 homens em campo!

    Podia o Sporting ter marcado antes dos 98? Não tenho dúvidas. Bruno Fernandes, Doumbia e, claro, Cláudio Ramos, guarda redes do Tondela, foram os protagonistas, mas o lance da vitória só iria acontecer no último fôlego do jogo com a bola ser lançada para a área, Bas Dost cabeceou, Ricardo Costa atira para o seu poste e na recarga Coates fuzila a baliza do Tondela e festeja a tão merecida vitória. 

    Compreendo a frustração dos jogadores e técnicos do Tondela, ninguém gosta de perder no último lance, a euforia dos jogadores do Sporting é mais que natural, o empate deixava-nos muito longe do primeiro lugar, o golo acabado de marcar e a vitória mantinham as nossas esperanças intactas.

    Foram 5.000 os adeptos que se deslocaram ao Estádio João Cardoso e que o transformaram num mini José Alvalade. Voltaram as conversas com amigos antes dos jogos, a comida e a bebida, e, pois claro, os abraços nos momentos dos golos a pessoas que são da nossa "família" nos estádios que vamos visitando por Portugal!

    Sabem porque é que o homem tem razão? 20/02/2018 10:42 És a nossa Fé

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    Capela beneficiou "claramente" o Sporting! 20/02/2018 09:32 Sporting até morrer


    Depois do jogo de ontem foi ver um chorrilho de comédia nas redes sociais por parte dos adeptos do Carnide e ainda mais grave é haverem sportinguistas que lhes dão "tempo de antena" e resposta, basta apresentarem-lhes estes argumentos que vamos passar a expor em baixo...
    Comecemos por aqui...
     
    Depois temos de apresentar um outro argumento para lhes avivar a memória...
     
    E depois terminam em grande para os deixar ainda mais aziados admitindo que realmente fomos beneficiados porque o Sr.Capela não mostrou o segundo amarelo a Coates aquando dos festejos do golo da vitória pois o central do Sporting deveria ter visto o cartão que o expulsava do jogo e o afastaria do próximo da Liga frente ao Moreirense em casa!
    Claro que tudo isto serve para calar lampiões, corruptos do Norte e claro os sportingados!
    
    

    E então? 20/02/2018 09:29 És a nossa Fé

    Sim, marcámos o golo da vitória aos 90’+8 (ou nove)! E Então?

    A equipa do Tondela, terra de gente honrada, teve, pelo antijogo que praticou, o desfecho que mereceu.

    Foi bonito. Muito bonito!!!

    Quando o seu treinador diz, segundo o que ouvi o José Nunes na Linha Avançada (creio que podemos ouvir a Antena 3, ou não?), «Tondela é uma equipa ‘hardcore’», ontem representou (peço desculpa pela comparação) o papel da Cicciolina.

     

    Olhando para nós.

    Que jogo triste!!!

    Vitória hardcore 20/02/2018 08:00 O Artista do Dia

    Começa a ser uma ciência: quando o Sporting ganha à tangente, pode-se aferir a importância da vitória e o nível da azia dos rivais pelo tempo que o presidente do clube adversário passa na sala de imprensa após o final da partida. Nesse sentido, considerando que defrontávamos uma espécie de Benfica C (sendo que o Braga é o Benfica B e o Benfica B é o Benfica D), o jogo de ontem não poderia ter terminado de forma mais apropriada para testar a teoria acima exposta. Golo marcado nos descontos dos descontos dos descontos que deu direito a um presidente na sala de imprensa a mostrar fotos de mazelas de jogadores em lances perfeitamente limpos e a barafustar com a compensação de tempo demasiado esticada por João Capela (aqui com alguma razão, admita-se). Sendo esse presidente um benfiquista assumido que tem o condão de contagiar esse benfiquismo aos treinadores e jogadores que lidera sempre que a sua equipa defronta um grande - principalmente quando o adversário é o Benfica - é fácil compreender a sua a frustração - não tanto pelo ponto perdido - que não lhe deverá fazer particular falta, considerando que o objetivo da manutenção está bem encaminhado -, mas sobretudo pela mala que voou e pela impossibilidade de um certo rival do seu adversário poder assumir o segundo lugar isolado na classificação. Há dias assim.

    Foto: Vítor Parente / Kapta+ (zerozero.pt)



    Até ao fim - as circunstâncias eram bastante desfavoráveis: havia o desgaste acumulado durante a semana com duas viagens intercontinentais e uma partida exigente, e, para piorar, um dos poucos jogadores poupados a esse esforço foi expulso, deixando a equipa em desvantagem numérica durante meia-hora. Jesus preferiu não mexer na equipa e colocou William como central improvisado. Como seria de esperar, o Sporting não foi capaz de fazer um final de partida tão esclarecido como seria desejável, mas nem por isso deixou de criar ocasiões para marcar. Foi um daqueles jogos ganhos com o coração, graças à superação de esforço de todos os que estavam em campo. Vitória hardcore, mas inteiramente merecida.

    A importância de ter Dost - marcou mais um golo que foi só encostar, correspondendo a um magnífico cruzamento de Acuña, mas o holandês teve participação decisiva na construção da jogada, fazendo a ligação com Bruno Fernandes (que depois faria o passe para Acuña) com um precioso toque em habilidade. Não marcou o segundo golo, mas também teve um papel fundamental na jogada ao servir Doumbia com um toque de cabeça em esforço. Ricardo Costa antecipar-se-ia ao costamarfinense desviando a bola para o poste, e Coates faria o resto. O regresso de Dost não podia ter corrido de melhor forma.

    A resposta ao golo do Tondela - boa reação da equipa, que aumentou a velocidade de execução e a pressão sobre o adversário, encostando o Tondela às cordas. O golo de Dost surgiu com naturalidade, e a equipa poderia ter perfeitamente chegado ao intervalo em vantagem.



    Equipa hardcore - Pepa prometeu e a sua equipa não o desiludiu. A partir do momento em que o Sporting começou a mandar no jogo, o Tondela entrou em modo castanhada e conseguiu superar largamente a média que faz deles a equipa mais faltosa da liga. 24 faltas, algumas delas bastante duras e que não nem sempre foram punidas em conformidade, que ajudará a subir a média de 18 faltas que tinham até esta jornada. Curiosamente, Pepa ainda não explicou em que ilha deserta ficou perdida a equipa hardcore no dia do jogo contra o Benfica, partida que apenas cometeram... 8 faltas. Uma equipa pouco séria, que tem por hábito ser das mais duras do campeonato, mas que estende a passadeira quando o adversário ao Benfica. A rábula do presidente do Tondela após o final do jogo foi a cereja no topo do bolo. Se há uma equipa que merece perder desta forma hardcore, o Tondela é seguramente uma delas.

    (via @paravertudo)



    A arbitragem - João Capela fez uma excelente arbitragem... até ao tempo de descontos da primeira parte. Deu apenas um minuto adicional (quando houve uma assistência que, sozinha, durou quase dois minutos) e nem deixou marcar um canto conquistado antes desse minuto adicional se ter esgotado. A segunda parte foi muito fraca, com erros para os dois lados. O mais falado é, obviamente, a extensão do tempo de descontos da segunda parte, que foi exagerado (apesar de não tão exagerado como se diz por aí, pois houve imensas paragens após os 90'). Mas, por outro lado, os quatro minutos de descontos, numa segunda parte que teve muitas paragens e substituições, foram compensação demasiado curta. Mathieu foi bem expulso, mas Pedro Nuno devia ter visto também ordem de expulsão - segundos antes tinha simulado uma falta sem ver amarelo, e a varridela a Rúben Ribeiro foi alaranjada. Pareceu-me haver um penálti por assinalar sobre Coates aos 73', mas infelizmente o VAR não fez a revisão desse lance. O amarelo a Murillo por simulação não faz sentido: apesar de não ter havido penálti, o desequilíbrio é natural face à pressão que estava a sofrer de ambos os lados. Coates devia ter visto amarelo por tirar a camisola nos festejos. Arbitragem obviamente negativa, mas não tão inclinada quanto os Benfica Press's da vida quererão fazer crer.

    A expulsão de Mathieu - segundo amarelo bem visto, numa asneira pouco compreensível num jogador tão experiente. Esteve muito perto de comprometer decisivamente a conquista dos três pontos.



    Nota artística: 4 até à expulsão, 3 no geral.

    MVP: Bas Dost



    Vitória hardcore, obtida no final de um tempo de descontos hardcore, contra uma equipa que prometia ser hardcore e foi efetivamente hardcore. Curiosamente, foi uma espécie de reedição do jogo de estreia do Tondela na I Liga, em casa emprestada... contra o Sporting, que também terminou em 2-1, com o golo da vitória a surgir aos 98'. Três pontos absolutamente fundamentais.